Jump to ratings and reviews
Rate this book

Goor - A Crónica de Feaglar #2

Goor - A Crónica de Feaglar II

Rate this book

498 pages, Paperback

1 person is currently reading
9 people want to read

About the author

Pedro Ventura

13 books16 followers
Pedro Miguel Rodrigues Gomes Ventura (Montijo, 14 de Agosto de 1974) é um escritor português de romances/crónicas épicas.
Licenciado em Estudos Portugueses e Ingleses e estudioso autodidacta de História Bélica.
Autor da saga Goor - A Crónica de Feaglar, que teve dois volumes publicados. Participou com trabalhos seus em diversas antologias e publicações literárias. Em 2011 lançou o romance épico Regresso dos Deuses - Rebelião com a chancela da Editorial Presença.


Pedro Miguel Rodrigues Gomes Ventura (Montijo, 14 August 1974) is a Portuguese writer of novels / epic chronicles.
Author of the saga "Goor - A Crónica de Feaglar", that had two volumes published - 2006 and 2007 and of the epic novel Regresso dos Deuses - Rebelião -2011. He participated with his works in several anthologies and literary journals. In 2011 will probably publish a new book that retrieves the universe of Goor.

Ratings & Reviews

What do you think?
Rate this book

Friends & Following

Create a free account to discover what your friends think of this book!

Community Reviews

5 stars
3 (60%)
4 stars
1 (20%)
3 stars
1 (20%)
2 stars
0 (0%)
1 star
0 (0%)
Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Sofia Teixeira.
608 reviews132 followers
September 26, 2010
Antes de mais, alguns esclarecimentos. A versão que li, foi uma versão "de autor", não revista, impressa num formato A4 com os dois livros seguidos. É suposto estas duas magníficas obras serem vendidas pela Papiro Editora, mas ao que parece isso não acontece e, a única solução que eu e o autor arranjámos para ter o prazer de as ler, foi ele enviar-mas em formato "manuscrito".

Sei que devem estar a pensar "Uhh, que horror, os manuscritos normalmente têm muitos erros e gralhas e não sei que mais..", pois bem, desenganem-se. A única contrapartida de ler neste formato, foi o tamanho e peso do manuscrito e por isso (para os leitores mais atentos do blog) demorei mais tempo que o normal a conseguir lê-lo. Não obstante, valeu mais que a pena ler neste formato. E a primeira coisa a apontar é que Pedro Ventura tem uma escrita de fazer inveja. A linguagem utilizada é bastante adequada à estória, directa e que nos puxa para dentro dela fazendo com que nos sintamos parte daquele universo.

Goor - As Crónicas de Feaglar I & II são obras inigualáveis. A primeira coisa em que pensei quando terminei de os ler foi "Uau, nunca pensei que houvesse uma obra destas, muito menos escrita por um autor português". Isto porque, quando lemos algum livro, normalmente tendemos a comparar com esta ou aquela obra que já lemos anteriormente. Com os Goor, isto não acontece.

Desde cedo entramos num mundo completamente novo. E, apesar de estas duas obras serem classificadas no género Fantástico, desenganem-se se pensam que vão encontrar os seus elementos típicos como fadas, gnomos, elfos, anjos ou vampiros ou o que quer que vos possa passar pela cabeça. Aqui, temos a humanidade dura e crua, onde cada pensamento e acção têm uma intensidade nunca antes expressas desta forma.

O território nestas obras, é constítuido por sete reinos, cada um com os seus reis, rainhas e exércitos e, à medida que a narrativa vai avançando vamos conhecendo cada vez mais personagens. Um grande ponto a favor do autor é que, apesar de serem imensas e serem tantos reinos, ele consegue a narrativa organizadíssima e coerente, não havendo confusão de quem é quem ou o que era o quê. E quanto às suas características, temos de tudo um pouco. Personagens de personalidade forte, sombrias, alegres, extrovertidas, soturnas e mesmo quando pensamos que odiamos certa personagem, muitas das vezes o autor surpreende-nos com reviravoltas estonteantes.

E é muito à base dos sentimentos que a narrativa nos provoca, que tornam estes livros tão bons. Pedro Ventura consegue transmitir uma data de valores e de ideais tão fundamentais à nossa sociedade de uma forma, por vezes, romântica, intensa e que nos faz por vezes rir, outras vezes chorar (sim, chorei e depois?), mas acima de tudo provoca-nos um deslumbramento que muito poucos autores têm a arte de o fazer.
Ele consegue mostrar que o bem e o mal não são lineares. Que muitas vezes pode ser tudo bastante relativo e por vezes abala-nos em certos momentos da estória com claras demonstrações disso.

As demandas, as batalhas, as paixões, os ódios, a amizade, a camaradagem, o sofrimento, a alegria, a capacidade de amar para além de qualquer compreensão, são apenas alguns tópicos tão bem desenvolvidos e descritos. O autor não perde tempo com longas descrições de batalhas épicas ou cenas de amor explícitas só para prender o leitor. Não, ele é sublime, mas certeiro nelas e vai sendo impossível para nós largarmos a leitura.

Dois livros inesquecíveis, que tenho pena de terem sido editados por uma editora que não soube dar o devido valor e por ver desperdiçado um talento que nem no estrangeiro abunda. Sim, Pedro Ventura é um autor capaz de fazer frente e vencer, em termos de qualidade, grandes nomes de literatura estrangeira, já para não falar da portuguesa.
Deixo aqui expresso o meu desagrado e gostava mesmo que estes dois livros tivessem uma edição decente e que ocupassem o lugar que merecem - os tops das livrarias e distribuidoras nacionais.
Até lá fora, de Portugal, parecem dar mais valor a estes dois livros do que nós, portugueses.
Sem dúvida que adorei.
Profile Image for Robin Pike.
41 reviews
August 22, 2021


Infelizmente saio desapontado de Goor. Esperava mais. As personagens não me cativaram, a organização do texto é uma confusão e a resolução da problemática principal é muito insatisfatória.
Para atém disto, o próprio livro engana o leito (já desde o primeiro volume), são prometidas aventuras e exploração de um território desconhecido. No primeiro volume apenas temos a preparação da viagem. Neste segundo volume a viagem, estadia e regresso de Goor ocupam (aproximadamente) apenas o primeiro terço do livro. Aliás, "Os amores de Feaglar" seria um título mais apropriado.

Peço desculpa, fiquei um pouco chateado com este livro.

Uma "rant" mais completa em: https://rpike.blogspot.com/2021/08/go...
Profile Image for Andreia Torres.
7 reviews3 followers
July 31, 2010
A primeira coisa que impressiona nestes dois livros é um claro sentimento de desengano, caso o comecemos a ler com a ideia de irmos mergulhar num mundo de magos, elfos, fadinhas e redundâncias do género. Esqueçam o estafado Sword and Sorcery. Aqui a história é outra, pois não se trata de um copycat de obras de referência (defeito de tantos outros autores). A Sorcery é (felizmente) substituída pela vontade dos Homens e a Sword surge em boas quantidades, em duelos individuais ou grandes batalhas, sempre sensacionistas e visuais, mas credíveis – provando que o aspecto bélico foi bem estudado. Essas habituais soluções sobrenaturais (que por vezes nada mais são do que facilitismos) não encontram aqui lugar. O inverosímil surge alicerçado em ténues sugestões que me recordaram algumas obras de Ficção Científica de autores como David Brin ou mesmo escritos de J.S. Hunsaker. Uma sublime influência de von Däniken e de Robert K. G. Temple? Talvez. Uma coisa é certa: não se trata de Fantasia.
Goor brota de uma intensa originalidade e grandeza (universo extremamente complexo e bem descrito), apesar de manter uma estrutura de Demanda Arturiana por um objecto – neste caso o Draidex. Não havia necessidade de tal, mas talvez essa existência brote um inconsciente desejo de ter uma trave-mestra em torno da qual o emaranho é construído. Mas essa Demanda eclipsa-se e torna-se secundária à medida que o intrincado enredo se desenvolve e fica subordinada ao aspecto humano das personagens. Temos aqui o grande trunfo da obra: personagens verosímeis com as quais nos podemos identificar, personagens com quem podemos reflectir, sonhar, chorar ou rir. Desenganem-se portanto os adeptos dos heróis virtuosos em cavalos brancos (cujo lugar é no nicho do infanto-juvenil), aqui irão encontrar pessoas (reais) com defeitos e virtudes, como qualquer um de nós. As suas dúvidas existenciais não são esquecidas e revelam-se, basicamente, aquelas que sempre nos inquietaram. Esse realismo existencial é tão marcante que o leitor chega mesmo (sem qualquer dificuldade) a estabelecer paralelismos com determinados episódios da sua própria vida. O romance (propriamente dito) surge bem doseado, apesar de, por vezes, chegarmos a abominá-lo por “empastelar” em demasia a acção. De realçar ainda o facto de duas das três personagens mais interessantes e complexas serem femininas. Neste livro as mulheres não são vistas como meras figurantes acéfalas e frágeis (os habituais “acessórios de beleza e erotismo” que necessitam do “protector braço masculino”) e movem-se entre os papéis de antagonistas, coadjuvantes ou mesmo de protagonistas, tal é a sua importância. Destas destaco Calédra, o condimento essencial, sem a qual a história poderia tornar-se fastidiosa. Esta Red Sonja (mais refinada, mas igualmente poderosa - talvez até mais) de Pedro Ventura, inverte em vários aspectos os estereótipos sexistas e teria certamente lugar de destaque num painel de Susan Wood.
A prosa de Pedro Ventura é directa e apoia-se mais na sensação, no entretenimento, apesar de não descurar, aqui e ali, alguma “doutrinação”. A linguagem é fluida e, quando não o é, torna-se um pouco artificial, pesada, talvez por suposta “exigência”do Género Épico, da qual discordo. Algumas gralhas (que não são suficientes para perturbar a leitura) revelam um mau trabalho editorial de revisão. Também há alguns “vícios de escrita” que me parecem contaminação do anglo-saxónico e que deviam ter sido corrigidos. Certas personagens secundárias mereciam mais atenção para não aparentarem tanta uniformidade e não serem tão monocórdicas.
Em resumo: dentro do seu género, esta é uma obra indispensável, sem paralelo, quando comparada com os outros autores portugueses (até porque é difícil encontrar termo de comparação entre escritores maioritariamente “copistas” de modelos importados), e que me faz pensar que perdi tempo ao tempo ao ler Marion Zimmer Bradley, claramente inferior. Torna-se óbvio que Pedro Ventura devia ter traduzido os dois Goor e optado por publicar no estrangeiro, antes mesmo de ter sequer pensado em fazê-lo em Portugal, mercado demasiado pequeno e muito dado a “monoideísmos”.

Displaying 1 - 3 of 3 reviews

Can't find what you're looking for?

Get help and learn more about the design.