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Sobre a tolerância

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Junção de dois textos fundamentais da filosofia moderna, Sobre a tolerância reflete tanto sobre nosso papel na sociedade quanto sobre os esforços necessários para se alcançar o bem comum.

Dois textos fundamentais da filosofia são aqui reunidos em uma única edição. Escrita por Locke durante um período de grande efervescência política na Europa e publicada pela primeira vez em 1689, Carta sobre a tolerância foi ― ainda que limitado ― um dos mais eloquentes apelos do século XVII para o fim da perseguição religiosa.

Tratado sobre a tolerância, de Voltaire, nasceu como resposta a um erro judiciário na França, em 1762, quando um comerciante huguenote foi acusado e executado em razão do suicídio de seu filho. O filósofo vivia longe do local do crime, mas ao se inteirar do assunto escreveu essa réplica preocupada com a hostilidade religiosa francesa.

Ambas as obras refletem sobre o que significa viver em sociedade, e quais os limites que conseguimos romper em nome de um ideal comum. Documentos históricos que pensam as confluências da vida pública e privada, os textos que compõem Sobre a tolerância são leitura indispensável para os dias atuais.

280 pages, Paperback

Published July 25, 2022

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About the author

John Locke

1,955 books1,454 followers
Librarian Note: There is more than one author in the GoodReads database with this name.

John Locke was an English philosopher. He is considered the first of the British Empiricists, but is equally important to social contract theory. His ideas had enormous influence on the development of epistemology and political philosophy, and he is widely regarded as one of the most influential Enlightenment thinkers and contributors to liberal theory. His writings influenced Voltaire and Rousseau, many Scottish Enlightenment thinkers, as well as the American revolutionaries. This influence is reflected in the American Declaration of Independence.

Locke's theory of mind is often cited as the origin for modern conceptions of identity and "the self", figuring prominently in the later works of philosophers such as David Hume, Jean-Jacques Rousseau and Immanuel Kant. Locke was the first Western philosopher to define the self through a continuity of "consciousness." He also postulated that the mind was a "blank slate" or "tabula rasa"; that is, contrary to Cartesian or Christian philosophy, Locke maintained that people are born without innate ideas.

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Profile Image for Maria Carolina.
62 reviews
January 10, 2025
"O verdadeiro inimigo da liberdade não é o opressor, mas o que se recusa a reconhecer a liberdade do outro." Essa frase ficou na minha cabeça o tempo todo, especialmente quando vejo debates sobre políticas de censura digital e os desafios do debate público nos dias de hoje.


A leitura de Sobre a Tolerância me fez refletir profundamente sobre a importância da liberdade individual e do respeito às crenças alheias. Ao longo das 15 horas de leitura, o que mais me chamou a atenção foi a clareza com que Locke e Voltaire abordam a necessidade de um ambiente social e político onde as ideias possam ser discutidas sem medo de repressão. O foco no direito de expressão, tão essencial para a democracia, parece algo que devemos preservar cada vez mais.

A frase de Voltaire: "Eu não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de o dizeres" reflete exatamente o que precisamos hoje, mais do que nunca, em tempos de polarização. A capacidade de dialogar com aqueles que pensam de maneira diferente é um dos pilares fundamentais da liberdade, que, às vezes, parece ser ameaçada quando vemos certos grupos políticos tentando silenciar opiniões divergentes. Locke e Voltaire, nesse sentido, servem como um lembrete sobre o perigo do autoritarismo, que pode vir disfarçado de boas intenções.

A capa da Penguin é simples, mas instiga pela sua abordagem séria e sóbria. Eu diria que esse livro não é para quem busca um entretenimento fácil, mas para quem está disposto a refletir sobre as bases da nossa convivência em sociedade. A diagramação clássica é uma homenagem ao peso histórico dessas reflexões. A classificação indicativa seria 16 anos, pois exige uma leitura crítica sobre a liberdade de pensamento e a importância da pluralidade de ideias.
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