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Poesias Heterónimos

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Heteronimy. Utwory wybrane

208 pages, Paperback

First published January 1, 1990

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About the author

Fernando Pessoa

1,252 books6,366 followers
Fernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.

It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.

The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.

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Community Reviews

5 stars
73 (47%)
4 stars
54 (35%)
3 stars
23 (14%)
2 stars
2 (1%)
1 star
2 (1%)
Displaying 1 - 14 of 14 reviews
Profile Image for Tijana.
866 reviews288 followers
Read
February 3, 2017
Koliko je Pesoa veliki kao pesnik, toliko je kao mislilac osrednji i to u najboljem slučaju. I ova knjiga je baš mešano meso - ima dobrih lirskih delova, pre svega onih o nastanku heteronima, i onih koji piše Alvaro de Kampuš, ali pretežu osrednji, a neki momenti (recimo Pesoina smatranja o ženama) su na nivou onih Dučićevih mudrosti.
Profile Image for João Mendes.
293 reviews17 followers
December 11, 2021
Dividido em 3 partes. Uma para cada um dos heterónimos mais conhecidos. Continuo a adorar Alberto Caeiro, continuo a não encontrar beleza na maior parte de Álvaro de Campos
Profile Image for Mary Dias.
64 reviews
May 8, 2022
Alberto Caeiro: 4⭐️
Um pouco simplório, mas é mesmo esse o objetivo deste heterónimo; apesar de não ser muito complexo, é uma leitura bastante agradável

Ricardo Reis: 5⭐️
Um estilo de escrita único e fascinante, com metáforas incríveis, que se relaciona perfeitamente com toda a mitologia referenciada

Álvaro de Campos (no geral): 4⭐️
1a fase: 4⭐️
É constituída apenas por um poema, "Opiário", cujo nome traduz bastante bem aquilo que é, é um bom poema mas, na minha opinião, não está ao nível da terceira fase
2a fase: 3⭐️
Dar três estrelas a este lado de Álvaro de Campos é até bastante generoso, só o faço porque realmente passa sensações fortes tal como o poeta tencionava, no entanto, por causa destas mesmas sensações, há muitas partes que são demasiado exageradas, não fiquei muito fã, os poemas são bastante cansativos de se ler
3a fase: 5⭐️
Sem dúvida, a minha fase de Campos preferida, talvez por ser a que mais se aproxima do ortónimo de Fernando Pessoa, falando da nostalgia da infância, o desejo de ser inconsciente, a dor de viver. Este é o lado de Pessoa e de Campos com que mais me identifico, daí gostar tanto deles. Ao ler os poemas sinto que eles me compreendem e temos visões muito semelhantes sobre aquilo que é a vida

Quanto a esta edição propriamente dita, acho a capa e as ilustrações bonitas até, mas houve algo que os editores fizeram que considero indecente: sempre que um poema tinha a palavra "puta" ou "putas" esta era censurada e aparecia "****" em vez da palavra. Num poema da 2a fase de Campos chegaram até a retirar um verso inteiro, "Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada". O sujeito desta frase são meninas de 8 anos, por isso sim, isto é perturbador, mas a arte é mesmo assim, e se Pessoa quis escrever isto assim então acho que os editores não têm o direito de alterar o poema, até porque o leitor fica confuso ao ler isto sem a frase retirada
"E cujas filhas aos oito anos — e eu acho isto belo e amo-o!
Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada.
A gentalha que anda pelos andaimes e que vai para casa"
Já imaginaram como seriam as esculturas da época do renascimento se tivessem as partes baixas tapadas por uma folha, posta pelos museus em nome da decência? Não acham que isso seria um desrespeito face ao escultor? Pois bem, este é o mesmo caso
Apesar disto é bom conseguir encontrar um livro baratinho com poemas dos três heterónimos mais famosos de Fernando Pessoa, por isso os editores também merecem algum crédito :)
Profile Image for Inês.
83 reviews18 followers
December 26, 2023
Alberto Caeiro: 4/5
"Sinto-me nascido a cada momento / Para a eterna novidade do Mundo..."

Poemas inconjuntos: 4.5/5
"Aceito as dificuldades da vida porque são o destino, / Como aceito o frio excessivo no alto do inverno (...) E encontra uma alegria no facto de aceitar — / No facto sublimemente científico e difícil de aceitar o natural inevitável."

Ricardo Reis: 5/5
"Para ser grande, sê inteiro: nada / Teu exagera ou exclui. / Sê todo em cada coisa. Põe quanto és / No mínimo que fazes. / Assim em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive."
"Os impulsos cruzados / Do que sinto ou não sinto / Disputam em quem sou."

Álvaro de Campos: 5/5
Associado ao fascínio pelas máquinas e pelo marítimo (não muito do meu agrado), superou completamente as minhas expectativas — os sentimentos intensos descritos ao longo de toda a sua obra tornaram-no o meu heterónimo preferido.

"Eia todo o passado dentro do presente! / Eia todo o futuro já dentro de nós! eia!"
"Trago dentro do meu coração / Como num cofre que se não pode fechar de cheio, / Todos os lugares onde estive / Todos os portos a que cheguei, / Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias, / Ou de tombadilhos, sonhando, / E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero."
"Sentir tudo de todas as maneiras, / Viver tudo de todos os lados, / Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis e ao mesmo tempo, / Realizar em si toda a humanidade de todos os momentos / Num só momento difuso, profuso, completo e longínquo."
"Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada. / À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

PS: Foi difícil fazer a seleção das citações das imensas sublinhadas e marcadas — one love Álvaro de Campos.
Profile Image for ❥ Carolina.
103 reviews
January 11, 2025
4,5 ✩

Este livro apresenta-nos poemas de três heterónimos de Fernando Pessoa: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos . Como já esperava Ricardo Reis foi o meu preferido, porém Álvaro de Campos na sua terceira fase (intimista/pessimista) também me fascinou.

«Não fui amado pela única grande razão -/Porque não tinha que ser.» - AC

«Somos contos contando contos, nada.» - RR

«Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...» - AdC

Profile Image for to.ostatnia.ksiazka.
39 reviews14 followers
September 19, 2022
"Mnóstwo jest chorób gorszych niż choroby,
Są bóle, co nie bolą nawet w duszy,
Ale bolesne bardziej są niż inne.
Rozpacze śnione bardziej niż realne,
Te przynoszone przez życie; odczucia
Są, odczuwane tylko w wyobraźni,
Co bardziej nasze są niż nasze życie."
Profile Image for Nuno Alexandre.
21 reviews11 followers
September 8, 2022
"Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me. Quando quis tirar a máscara, estava pegada à cara. Quando a tirei e me vi ao espelho, já tinha envelhecido."
Profile Image for João Morais.
39 reviews4 followers
April 8, 2019
Há um inquietante determinismo nominativo em Pessoa. Baseando-se em linhas do pensamento filosófico sólidas e mundiais , nascem estes três autores quando confrontados com a vida, através do corpo de Pessoa.

Alberto Caeiro devolve o ser humano ao determinismo, à natureza. Reconhece que todo o pensamento e linguagem é antropológica e liberta-se assim dos "priors" e espectativa como obstáculo a uma boa vida. De uma maneira surpreendentemente sóbria vai de encontro a Huxley em "The doors of perception". A sua filosofia é inabalável pois não aceita metafísicas.

Ricardo Reis adapta do seu mestre esta passividade que o salva da dor da vida. Reúne-se com o estoicismo é o epicurismo. Reis devolve a antroposfera à filosofia, mas mantém-se distanciado dela. Talvez o faça, secretamente, de maneira a se proteger da dor, abdicando da alegria. Talvez o faça porque realmente entenda a irredutibilidade humana no tempo-espaço.

Por fim, o oposto de Reis. Campos inspira-se no amor da filosofia do seu mestre e expande-a. Entende, no entanto que a antroposfera pertence também à natureza e, por isso acaba com uma infinidade de objectos para amar. Pois, apesar de Natural, o ser humano ramifica-se em profundidade na variabilidade das suas ações. Campos rapidamente entende a dimensão natureza humana. Por vezes entusiasma-se com essa mesma dimensão submete-se à épica tarefa de a sentir na sua imensidão . Mas logo depois se apercebe da impossibilidade da sua remontada. Campos acredita na sua capacidade de ser um Caeiro sem limites. Porém as várias tentativas frustradas e o desgaste emocional levam-no a tornar-se cada vez mais deprimido. Campos regressa aos poucos à posição sensata de Reis. Porém carrega pare sempre consigo a derrota da sua filosofia e, com ela, a sua própria derrota.
Profile Image for Francisco Duque de Almeida.
30 reviews11 followers
September 23, 2018
Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,

Se cada ano com a primavera
Aparecem as folhas
E com o outono cessam?

E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indif'rença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

Ricardo Reis [1916]
Profile Image for Olja.
118 reviews10 followers
September 26, 2023
Delovi ove knjige su puka briljantnost Fernada Pesoe.
Kao na primer statična drama "Moreplovac" - delo čistog genija!
Međutim sama zbirka kao zbirka nije ostavila najbolji utisak na mene, jer deluje nabacano.
Čini mi se da u organizovanje Pesoinog univerzuma mora mnogo više da se uloži kako bi se njegova kompleksnost u svoj svojoj lepoti adekvatno dočarala čitaocu.
Ipak, knjiga pruža uvid u multiverzum Pesoinog života, različite ličnosti koje je stvorio i koje nisu bile samo njegov "alter ego" nego gotovo zasebne individue sa svojim svetovima.

Pesoa i dalje ostaje jedan od mojih najomiljenijih pisaca!

"Bio si mnogi drugi,
Bio si svi drugi
- I nikad niko nisi bio!"

Profile Image for Ryszard Kaloszke.
48 reviews
June 18, 2025
Niczego nie żałuję tak bardzo jak tego, że znając siebie i moje lenistwo, a także wiek, nigdy nie nauczę się portugalskiego, a przynajmniej nie na tym poziomie, żeby móc w pełni doświadczyć tego fenomenu jakim jest Pessoa i jego twórczość.

Zawsze z trudnością przychodzi mi recenzowanie poezji (być może rejony duszy, których powinna ta sztuka dotykać nie są jeszcze u mnie rozwinięte, niewykluczone, że nie rozwiną się nigdy), natomiast wysoka ocena należy się za bardzo przyjemną formę: każdego ,,autora" po trochu, wszystko poprzedzone krótkim, zwięzłym wstępem o każdym z nich. Pyszne. Pochłonęłam w całości. Jadę na SOR.
Profile Image for Gonçalo.
1 review
January 1, 2019
Indesculpavelmente censurado. Mais grave, as editoras em momento algum indicam que “sanearam” as palavras de Pessoa que consideram perigosas para os olhos dos leitores, e, substituindo as expressões ou os versos incómodos com reticências ou linhas de reticências, escondem a sua expurgação dos leitores incautos.

Felizmente não faltam antologias da obra do Poeta. Esta deve ser evitada.
Displaying 1 - 14 of 14 reviews

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