Quando pensamos em psicopatia, logo nos vem à mente um sujeito com cara de mau, truculento, de aparência descuidada, pinta de assassino e desvios comportamentais tão óbvios que poderíamos reconhecê-lo sem pestanejar. Isso é um grande equívoco! Para os desavisados, reconhecê-los não é uma tarefa tão fácil quanto se imagina. Os psicopatas enganam e representam muitíssimo bem. "Mentes Perigosas" discorre sobre pessoas frias, manipuladoras, transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esses "predadores sociais" com aparência humana estão por aí, misturados conosco, incógnitos, infiltrados em todos os setores sociais. São homens, mulheres, de qualquer raça, credo ou nível social. Trabalham, estudam, fazem carreiras, se casam, têm filhos, mas definitivamente não são como a maioria da populaçã aquelas a quem chamaríamos de "pessoas do bem". Eles podem arruinar empresas e famílias, provocar intrigas, destruir sonhos, mas não matam. E, exatamente por isso, permanecem por muito tempo ou até uma vida inteira sem serem descobertos ou diagnosticados. Por serem charmosos, eloqüentes, "inteligentes" e sedutores costumam não levantar a menor suspeita de quem realmente são. Visam apenas o benefício próprio, almejam o poder e o status, engordam ilicitamente suas contas bancárias, são mentirosos contumazes, parasitas, chefes tiranos, pedófilos, líderes natos da maldade. Em casos extremos, os psicopatas matam a sangue-frio, com requintes de crueldade, sem medo e sem arrependimento. Porém, o que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
Médica graduada pela UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) com residência em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Curso de Avaliação e Tratamento em Psiquiatria no Departamento de Psiquiatria da University of Chicago Hospitals, sob a supervisão do Dr. Elliot Gershon e Dra. Deborah Spitz. Membro da Academia de Ciências de New York e Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP)
Entre 2008 e 2009, prestou consultoria à Gloria Perez, na novela Caminho das Índias, para a construção da personagem Yvone, uma psicopata vivida pela atriz Letícia Sabatella.
Consultora do Programa Mais Você (Rede Globo), desde 2009, em assuntos relacionados ao comportamento humano e do Programa Sem Censura (TV Brasil), desde 1996.
Ministrou cursos na Casa do Saber (RJ) sobre transtornos alimentares, psicopatia, transtorno do déficit de atenção (TDAH) e transtorno de ansiedade, entre março e abril de 2010.
Autora da cartilha Antibullying, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), direcionada aprofissionais da educação, em 2010.
Em 2014, prestou consultoria à Glória Perez para a construção do personagem Edu, no seriado Dupla Identidade, vivido pelo ator Bruno Gagliasso.
Em 2017, prestou consultoria à Glória Perez para a construção de diversos personagens na novela A Força do Querer.
Nascida na cidade do Rio de Janeiro, Ana Beatriz é referência nacional no tratamento dos transtornos mentais. Atende pacientes em consultório, realiza palestras, conferências, consultorias e entrevistas nos diversos meios de comunicação sobre variados temas do comportamento humano e é autora de diversos livros.
Péssimo. Autora simplesmente escreveu capítulo atrás de capítulo criticando e criminalizando casos EXTREMOS de uma doença sem sequer descrevê-la a fundo ou explicá-la com mais detalhes. A psicopatia é uma patologia real e com vários níveis, diferente do que a autora nos faz (tenta fazer) pensar.
Escrito de uma forma pedestre, este livro parece ser trabalhado em cima de uma certa dualidade de Parmênides (inconscientemente, pois não acredito que a autora conheça tais conceitos) e coloca as realidades existenciais em dois polos: o bem e o mal. Partindo desse princípio, é uma leitura que parece ter sido feita para as grandes massas em cima de estereótipos cansados, jargões e linguagem popular.
Definitivamente um livro que eu não recomendo a quem tem interesse no assunto das psicopatias.
O pior livro que li sobre o tema. Trata as pessoas com transtorno de personalidade dissocial (ou antissocial) como se fossem criaturas mitológicas, vampiros ou monstros, que parecem enxergar, sentir e serem capazes de coisas muito além do que um ser humano é capaz. Cria uma neurose com aquela velha história de "eles estão por toda a parte" como se fosse o pior mal que existe no mundo. No fim do livro você se pergunta se os psicopatas são humanos, alienígenas ou demônios, de tanto exagero e sensacionalismo é colocado aqui.
Um livro perfeito daqueles que vendem bastante nos EUA, onde você torce as páginas e escorre sangue do papel, sem nada de profundidade ou informações úteis, muito parecido com o Serial Killer, da Ilana Casoy, outra lástima e desserviço.
O livro não atende às expectativas criadas no prefácio e na capa do fundo. Esperava mais detalhes levando em consideração a função cognitiva e ao invés disso, percebi mais um livro de auto-ajuda com alguns casos pontuais com discussões superficiais. Não recomendo a leitura.
Um assunto tão fascinante e complexo poderia ter sido melhor abordado. Achei o livro superficial, bobo. Boa parte dos capítulos é dedicada às "reviews" de casos famosos já conhecidos e a autora só os repete, repete e repete. Tudo é tratado de forma rasa, simplista e artificial. Muita reportagem é tirada da revista Veja. A autora faz julgamentos pessoais que mais parecem achismos, sem inserir qualquer evidência científica / médica - logo ela, uma psiquiatra.
Sobre psicopatas... Aparência humana! Aparentemente 'pessoas de bem'. Os psicopatas não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns. Assustador! (para continuar)!
um dos piores livros de não-ficção que li na minha vida. não consigo acreditar que a autora é uma psiquiatra. coitado dos pacientes dela!!
ela generaliza quem tem transtorno de personalidade antissocial (tpas) e os pintam como monstros. também diagnostica vários assassinos brasileiros, que nunca foram seus pacientes, com TPAS ao longo do livro.
Não vi nada em especial o livro. Na verdade fiquei preocupado com a autora que descreve um mundo onde qualquer pessoa que estoure um balão de gás seja psicopata. Ela tem um ponto de vista de pessoa indefesa e inocente que parece ter traumas e mais traumas. Além disso trata qualquer tipo de bandido como se fosse psicopata, não diferenciando os tipos de psicopatia como em outras literaturas. Após ler o livro e olhar à sua volta fica difícil acreditar que alguém é normal.
Não é um livro sério pra quem busca entender sobre o transtorno antissocial, tem muitas problemáticas, é extremamente superficial e sensacionalista, com fontes duvidosas. Por exemplo, em muitas passagens os sintomas que ela descreve fazem parte de outros transtornos também, tudo bem que ela menciona isso, mas é uma única frase no final dos capítulos, o que acho complicado... Acredito que se ela trocasse o termo "psicopata" por "pessoas manipuladoras", talvez fosse melhor, até porque muitos exemplos que ela traz, a própria autora afirma que não sabe ao certo se eram "psicopatas" ou não. Como li em outras críticas, realmente é um livro meio auto ajuda pra se prevenir de gente manipuladora, abusiva, etc. Mas não é um livro que deva ser levado a sério quanto ao assunto de psiquiatria, por isso dou nota 3. Realmente ajuda a querer prestar mais atenção as pessoas com que nos relacionamos, a sermos mais criteriosos e cuidadosos com a nossa vida, mas nao tem uma preocupação em descrever a "psicopatia" em si. Não concordo com algumas visões da autora, não acho que presídio seja eficaz e que punir melhore qualquer coisa, parto de uma perspectiva anti carcerária, e também fiquei um tanto incomodada com as falas sobre menores "psicopatas". Mas acho que por ser superficial e problemático, intriga a querer saber mais e pesquisar mais. Acho que toda a leitura vale a pena, desde que com pensamento crítico, por isso 3.
Comecei a ler este livro pois muitos amigos me indicaram como uma visão interessante sobre o mundo das psicopatias. Ledo engano. Fui perdendo o gosto pelo assunto na medida que a autora descrevia o mundo todo em preto e branco. Para a autora, o mundo é definido em pessoas boas, de bem, conscientes do seu papel na sociedade, e de pessoas ruins, sem índole, sem sentimentos e, no final das contas, sem salvação alguma. Não se encontra qualquer tom de cinza, nenhum meio termo. Não há no livro uma explicação sobre o que causa as psicopatias e como são entendidas e tratadas. Para a autora, não há tratamento e não há solução para estes casos. Há sim, uma lista de telefones no final do livro para o leitor se prevenir de pessoas com alguma psicopatia. Sinceramente, achei extremamente simplista e melodramático. Um livro para as massas. Não recomendo pra quem tem realmente algum interesse pelo assunto.
Muito interessante.... e triste, ao mesmo tempo. A autora mostra que existe dentro da qualquer população, em qualquer âmbito histórico ou geográfico, a ocorrência deste transtorno de personalidade psicosocial, ou psicopata. São pessoas incapazes de amar, de se colocar no lugar dos outros, de ter emoções. Ela ensina a identificar este tipo de pessoa e dá conselhos de como lidar com ela. Mostra casos reais e dá sugestões de políticas judicais e penitenciárias aplicáveis.
O livro é escrito para um público bem leigo e de maneira fácil que flui. Acredito que as críticas negativas do livro se baseiam nisso , mas creio que a idéia da autora foi exatamente essa, o livro não é indicado para pessoas da área, quem atua nessa área certamente tem milhares de bibliografias e artigos mais válidos. Ótimo livro para quem quer se iniciar no tema ou para vítimas de psicopatas leves.
Um livro cheio de achismos, em primeiro lugar a autora não é autoridade para fazer as asserções do livro, sua principal fonte de referência são matérias da revista Veja. Sem contar na imposição de uma moralidade e dicotomia desnecessária, recorrente, exacerbada. Por fim, uma bela dose de hipocrisia, (as pessoas normais e de "bem", podem fazer as coisas erradas...) Um livro repleto de julgamento, com muito pouca base.
O livro é raso. Talvez essa seja a melhor definição para a obra de Ana Beatriz Barbosa Silva. Tem pouco conteúdo científico, pouca análise de casos reais, muitas suposições e o mínimo de embasamento teórico. O livro pouco cita psicopatas serial killers e se prende na análise de psicopatas do cotidiano. Talvez seja bom para um leigo que tenha ouvido falar sobre o tema pela primeira vez, mas para quem já assistiu pelo menos um documentário sobre o assunto sabe que o livro é básico e artificial.
Ótimo livro.. Aponta um grave problema da sociedade, como as pessoas que se satisfazem passando por cima dos outros e estragando suas vidas. Mostra também como identificá-las, e posteriormente se defender delas. Muitos que desconheciam essas pessoas agora entendem traumas do passado ou aprendem a usar mais a célebre frase: "As Aparências Enganam."
O livro traz de maneira bem simplificada os traços mais pertinentes da personalidade psicopática. A autora expõe os elementos do comportamento que levantam a suspeita para desconfiarmos e não sermos vítimas do engodo desses indivíduos. Há a citação de diversos crimes que marcaram a sociedade brasileira nos últimos anos, bem como de notórios políticos tiranos da história mundial. No final, o livro fornece algumas dicas práticas para não ser ludibriado.
Aborda o tema de forma demasiado superficial e enviesada, tendo em conta que a autora é medica psiquiatra. A perturbação de personalidade antisocial não se cinge a indivíduos maquiavélicos e e abrange um espetro de comportamentos muito diversos.
Raso. Em 2016 escrevi minha monografia da graduação sobre assassinos em série no Brasil e acabei encontrando este livro na biblioteca da universidade. Não consegui aproveitar nada dele.
4 estrelas pensando apenas no entretenimento, pois me tirou de uma ressaca literária difícil e foi uma leitura rápida. Não recomendo para quem busca um embasamento científico mais rebuscado e explicativo sobre a psicopatia.
Muuuuuito Bom, muito esclarecedor, nos ajuda muito a entender o que eventualmente não compreendemos nas atitudes de certas pessoas que nos cercam. Importantes revelações, vale muito a pena.
No capítulo intitulado "Razão e Sensibilidade: um sentido chamado consciência", a autora explora a relação entre a razão e a emoção na mente humana. Ela destaca a importância de equilibrar esses dois aspectos para uma vida emocionalmente saudável e ressalta que tanto a razão quanto a emoção são partes essenciais da nossa mente, mas precisam ser harmonizadas. A razão nos ajuda a tomar decisões lógicas e racionais, enquanto a emoção nos conecta com nossos sentimentos e nos permite experimentar a vida de forma mais profunda. A autora também destaca que a sociedade atual tende a valorizar mais a razão do que a emoção, o que resulta em uma supressão das emoções e, consequentemente, em problemas emocionais. Ela enfatiza a importância de reconhecer e expressar nossas emoções de forma saudável. Um trecho importante do capítulo aborda a relação entre a razão e a intuição. A autora defende que a intuição é uma forma de conhecimento que vai além da razão, e que devemos aprender a confiar em nossos instintos para tomar decisões importantes. Outro ponto destacado é a influência das emoções negativas, como a raiva e o medo, na nossa saúde mental. Essas emoções podem levar a comportamentos destrutivos e prejudiciais, e por isso, é importante aprender a controlá-las, assim como devemos aprender a valorizar e expressar nossas emoções de forma saudável. Gostei da parte onde ela explora a diferença entre "estar consciente" e "ser consciente", além de descrever as características de comportamento de um psicopata, que é alguém incapaz de ter empatia, sem emoções e meticuloso. No capítulo intitulado "Os psicopatas: frios e sem consciência", a autora explora o perfil e comportamento dos indivíduos com características psicopáticas. Ela busca fornecer uma compreensão mais profunda dessas pessoas e alertar para os perigos que podem representar. Os psicopatas são indivíduos que apresentam uma falta de empatia e remorso, além de uma tendência a manipular e enganar os outros. Eles possuem uma personalidade superficial e uma incapacidade de estabelecer relações emocionais significativas. A autora destaca que os psicopatas são mestres na arte da dissimulação, conseguindo esconder suas verdadeiras intenções e manipular as pessoas ao seu redor. Eles são hábeis em se adaptar aos diferentes ambientes e podem apresentar um comportamento encantador e carismático. Ana Beatriz descreve os principais traços característicos dos psicopatas, como a falta de remorso, a impulsividade, a falta de empatia e a propensão à violência. Ela também aborda a questão da psicopatia ser um transtorno de personalidade incurável e que pode se manifestar desde a infância. O capítulo também discute as diferenças entre a psicopatia e outros transtornos mentais, como a sociopatia e a personalidade antissocial. A autora esclarece que, embora esses termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, eles têm características distintas. É enfatizada a importância de identificar os psicopatas precocemente e de estar atento aos sinais de comportamento manipulador e prejudicial. Ela ressalta que, apesar de ser um transtorno incurável, é possível adotar medidas de prevenção e tratamento para minimizar os danos causados por esses indivíduos. No capítulo intitulado "Pessoas no mínimo suspeitas", a autora aborda a questão das pessoas que despertam suspeitas, mas que não se enquadram necessariamente no perfil de psicopatas. Ela explora o comportamento e os diferentes tipos de indivíduos que podem representar riscos para os outros. Nem todas as pessoas suspeitas são psicopatas, mas é importante estar atento aos comportamentos que podem indicar algum tipo de perigo. Ela ressalta que muitas vezes essas pessoas podem apresentar características que levantam suspeitas, como o comportamento agressivo, a falta de empatia e a tendência a mentir. Dentre os indivíduos suspeitos podemos encontrar os manipuladores, os invejosos, os vingativos e os narcisistas. Ela explora as características e os comportamentos típicos de cada um deles, alertando para os perigos que podem representar em relacionamentos pessoais e profissionais. Daí a importância de estar atenta aos sinais de comportamento suspeito, como a manipulação emocional, as tentativas de controle e a falta de sinceridade. Ela ressalta que, embora essas pessoas possam não ser psicopatas, elas ainda podem causar danos e trazer consequências negativas para a vida daqueles ao seu redor. Além da necessidade de estar alerta é preciso confiar em nossa intuição quando algo não parece certo. É importante estabelecer limites saudáveis e assertivos com pessoas suspeitas, a fim de proteger nossa própria segurança e bem-estar. Ela ressalta a importância de buscar apoio, seja de amigos, familiares ou profissionais especializados, para lidar com situações envolvendo pessoas suspeitas. Nos capitulos seguintes me peguei pensando na questão da responsabilidade pelos nossos próprios atos e a tendência de culpar os outros pelos problemas e dificuldades que enfrentamos. O livro explora os diferentes tipos de comportamentos destrutivos e as consequências negativas de atribuir a culpa a terceiros. A autora discute a importância de assumir a responsabilidade pelos nossos atos e escolhas, enfatizando que culpar os outros apenas perpetua os problemas e impede o crescimento pessoal. Ela explora os comportamentos destrutivos, como a vitimização, a negação da própria culpa e a manipulação dos outros. Daí a importância de desenvolver a autoconsciência e a autocrítica como formas de evitar comportamentos destrutivos e assumir a responsabilidade pelas nossas ações. Isso é fundamental para o crescimento pessoal e para a construção de relacionamentos saudáveis. A autora compartilha experiências que teve ao longo de sua carreira com indivíduos que afirmavam estar sendo perseguidos por psicopatas e até mesmo com aqueles que se encaixavam nesse perfil, ou seja, pessoas superficiais e eloquentes que são articuladas e brincalhonas. Elas têm o poder de cativar os outros com suas palavras e usam termos técnicos para impressionar os incautos. Além disso, são egocêntricas e megalomaníacas, acreditando serem superiores a todos e culpando os outros por seus próprios atos. Também se destacam pela falta de sentimento de culpa e empatia, pois não possuem consciência, o que os impede de amar, sentir culpa, se responsabilizar pelo outro ou ter compaixão. No final o capítulo intitulado Manual de Sobrevivência, dá as seguintes dicas para lidar com psicopatas: 1) Saiba com quem você está lidando; 2) As aparências enganam; 3) Não se esqueça de considerar a voz da sua intuição; 4) Abra os olhos com pessoas maravilhosas ou excessivamente bajuladoras; 5) Certas situações merecem atenção redobrada; 6) Autoconhecimento é fundamental; 7) Não entre no jogo das intrigas; 8) Cuidado com o jogo da pena e da culpa; 9) Não tente mudar o que não pode ser mudado; 10) Nunca seja cúmplice de um psicopata; 11) Evite-os a qualquer custo; 12) Busque ajuda profissional; 13) Dê valor a sua capacidade de ser consciente. * Melhores trechos: "...Mentirosos contumazes, mentem com competência (de forma fria e calculada, olhando nos olhos das pessoas. São tão habilidosos na arte de mentir que, muitas vezes, podem enganar até mesmos os profissionais mais experientes do comportamento humano. Para os psicopatas, a mentira é como se fosse um instrumento de trabalho, que é utilizado de forma sistemática e motivo de grande orgulho... Muitas vezes, os psicopatas querem convencer as pessoas de que são capazes de vivenciar fortes emoções, porém eles sequer sabem diferenciar as nuances existentes entre elas. Confundem amor com pura excitação sexual, tristeza com frustração e raiva com irritabilidade. Muitos psiquiatras afirma que as emoções dos psicopatas são tão superficiais que podem ser consideradas algo bem similar ao que denominam de ‘proto-emoções’ (respostas primitivas às necessidades imediatas)... É fundamental destacar que a redução da maioridade penal pouco vem contribuir para a diminuição da violência ocasionada por jovens perigosos, que são maus na sua essência. A meu ver, devemos avaliar a personalidade do infrator, a sua capacidade de entendimento dos seus atos, os seus sentimentos e a gravidade do crime cometido. Isso levaria a se considerar cada caso com sua justa individualização, tornando possível distinguir, de forma eficaz, os jovens que precisam e podem ser reeducados daqueles que são refratários a qualquer tipo de medida socioeducativa. Estes últimos, irrefreáveis e incompatíveis com o convívio social, devem ser rigorosamente punidos como adultos. Caso contrário, só iremos amargar cada vez mais a infeliz certeza de que eles não vão parar nunca... Para os profissionais de saúde, este é um fator intrigante e ao mesmo tempo desanimador, uma vez que não dispomos de nenhum método eficaz que mude a forma de um psicopata se relacionar com os outros e perceber o mundo ao seu redor. É lamentável dizer que, por enquanto, tratar um deles costuma ser uma luta inglória..."
O tom sensacionalista sobre o assunto (presente em todo o livro) incomoda bastante. Para aqueles que buscam uma análise e um olhar mais analítico, científico, imparcial e arrisco-me a dizer até "sério" sobre o tema, talvez este livro não seja a melhor opção. A autora usa e abusas de chavões e frases de efeito que parecem soar risíveis ao leitor. Tudo muito bem pensado, claro, para "chocar" os leitores cuja maior fonte de informação sobre psicopatia é o Brasil Urgente com o Datena. "'Seres bípedes' que sugam nosso sangue e vampirizam nossa alma". Uau, risos.
Quanto aos casos e exemplos da vida real mencionados pela autora, estes são, em sua maioria, "óbvios" demais. Qualquer interessado no assunto da psicopatia provavelmente já esteve em contato com eles e pesquisou sobre os mesmos de maneira até mais profunda do que a autora se debruçou sobre.
Não espere estar "precavido" contra psicopatas somente com a leitura deste livro. Se existe algum valor nele, é como bom ponto de partida para quem está se interessando sobre o assunto e procura uma leitura mais superficial.
Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao lado, discorre sobre a características do psicopata. Transgressoras de regras sociais, sem consciência e desprovidas de sentimento de compaixão ou culpa. Esclarece sobre alguns 'mitos' que se tem sobre a psicopatia. O que a sociedade desconhece é que os psicopatas, em sua grande maioria, não são assassinos e vivem como se fossem pessoas comuns.
Livro com informações muito importantes sobre como identificar e se proteger de pessoas com comportamentos de psicopata. Não sei se é o melhor livro sobre o assunto, mas com certeza é um livro importante e com linguagem acessível a todos que queiram saber mais sobre o assunto.