Os trabalhadores de Manchester que marcharam para Saint Peter’s Field em 1819 e os trabalhadores de Glasgow que entraram em greve no ano seguinte pelo direito ao voto não tinham o socialismo por objetivo, nem o marxismo por teoria. É uma grande e desoladora ironia histórica que, depois da devastação material e ideológica realizada pelo stalinismo, o mesmo seja verdade para a maioria dos trabalhadores hoje, e não só na China. Não existem, pois, analogias inteiramente adequadas para descrever nossa atual situação, e não deveríamos, então, esperar encontrar modelos estratégicos ou organizacionais prontos para uso imediato. O que podemos prever de nossa experiência até agora é que o desenvolvimento desigual e combinado continuará a exercer o papel de vomitar conjunturas revolucionárias, cujos desdobramentos, como sempre, não podem ser previstos de antemão
Neil Davidson lectured in sociology at the University of Glasgow and is the author of six books, including the Deutscher Prize–winning Discovering the Scottish Revolution and, most recently, Nation-States. He wrote some of the most widely read analyses of the previous referendum and Scottish independence for journals including Bella Caledonia, Jacobin, New Left Review, Radical Philosophy and Salvage.