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Chez les fous

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En 1925, Albert Londres met sa notoriété au service d'une cause méconnue, l'enfermement tel qu'il est réservé aux malades mentaux. Après avoir dénoncé les bagnes de Guyane et Biribi, c'est à une autre forme d'enfermement qu'Albert Londres entend s'attaquer : les asiles d'aliénés.
Se heurtant une fois encore à la mauvaise volonté des autorités administratives, le grand reporter tentera même de se faire passer pour fou.
Parvenant enfin à pénétrer dans plusieurs établissements, il réalisera de nombreuses interviews de malades, qui fourniront la matière de douze articles – volontairement polémistes.
La rédaction du Petit Parisien hésitera avant de publier cette enquête, qui ne paraîtra qu'en mai 1925.
Devant l'indignation des psychiatres et des aliénistes, Albert Londres, dans le livre qui fera suite à la publication du reportage, sera contraint d'adoucir certains passages et de maquiller quelques noms propres.

194 pages, Pocket Book

First published January 1, 1925

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About the author

Albert Londres

168 books16 followers
Albert Londres was a French journalist and writer. One of the inventors of investigative journalism, he criticized abuses of colonialism such as forced labour. Albert Londres gave his name to a journalism prize for Francophone journalists.

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6 (5%)
1 star
1 (<1%)
Displaying 1 - 12 of 12 reviews
Profile Image for Sónia Santos.
186 reviews30 followers
September 25, 2022
“- A loucura - tinha-me dito uma freira - é um castigo de Deus.
Os homens acrescentam-lhe o seu.”


Um relato cru, mas empático, do jornalista Albert Londres sobre os cruéis asilos psiquiátricos da França dos inícios do século XX.
Profile Image for Ana Carvalheira.
253 reviews68 followers
December 30, 2019
E termino o ano de 2019 com a leitura deste maravilhoso opúsculo da autoria de um escritor francês, “um jornalista literário em permanente fuga ao previsível”, para mim totalmente desconhecido, até agora, e acredito que também do público leitor que foi Albert Londres (1884-1932).

Publicado pela editora “Sistema Solar” que, para mim, foi sempre sinónimo de qualidade decorrente não apenas dos títulos editados mas também dos prefácios, sempre excelentes, de Aníbal Fernandes, este “Como os Loucos” foi, para mim, uma excelente revelação.

Devo dizer que nunca lera algo tão interessante dentro da tipologia do “humeur noir” que nos transporta por um périplo junto das instituições psiquiátricas, designadas então, por asilos, onde surgem as embrionárias curas, muitas vezes, proporcionadas por médicos que deveriam ser incluídos nessa mesma patologia.

Trata-se de um relato invulgar sobre as condições em que viviam esses “alienados sociais” que viveram na França na passagem do século 19 para o 20, segundo as próprias leis estabelecidas pela República, como a de 38, embora, como confessa o próprio autor, não se saiba se foi uma lei criada em 1738 ou em 1838, normativo esse que segundo o prefácio de AF, “regia os asilos de alienados, um arsenal jurídico com quarenta e um artigos e um grande papel atribuído ao segredo profissional”.

Albert Londres, que “na sua carreira não isenta de quixotismo, procurar-se-ia, em vão, uma reverência ao dinheiro, uma deferência para os que governam ou financiam, a docilidade perante as ordens e as recomendações, a aceitação dos factos consumados e dos poderes estabelecidos, a fuga perante as responsabilidades” (Jornal anarquista Libertaire, citado por A.F. Só por essas considerações, ficamos com curiosidade em conhecer outros trabalhos desse ilustre (des) conhecido.
Mas de volta à narrativa, esta concentra-se na visita, por parte do autor, aos asilos psiquiátricos de inícios do século 20 na França republicana na tentativa de criar um retrato das origens socioculturais daqueles que lá foram institucionalizados. Mas não só: tentando compreender as condições físicas daqueles que neles habitaram sempre em estreita relação com o meio envolvente, Albert Londres proporciona-nos uma notável reflexão naquilo que seria designado pelo abstracionismo da doença mental: “o homem de razão que delega no médico a loucura só autorizando assim a relação através da universalidade da doença (AF)”.

Somos surpreendidos pelo facto de que “os loucos falam exteriormente às regras estabelecidas. Não existe um povo de loucos: cada louco forma sozinho o seu povo”. O que mais me impressionou nessa afirmação foi a sua incrível atualidade.

Vivendo, por momentos, junto dessa comunidade, o autor tem a possibilidade de conhecer os “verdadeiros loucos, loucos antigos, loucos futuros … o autêntico, o provável, o duvidoso, o recalcitrante, a vítima”… todos eles formatarão esta inusitada narrativa, prenhe de fragmentações, de distorções, de omissões e de ocultações. Pondo em cheque a psiquiatria coeva, à qual dedica um capítulo particularmente interessante, Albert Londres transporta-nos a essa génese da ciência que, em nada, contribuiu para o restabelecimento psicológico de quem dela mais dependia.
Ao longo da narrativa, somos surpreendidos por momentos de puro humor que não resisto transcrever:

“Continua no asilo, porque não conseguiria adaptar-se à vida em sociedade. Este médico-chefe não tem consciência daquilo que escreveu. Bastaria uma só manhã, com estes mesmos itens, internar vinte dos meus melhores amigos. E com eles, o referido médico-chefe. É, de facto, surpreendente, que não o tenham feito”.

Muito mais poderia divagar sobre este formidável livro … muitas frases sublinhadas, muitas reflexões sobre a temática proposta, muito aprendizado num quadro social muito específico. Mas como cada um de nós, dentro da nossa natural subjetividade e que comporta leituras diversas, saberá retirar desta narrativa aquilo que melhor irá de encontro às suas expectativas emocionais.
Tenho a certeza ter descoberto um autor que quero conhecer melhor!
Profile Image for Corentin.
4 reviews
September 23, 2021
Plongée glaciale dans ce à quoi se résume la psychiatrie des années 1920 : l’asile. L’excellente thèse de l’auteur à la fin du livre lui donne tout son sens et sauve brillamment un récit jusque-là un peu trop descriptif à mon goût.
63 reviews
June 16, 2022
J'ai dû lire ce livre pendant ma première année d'études supérieures. C'est un livre où Albert Londres raconte son investigation dans les "asiles de fous".
Du point de vue de mes études, ce livre est très intéressant. Il dévoile les véritables conditions de vie dans les asiles au 20ᵉ siècle. C'est une dénonciation, l'auteur pointe du doigt la violence, l'insolence, l'irrespect et l'acharnement qui se passe dans ces lieux, à l'époque "taboux".
D'un point de vue un peu plus personnel, j'ai aussi beaucoup aimé le livre. La seule que je pourrais reprocher est le langage parfois assez cru de l'auteur.
Profile Image for Hiroto.
270 reviews66 followers
February 12, 2022
Moins exhaustif que "Au bagne", pour un sujet pourtant tout aussi intéressant. Des portraits se succèdent de façon bien plus saccadée, sans vrai fil rouge. Les chapitres finaux, qui portent toute la réflexion de l'auteur au terme de son enquête sont finalement les plus interpellants.
N'empêche.... quel grand journaliste !
6 reviews
June 1, 2025
A book that loses its power if it is dissociated from the environment in which it was created and the biography of its author. The narrative structure adopted is simple, uncompromising, raw, sometimes losing its potential. The book is the result of Albert Londres's courage.
Profile Image for CharlesJoli.
599 reviews60 followers
January 11, 2025
Une enquête assez fascinante, mais qui se révèle aussi glaçante lue un siècle plus tard : si les méthodes ont (un peu) évolué, le regard porté sur la folie n'a lui guère changé.
Profile Image for Ambre.
122 reviews
March 2, 2025
C'était super intéressant et bien écrit j'ai adoré ! Quelle horreur la manière dont sont traités les malades mentaux à l'époque 🥶
38 reviews
October 16, 2025
La morale / conclusion était très intéressante mais le reste du roman-enquête m’a ennuyé. J’attendais un peu plus de « style » pour un Albert Londres.
Displaying 1 - 12 of 12 reviews

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