Provocador.
A autora chega demasiado rápido a conclusões vazias de argumentação. E é bastante assertiva quanto a elas. Não há uma linha condutora, pelo que se pode ir lendo conforme o interesse. Li-o de trás para a frente. Por vezes, é repetitivo.
Mas coisas superficiais à parte, um livro serve para nos agitar e este, definitivamente, vai directo ao coração, criticando o excesso de importância que damos à razão. Principalmente como mães. Como tantas vezes somos capazes de ouvir mais as pessoas que nos rodeiam, os livros que lemos, a opiniões que ouvimos, do que a nossa própria natureza, instinto e sabedoria interior. Porque sabemos o que os nossos filhos precisam. De nós. Apela ao amor. À entrega. E isto não soa a novidade.
Levanta questões quanto à forma como celebramos o Natal, os aniversários, como nos separamos fisicamente dos nossos bebés demasiado cedo, papel da mulher como cuidadora imprescindível na vida dos filhos e consequências de termos conquistado os lugares que no passado pertenciam aos homens, a ausência de casa, vícios, violência, conflito maternidade vida profissional, amor, solidão na maternidade, solidão na maternidade actual, como tratamos as crianças como inimigas, como vivemos de forma antinatural à espécie humana, ...
Recomendo muito.