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POESIE D'AMORE DI RICARDO REIS
Ricardo Reis foi o segundo heterônimo criado por Fernando Pessoa, depois de Alberto Caeiro e antes de Álvaro de Campos - e é o mais clássico de todos eles. Suas odes refletem um espírito rigoroso, que defendia a ausência de desejos e o autodomínio como receita de sabedoria. A severidade de sua postura criou uma poesia precisa, de métrica calculada.
Paperback
First published January 1, 1935
About the author
Fernando Pessoa
1,258 books6,627 followersFernando António Nogueira Pessoa was a poet and writer.
It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.
The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.
It is sometimes said that the four greatest Portuguese poets of modern times are Fernando Pessoa. The statement is possible since Pessoa, whose name means ‘person’ in Portuguese, had three alter egos who wrote in styles completely different from his own. In fact Pessoa wrote under dozens of names, but Alberto Caeiro, Ricardo Reis and Álvaro de Campos were – their creator claimed – full-fledged individuals who wrote things that he himself would never or could never write. He dubbed them ‘heteronyms’ rather than pseudonyms, since they were not false names but “other names”, belonging to distinct literary personalities. Not only were their styles different; they thought differently, they had different religious and political views, different aesthetic sensibilities, different social temperaments. And each produced a large body of poetry. Álvaro de Campos and Ricardo Reis also signed dozens of pages of prose.
The critic Harold Bloom referred to him in the book The Western Canon as the most representative poet of the twentieth century, along with Pablo Neruda.
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Community Reviews
Displaying 1 - 30 of 95 reviews
December 25, 2020
The odes of Reis, like those of Pindar, always turn to the gods from Greek mythology. This paganism, of a literary character, departs from Alberto Caeiro's conviction that one should not think about God. For Ricardo Reis, the gods are above everything and control the destiny of men:
"Above the truth is the gods.
Our science is a failed copy.
Of the certainty with which they know
That is the Universe."
"Above the truth is the gods.
Our science is a failed copy.
Of the certainty with which they know
That is the Universe."
December 1, 2017
Esta edição tem o Ricardo Reis TODO. Poesia, Prosa, Rascunhos, Listas, Prefácio a Alberto Caeiro e sei lá que mais. Um inferno! E no português da época. Ficarei sempre na dúvida se o Senhor Doutor me "cairia" melhor caso o lesse numa edição mais modesta.
Será que existe alguém que consiga ler tudo, sem saltar linhas, perceber e gostar muito? Se sim, é o meu herói...
Agora, vou preparar-me para transcrever (que "santa" Lydia me ajude) os dois poema que achei mais bonitos e me parecem ilustrar a temática poética de Ricardo Reis: o paganismo; a perenidade da vida; não amar para não sofrer; viver o dia-a-dia serenamente...
-----------------
"Vem sentar-te commigo, Lydia, à beira do rio.
Socegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, creanças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vae para um mar muito longe, para ao pé do Fado.
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cançarmo-nos.
Quer gosemos, quer não gosemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassocegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantem a voz,
Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amêmo-nos tranquillamente, pensando que podiamos,
Se quizessemos, trocar beijos e abraços e caricias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu n'ellas e deixa-as
No collo, e que seu perfume suavise o momento —
Este momento em que socegadamente não cremos em nada,
Pagãos innocentes da decadencia.
Ao menos, se fôr sombra antes, lembrar-te-has de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fômos mais do que creanças.
E se antes do que eu levares o óbulo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que soffrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-has suave á memoria lembrando-te assim — á beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."
-----------------
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Eguaes a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dôr nas atras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ella nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.
Mas serenamente
Imita o Olympo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
-----------------
Travei uma luta titânica com o corrector ortográfico mas consegui fazer uma cópia sem erros.
Agora, vou preparar-me para transcrever (que "santa" Lydia me ajude) os dois poema que achei mais bonitos e me parecem ilustrar a temática poética de Ricardo Reis: o paganismo; a perenidade da vida; não amar para não sofrer; viver o dia-a-dia serenamente...
-----------------
"Vem sentar-te commigo, Lydia, à beira do rio.
Socegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, creanças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vae para um mar muito longe, para ao pé do Fado.
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cançarmo-nos.
Quer gosemos, quer não gosemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassocegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantem a voz,
Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amêmo-nos tranquillamente, pensando que podiamos,
Se quizessemos, trocar beijos e abraços e caricias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu n'ellas e deixa-as
No collo, e que seu perfume suavise o momento —
Este momento em que socegadamente não cremos em nada,
Pagãos innocentes da decadencia.
Ao menos, se fôr sombra antes, lembrar-te-has de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fômos mais do que creanças.
E se antes do que eu levares o óbulo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que soffrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-has suave á memoria lembrando-te assim — á beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço."
-----------------
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Eguaes a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente
Deixa a dôr nas atras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ella nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos Deuses.
Mas serenamente
Imita o Olympo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
-----------------
January 16, 2018
“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
- Ricardo Reis
* * *
“Vou dormir, dormir, dormir,
Vou dormir sem despertar,
Mas não dormir sem sentir
Que estou dormindo a sonhar.
Não insciência e só treva
Mas também estrelas a abrir
Olhos cujo olhar me enleva,
Que estou sonhando a dormir.
Constelada inexistência
Em que subsiste de meu
Só uma abstrata insciência
Una com estrelas e céu.”
- Ricardo Reis
* * *
“Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.
Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu escrevo.”
- Ricardo Reis
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
- Ricardo Reis
* * *
“Vou dormir, dormir, dormir,
Vou dormir sem despertar,
Mas não dormir sem sentir
Que estou dormindo a sonhar.
Não insciência e só treva
Mas também estrelas a abrir
Olhos cujo olhar me enleva,
Que estou sonhando a dormir.
Constelada inexistência
Em que subsiste de meu
Só uma abstrata insciência
Una com estrelas e céu.”
- Ricardo Reis
* * *
“Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.
Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu escrevo.”
- Ricardo Reis
April 18, 2015
Apesar de Ricardo Reis não ser o "meu Pessoa" favorito -impacienta-me com a sua inércia e fatalismo - acabei por gostar mais do que aquilo que recordava dos tempos de escola.
Segue o Teu Destino
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas,
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-proprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
Segue o Teu Destino
"Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas,
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-proprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam."
December 9, 2018
Eu não gostava nada de Ricardo Reis, aborrecia-me tanto que me irritava. Mas a vida passa e o rio sempre corre, e anos depois, a Lídia à beira rio, que algum amigo sempre trazia à lembrança para me escamotear, é capaz de despertar em mim uma profunda comoção. E este será um outro encanto da literatura, poder olhá-la como a um espelho que encompassasse o tempo para reflectir de nós duas imagens sobrepostas, uma do passado e outra do presente, a destacar a mudança. Ter-se-á alterado também a minha relação com os outros heterónimos de Pessoa?
June 4, 2019
Adoro poesia. Adoro Fernando Pessoa e o seu heterónimo Ricardo Reis é o meu preferido...aliás o meu filho é Ricardo por alguma razão.
May 5, 2020
Há mais eus do que eu mesmo. Existo todavia Indiferente a todos.
October 18, 2016
What a total treat to read.
I was warned when I bought this book that the poems are written in a "classical sense" more like the Latin poets. She was right. Pessoa knew his Horace, and I love Horace.
Horace was a lover of nature, flowers, women and the farm life. Ricardo Reis, this character that Pessoa created loved the same. The language is simple, evocative and entertaining. Why worry about the big things in life; appreciate the "simple life."
"Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude." (1-6-1916)
Why not prefer roses over fighting (and presumably dying) for glory, country or honour. Is life worth this? Well, there is always death, because the dead never suffer anymore (1-6-1916). Astute, honest poems about the human condition. Ricardo Reis evokes various women (all names from Horace) to seek this more humble life. He even evokes the poet Horace himself (5-8-1923). He pokes fun at the gods saying they do whatever they want but make the people suffer. Who wants to be a god? "Quero gozar as letras!" (21-11-1928) Me too!
This is my first Pessoa read and I am intrigued for more. Even more intrigued that he created several characters with all different personalities. With my classical background, this was a great start. The short preface helped as well but the poems stand on their own. Worthy of Horace!
I was warned when I bought this book that the poems are written in a "classical sense" more like the Latin poets. She was right. Pessoa knew his Horace, and I love Horace.
Horace was a lover of nature, flowers, women and the farm life. Ricardo Reis, this character that Pessoa created loved the same. The language is simple, evocative and entertaining. Why worry about the big things in life; appreciate the "simple life."
"Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude." (1-6-1916)
Why not prefer roses over fighting (and presumably dying) for glory, country or honour. Is life worth this? Well, there is always death, because the dead never suffer anymore (1-6-1916). Astute, honest poems about the human condition. Ricardo Reis evokes various women (all names from Horace) to seek this more humble life. He even evokes the poet Horace himself (5-8-1923). He pokes fun at the gods saying they do whatever they want but make the people suffer. Who wants to be a god? "Quero gozar as letras!" (21-11-1928) Me too!
This is my first Pessoa read and I am intrigued for more. Even more intrigued that he created several characters with all different personalities. With my classical background, this was a great start. The short preface helped as well but the poems stand on their own. Worthy of Horace!
January 18, 2022
Não sei se Ricardo Reis me conforta, me inspira ou me deprime
March 22, 2024
O melhor heterónimo de Fernando Pessoa!
December 16, 2014
http://youtu.be/idJZELZKHxQ
"Não tenhas nada nas mãos" de Ricardo Reis
"Não tenhas nada nas mãos" de Ricardo Reis
November 27, 2015
gastei todos os meus marcadores com esta pequena 'colectânea'. Fernando Pessoa é vida mesmo.
October 13, 2022
"De lo que quiero reniego, si el quererlo me pesa en el ánimo. Nada de lo que haya vale que le concedamos una atención que duela" 💚
September 11, 2026
2.5
“Tranquilo, plácidos,
Tendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza…”
“Sofro, Lídia, do medo do destino.
Qualquer pequena coisa de onde pode
Brotar uma ordem nova em minha vida,”
“Tanto quanto vivemos, vive a hora
Em que vivemos, igualmente morta
Quando passa connosco,
Que passamos com ela.”
“Dia após dia a mesma vida é a mesma.
…
Igual é o fado, quer o procuremos,
Quer o spreremos. Sorte
Hoje, Destino sempre, e nesta ou nessa
Forma alheia e invencível.”
“E o passado é um presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto,
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos.”
“Tranquilo, plácidos,
Tendo as crianças
Por nossas mestras,
E os olhos cheios
De Natureza…”
“Sofro, Lídia, do medo do destino.
Qualquer pequena coisa de onde pode
Brotar uma ordem nova em minha vida,”
“Tanto quanto vivemos, vive a hora
Em que vivemos, igualmente morta
Quando passa connosco,
Que passamos com ela.”
“Dia após dia a mesma vida é a mesma.
…
Igual é o fado, quer o procuremos,
Quer o spreremos. Sorte
Hoje, Destino sempre, e nesta ou nessa
Forma alheia e invencível.”
“E o passado é um presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto,
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos.”
April 7, 2017
Em Pessoa há muito espaço para a discussão. Discussão sobre qual o melhor dos heterónimos mas também discussão acerca de qual a melhor filosofia de vida. Nunca me identifiquei muito com a filosofia de Ricardo Reis. Baseada no Epicurismo e Estoicismo, é uma filosofia que defende uma certa passividade, uma calma perante o mundo, uma procura dos prazeres moderados. E eu, como o Álvaro de Campos sinto uma urgência, uma insaciabilidade que não é apaziguada pela contenção.
Ainda assim, é um prazer ler Ricardo Reis, alguns dos poemas são verdadeiramente deliciosos. Mesmo se, pousado o livro, não nos sentarmos a olhar para o rio com a Lídia e preferirmos beijá-la apaixonadamente, sem medo do barqueiro.
Ainda assim, é um prazer ler Ricardo Reis, alguns dos poemas são verdadeiramente deliciosos. Mesmo se, pousado o livro, não nos sentarmos a olhar para o rio com a Lídia e preferirmos beijá-la apaixonadamente, sem medo do barqueiro.
April 24, 2022
pf k tío.. si os atormenta vuestra razón d ser,
vuestra identidad y el inexorable paso del tiempo leedlo..
al principio marca muchísima distancia entre los dioses (no para d hablar d ellos) y el hombre y entre mucha confusión k si hay k estar firme en ser uno mismo, k kien es uno mismo sikiera.. termina deconstruyendo al yo y a la figura divina k hasta se cuestiona xq no puede haber un dios k sea 1yo¿ mira nose unas cosas k me quedo clencha bnas noches
bueno y tb mucho carpe diem después d estar perdiendo la salud en varios poemas por tempus fugit enfin vaya tío
“ser es razón para dejar de ser”
vuestra identidad y el inexorable paso del tiempo leedlo..
al principio marca muchísima distancia entre los dioses (no para d hablar d ellos) y el hombre y entre mucha confusión k si hay k estar firme en ser uno mismo, k kien es uno mismo sikiera.. termina deconstruyendo al yo y a la figura divina k hasta se cuestiona xq no puede haber un dios k sea 1yo¿ mira nose unas cosas k me quedo clencha bnas noches
bueno y tb mucho carpe diem después d estar perdiendo la salud en varios poemas por tempus fugit enfin vaya tío
“ser es razón para dejar de ser”
January 30, 2012
Ricardo Reis é profundamente marcado pela cultura clássica e transmite a noção de que há muito pouco que valha a pena, pois a morte é o nosso destino e quando nos for retirada a vida, perderemos tanto menos quanto menos nos tivermos agitado a perseguir falsos objectivos. Chega mesmo a dizer:
"Abdica e sê Rei de ti mesmo."
Detém, portanto, a o momento, sempre remetendo-se para um passado "apolíneo" e muito grego, mas com o desengano de quem nada espera...
Maria Carmo
Lisboa 3 Fevereiro 2012.
"Abdica e sê Rei de ti mesmo."
Detém, portanto, a o momento, sempre remetendo-se para um passado "apolíneo" e muito grego, mas com o desengano de quem nada espera...
Maria Carmo
Lisboa 3 Fevereiro 2012.
May 6, 2021
Quan el vaig llegir per primer cop, fa tres anys, no el vaig valorar prou. La poesia de Caeiro i de Campos em va meravellar tant que l'enlluernament devia eclipsar-me Reis injustament. Potser també m'era necessari envellir i haver llegit més poetes antics. En tot cas, ara entenc que se'l compari amb els altres heterònims pessoans i animo a llegir-lo a tot lector de poesia clàssica.
«Deve haver, no mais pequeno poema de um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero».
«Deve haver, no mais pequeno poema de um poeta, qualquer coisa por onde se note que existiu Homero».
April 16, 2023
"Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
- este poema por si próprio já explica as 4 estrelas...
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive."
- este poema por si próprio já explica as 4 estrelas...
August 28, 2019
"Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingires.
Nada speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é tudo.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada."
Mas finge sem fingires.
Nada speres que em ti já não exista,
Cada um consigo é tudo.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada."
July 28, 2020
Extraordinário. Certamente uns dos maiores livros de poesia que já tive o prazer de ler.
April 28, 2022
Odele despre viață și moarte cred că sunt cele mai frumoase.
October 6, 2023
No basta adornar de adjetivos calificativos lo escrito por uno de los reflejos de Pessoa: Ricardo Reis. Su prosa se lee y se vive. Pessoa era multitudes. En este caso, tenemos a su heterónimo apegado al epicureismo. Lo leí a fuego lento y fue una delicia. Pessoa es para leerse toda la vida.
July 10, 2025
Possivelmente, meu heterónimo favorito do Pessoa. O que tem, para mim, a postura mais revoltante diante do mundo, mas também a sabedoria mais invejável. Uma poesia inteira sobre o medo paralisante da morte, sobre o que se faz diante dela, ou melhor dizendo, o que não se faz quando esse medo domina. Sou apaixonado pelo ar "classicizante", pelo inventário greco-latino. Amo e odeio Ricardo Reis, no fundo amo-o mesmo, de verdade, e odeio nele aquilo em que nos parecemos, nossa covardia em relação ao mundo, em relação à vida. Talvez um dos meus poetas favoritos num geral, o tempo dirá. Incomparável.
September 19, 2025
Assim choram os deuses...
August 12, 2024
Ricardo Reis vais ser sempre ICÓNICO
January 9, 2025
4,5 ⭐️
amo te ricardo reis so deixas de ter fãs quando eu morrer
amo te ricardo reis so deixas de ter fãs quando eu morrer
May 21, 2024
Obviamente que demorei imenso a ler isto, mas estas coisas são para ser lidas com calma. Gostei muito, uns mais do que outros, mas deixo aqui a minha estrofe preferida:
“A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.”
“A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.”
October 22, 2023
foi uma leitura muito difícil mas valeu tanto a pena
September 22, 2024
Ricardo Reis tiene todo el espíritu pagano de los antiguos. Muy icónica su visión de cultivar el olvido.
Displaying 1 - 30 of 95 reviews































