O começo do livro me empolgou muito, gostei como ele narra os seus acontecimentos de vida e os relaciona com o assunto mais pertinente do livro que na minha interpretação é suas criticas e revolta com o cenário político e moral do Brasil. Arnaldo no começo, ate mais ou menos metade do livro, em vários capítulos descreve momentos marcantes de sua jornada, sua vivência nos EUA, sua época comunista e outros momentos de sua trajetória. Essas foram minhas partes favoritas do livro. Esses capítulos intercalam com aqueles onde o cenário político é extremamente criticado pelo autor, ele realmente dá muito enfase na frustação e indignação que sente e aponta diversos escândalos da época de poder do Lula e o cenário social dos brasileiros, sempre de maneira muito pessimista. Nessa parte foi quando comecei a me desinteressar pelo livro, todos os capítulos foram se "repetindo". Sua raiva por esse cenário estava explicita em todos os capítulos a partir, mais ou menos, da metade do livro e para mim o desinteresse veio por causa da repetição e insistência desse estado pessimista do autor em relação ao contexto que ele tratava. Era como se não importava quantas vezes ele expressava esse estado de revolta, nunca era suficiente, como se ele não estivesse convencido de que esta convencendo o leitor de que sua raiva faz sentido e que todos devemos compartilhar desse estado para que alguma coisa seja feita. Não sei se ele conseguiu. Livro muito intelectual e inteligente e ao mesmo tempo honesto, eu sinto os sentimentos e emoções do autor nas letras, frases e construções. Gosto disso.