Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a menina de oito anos, que em Setembro de 2004, Portimão, foi dada como desaparecida? Para muitos ela será lembrada como um rosto num jornal ou revista, um pequeno rosto sorridente e alegre de alguém que gostava de viver. Este livro assume-se como uma homenagem à corajosa Joana, prestada por um dos três agentes da Polícia Judiciária - o autor que é simultaneamente um das personages - especialmente destacados para ajudar os seus colegas do Algarve no processo de investigação. Relatado com grande vivacidade, ficamos a conhecer a dimensão da força or detrás daquele sorriso de menina. A Estrela de Joana é ainda para o leito a oportunidade rara de espreitar o que se passa «do lado de dentro» de uma investigação. Além disso dá conta da generosidade e do empenhamento destes polícias que, por detrás da aparente rudeza e ironia que marca os seus laços de companheirismo, revelam a sua profunda humanidade.
Paulo Pereira Cristóvão nasceu em Lisboa em Julho de 1969. Em Novembro de 1990 entro para os quadros da Polícia Judiciária de onde saiu no início de 2007 para funda uma empresa de Consultoria e Investigação. Durante o tempo em que foi Inspector da PJ, foram-lhe atribuídos alguns dis processos mais mediáticos da Direcção Central de Combate ao Banditismo, sendo «Joana» mais um dos processos em que manteve um papel relevante. Destacou-se em várias investigates cujo objecto ia desde o Tráfico de Seres Humanos, passando por processos de Terrorismos até as Máfias do Leste. Em finais de 2004 entrou no combate à Corrupção, onde se manteve até sair da Polícia Judiciária. Possuidor de formação específica ao nível da Perícia Psicológica, Perfis e Tendências Criminais, Justiça Criminal entre outras, administradas por entidades nacionais e estrangeiras, sempre foi um estudioso da «coisa policial». Actualmente para além da actividade da sua empresa, Paulo Pereira Cristóvão colabora com regularidade em vários órgãos de comunicação social, nomeadamente televisão e rádio.
Este livro surge como uma explicação que muitos pensaram que nunca viria à luz do dia. Mostra-nos por dentro um pouco de uma investigação policial e também os sentimentos dos próprios agentes envolvidos. Sem tecer conclusões, o autor (e agente no caso) deixa-nos a tarefa de juntar as peças.
Terminei hoje de ler este livro. Já o tinha há algum tempo na prateleira, mas quis lê-lo, apenas quando passasse a histeria mediática da comunicação social sobre este caso e semelhantes. E na sexta feira, pensei: "Hoje é um bom dia".
Posso dizer que foi uma surpresa: este livro é muito mais do que eu esperava; é muito mais que o relato de uma investigação, feito por quem a viveu por dentro.
Paulo Pereira Cristovão, o autor, foi um dos três agentes da Polícia Judiciária, destacados para ajudar os colegas do Algarve, com o caso que todo o país sabia como resolver, só a Polícia não conseguia nada. Pois é, por vezes a democratização da notícia tem destas coisas - a comunicação social emite opiniões, dá a conhecer a verdade e a mentira, condena, julga, defende, iliba, perdoa e crucifica, sem dó nem piedade.
Este livro tocou-me profundamente. É um livro simples, de linguagem pura e crua, que não foi escrito por um escritor, mas sim por um Homem, que sente, vive e luta.
É um livro que, acima de tudo, dá voz à revolta sentida pela incompreensão, solta sentimentos tantas vezes reprimidos, fala de dificuldades e de como os Homens que acreditam as ultrapassam.
Ao Cristovão, ao Marques Bom, ao Leonel, e a tantos outros, um Bem-Haja a todos!!!
Acreditem, sei o que é olhar os olhos do mal e tentar manter a sanidade (será que mantemos?)...
Reli novamente o livro, alguns anos já afastados da tragédia, e ainda hoje as lágrimas que correm pela cara. Uma criança inocente a quem tudo foi roubado...o horror de algumas situações causa-me náuseas e pergunto-me como consegue a Policia Judiciária trabalhar diariamente com cenários desta dimensão horrorosos, nas condições precárias de trabalho, sem o apoio dos seus próprios colegas. Que ganham os ditos bufos informativos? Que ganham os jornalistas varejeiros? Que ganham as testemunhas que se aturam para a frente das câmaras? A minha vontade é de bater na Leonor, de torturar o tio... esta leitura despertou o pior que existe em mim.... Pior de tudo é mesmo a meio do processo a Joana ser esquecida e os investigadores passarem a ser os culpados... Sinceramente espero nunca vier a saber realmente o que aconteceu a esta menina, espero que tenho encontrado a paz, onde quer que esteja. Doloroso de ler, sabendo que não é ficção, que se trata de uma menina, da idade do meu filho... A nível literário não se pode apontar o estilo, não é um escritor, é um policia e o seu "diário de bordo".