Numa época em que o estresse e a violência dominam o cotidiano das pessoas, provocando sérios distúrbios psicológicos, há cada vez menos tempo e recursos para tratá-las. Assim, a psicoterapia breve surge comoalternativa rápida, eficaz e pouco onerosa para ajudar os indivíduos a lidar com problemas psíquicos e emocionais.Um dos pioneiros da psicoterapia breve no Brasil, Eduardo Ferreira-Santos faz nesta obra uma retrospectiva histórica da abordagem, explica conceitos e critérios de indicação, introduz a teoria da crise e sistematiza a psicoterapia breve segundo o enfoque psicodramático. Além disso, analisa o uso de medicamentos em concomitância com o atendimento clínico e apresenta casos em que a psicoterapia breve foi usada com sucesso. Um capítulo especial aborda o uso da psicoterapia breve com vítimas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Destinado a estudantes e profi ssionais de saúde, em especial a psicólogos e psiquiatras, este livro já se tornou referência na área e constitui um guia fundamental para todos os que lidam com a psique humana.
Enquanto novata no assunto psicoterapia breve, aprendi muito acerca da técnica e da teoria por trás de termo deveras enigmático. Considero que para quem busca novos estudos no tema, sendo que já apresenta certo domínio em terapia breve, o livro de Ferreira-Santos parece uma boa pedida, trazendo uma leitura moderna e influenciada pelos preceitos psicodramáticos. No entanto, quem considera uma possibilidade partir desse livro, seja pela abordagem psicodramática, não me parece a melhor escolha. O autor é extremamente didático, mas a tarefa de conceituar em alguns capítulos teoria tão diversa e complexa me soa um pouco pretensioso. Por fim, considero essa leitura como uma abertura de portas aos interessados, oferecendo bibliografias para maior aprofundamento e, quem sabe, maior produção de temática tão importante para o campo da saúde mental.
Acho que esperava algo com mais técnicas e protocolos. Penso que é mais um livro que afirma que “psicoterapia breve é possível” e dá algumas diretrizes a seguir para enquadrar. É algo que ele chama de Psicoterapia de Resultados.