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Pedras de Calcutá

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Escrito para a geração que cresceu amordaçada pela repressão política, 'Pedras de Calcutá' traz contos amadurecidos, mostrando os principais temas que caracterizaram obra de seu autor; a hesitação, a espera da morte, o preconceito e a paranóia. Sábia e dolorosamente, Caio mostra que viver é sofrer da vida.

Paperback

First published January 1, 1996

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About the author

Caio Fernando Abreu

59 books236 followers
Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo.

No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo.

Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais.

Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha.

Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad.

Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Camila Vilela De Holanda.
190 reviews11 followers
September 26, 2023
Caio Fernando Abreu disse que “(…) ‘Pedras de Calcutá’ é, na sua quase totalidade, um livro de horror. Principalmente (mas não unicamente) da minha geração”. E ele estava certo. O horror da frustração, da fuga de si e do outro, da solidão, do silêncio ensurdecedor e do amor que existe quando o amor acaba. Da possibilidade de amar. E não amar. O desamar. O terror imensurável da tortura promovida pela Ditadura Militar, a desilusão dos sonhos, o esfacelar dos pedaços, o exílio do próprio corpo. Paradoxalmente, consegue ser, também, um livro sobre a lucidez e sobre a delicadeza da Poesia. Sobre as idéias, que, sendo borboletas azuis, flutuam sobre telhados verticais de cérebros pequeninos para encontrar horizontes. E encontram.
Profile Image for bimbico.
33 reviews1 follower
February 12, 2024
Sally Selma e o grande circo de C.F.A (si efff eeei)

'Pedras de Calcutá' conserva textos alucinógenos; o material é irritadiço, inflamável, sentimental e delirante. É uma febre que dá na gente. A coletânea desafiadora acumula frases sobrepostas artesanalmente; são palavras embebidas em fogo na produção de delicado vidro, delicadíssimo vidro inquieto e afiado.

“He is always intoxicated with the madness of ecstatic love”

Meus contos favoritos foram: "megulho 1", "divagações de uma marquesa", "mergulho 2", "gerânios", "aconteceu na praça quinze", "garopaba mon amour", "recuerdos de ypacaraí", e "pedras de calcutá". São belíssimos, me emocionaram muito.

*um adendo: encontrei diversas palavras de cunho racista nessa coletânea. Ademais, o conto “Sim, ele deve ter um ascendente em peixes” não poderia ser menos problemático, reproduzindo estereótipos raciais e de classe. Isso é incontornável. Caio era um intelectual e tinha plena capacidade de letrar-se racialmente, não se pode justificar tamanha barbárie.
Profile Image for macario.
48 reviews2 followers
November 22, 2022
alguns contos desse livro vão ficar cravados em mim pelo resto da minha vida
outros nem lembro…
Profile Image for alice.
446 reviews107 followers
March 6, 2021
Conto que eu mais gostei: Garopaba mon amour

Conto que eu menos gostei: Sim, ele deve ter um ascendente em Peixes
Profile Image for Yuri Cunha.
44 reviews15 followers
March 2, 2012
When it comes to Caio, I guess the difference is either feeling or not, and I didn't feel most of these short stories. The book starts out like a punch in the stomach, but slowly it becomes a tad pointless. Not my best experience with his books. If you're a first-timer, pick Morangos Mofados or Os Dragões Não Conhecem O Paraíso instead.
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