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Sofredor do Ver

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Maura, que ambicionava ser a maior escritora da língua portuguesa e que já na adolescência pilotava aviões, saiu do interior de Minas Gerais para Belo Horizonte e, na década de 1950, mudando-se para o Rio De Janeiro, passou a conviver com poetas, artistas e intelectuais, sobretudo do mundo literário. Aclamada como grande revelação da literatura brasileira em seu tempo, sua obra é fortemente marcada por sua experiência como paciente de hospitais psiquiátricos em Minas e no Rio De Janeiro. Entre romances, escândalos e diversas internações, Maura Lopes Cançado publicou, na década de 1960, seus dois livros, que a tornariam uma das autoras mais comentadas da época. Internada – por vontade própria – inúmeras vezes ao longo da vida, Maura encontrou nas palavras uma maneira de se relacionar com sua doença e sua condição de paciente psiquiátrica.

131 pages, Paperback

First published January 1, 1968

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About the author

Maura Lopes Cançado

5 books7 followers
Maura Lopes Cançado foi uma escritora brasileira.
Passou a infância no interior de Minas Gerais. Estudou no colégio Sacre-Coeur de Marie e, aos 14 anos, fez parte de um aeroclube, onde conheceu seu marido, um jovem de 18 anos, filho do comandante do batalhão da Polícia Militar da cidade. Aos 15, teve seu único filho, Cesarion Praxedes, que se tornou escritor e jornalista. Separou-se do marido pouco depois do nascimento do filho. Aos 18, internou-se voluntariamente em um sanatório para doentes mentais.
Chegou ao Rio de Janeiro aos 22 anos. Queria ser escritora e, após mandar seus contos para escritores e jornalistas, começou a publicá-los no Jornal do Brasil e no Correio da Manhã. Durante a década de 1960, publicou seus dois únicos livros O Hospício É Deus (1965), primeira parte do diário que relatava o seu período de internação no Hospital de Engenho de Dentro, e O Sofredor do Ver (1968), coletânea de contos reeditada em 2012 pela Confraria dos Bibliófilos.
Maura passou por diversos hospitais psiquiátricos, até matar outra interna na Casa de Saúde Doutor Eiras e ser condenada por homicídio. Depois de seis anos de reclusão, em 1980, Maura viveu em liberdade, passando por clínicas particulares e pelo Solar da Fossa. Morreu de ataque cardíaco, em 1993. Não escrevia mais.

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Profile Image for Adriana Scarpin.
1,754 reviews
July 20, 2016
Apenas com esse livro pode-se considerar Cançado uma das mais bem dotadas contistas brasileiras, apesar de oscilar entre obras primas (a primeira metade do livro) e contos meramente bons (a segunda metade), a seleção em geral é apresentada como a mais fina prosa.
Profile Image for Ligia.
25 reviews
November 7, 2020
A escrita de Maura é belíssima, mesmo quando corta o coração. Só posso dizer: leiam.
26 reviews
January 14, 2025
O que é a loucura? Há tantas respostas...ou tantas perguntas que decorrem dessa primeira. Maura nos dá acesso aos sentimentos, pensamentos, angústias de uma pessoa em sofrimento mental, e com ela percorremos a vida, nessa tênue linha em que caminhamos todos, ora mais, ora menos, afetados pelas externalidades e revolucionados, internamente, por nossos pensamentos, medos e desejos. A vontade é voltar no tempo. Como seria se vivesse hoje? Seria mais compreendida, haveria outros caminhos? Não sei...
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