Esta obra dá-nos a conhecer a biografia das oito rainhas da dinastia de Avis.
Considero muito mais atractivo ler sob a forma de biografia do que ler obras onde romanceiam a vida destas figuras, acima de tudo porque depois fico confusa sobre o que é que será verdadeiro ou não.
Conhecia os nossos valorosos reis da Dinastia de Avis, mas das figuras femininas, apenas conhecia (vagamente) a Rainha Filipa de Lencastre a mãe da Ínclita Geração. Por isso foi com uma certa avidez que me fui imiscuindo na vida pessoal destas rainha:
Filipa de Lencastre, a mãe da Ínclita Geração; Leonor de Aragão, a Triste Rainha; Joana de Castela, conhecida como a Excelente Senhora; Leonor de Lencastre, que mandou construir o Convento de Madre Deus em Lisboa; Isabel de Castela, filha dos Reis Católicos de Espanha; Leonor de Áustria, peça fundamental no jogo político do seu irmão, o imperador Carlos V; Catarina de Áustria, avó de D. Sebastião.
Uma conclusão que se tira desta leitura é a forma instrumental como as mulheres eram "usadas" para fazer valer determinados interesses políticos, diplomáticos e estratégicos. Ao lado desta imagem, surge também a imagem da mulher como "máquina de fazer filhos" pois esta era a grande tarefa, dar ao país, a maior quantidade de filhos de forma a garantir a sucessão, numa altura em que a mortalidade infantil era terrivelmente alta, já para não falar das mortes femininas provocadas por partos mal conseguidos...