Rubem Braga was a notable Brazilian. He was born in Cachoeiro de Itapemirim city, state of Espírito Santo, on January 12, 1913 and is one of the few writers to attain recognition among the Brazilian literary establishment by solely penning crônicas (periodical Brazilian short stories published in newspapers) throughout his career.
Braga was raised in his hometown, but at an early age was sent to the city of Niterói by his parents, to live with relatives. He attended law school in Rio de Janeiro, but graduated in Minas Gerais, in the year of 1932, after having acted as a field reporter in the Diários Associados for the Revolta Constitucionalista.
He was a correspondent in Italy for the Brazilian newspaper Diário Carioca during World War II. He subsequently returned to Brazil, taking definitive residence in Rio de Janeiro. Braga was arrested several times by the Nationalist military government of the time.
His first book O Conde e o Passarinho was published in 1936, when he was 22. He is one of few Brazilian writers to get recognition by writing short stories. Braga founded, together with Fernando Sabino and Otto Lara Resende, the book publisher Editora Sabiá.
As a journalist, Braga was a reporter, writer and editor for newspapers and magazines from Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais and Bahia. In 1953 he was nominated the Brazilian "Chefe do Escritório Comercial" in Chile, due to his frindship with president Café Filho. In 1961 he was appointed as Brazilian embassor to Morocco by president Jânio Quadros. During his last years of life he worked for TV Globo. Braga died on December 19, 1990.
Os Melhores Contos de Rubem Braga - Rubem Braga | Global, 2001, 170 páginas | Lido em 17.01.16
SINOPSE Uma seleção com os melhores contos de Rubem Braga, (1913-1990) escritor e jornalista brasileiro, e considerado um dos nossos melhores cronistas depois de Machado de Assis.
RESENHA
Havia tempos que não lia Rubem Braga, de quem me lembro algumas crônicas memoráveis sobre o Rio de Janeiro. Mas desconhecia seus contos, ou melhor, suas crônicas-contos.
A seleção feita nesse livro foi muito bem feita. Os contos são muito poéticos, muitos são engraçadíssimos, outros são mais tristes e melancólicos, mas todos escritos com maestria. A prosa de Rubem Braga é impecável e cristalina.
Alguns contos lidam com os horrores da ditadura militar. São muito bons e bastante corajosos, pois foram publicados durante o período, mostrando um lado mais íntimo dos perseguidos pela ditadura.
O escritor cria uma enorme intimidade com o leitor. A estrutura é uma mistura de causo da roça com prosa urbana modernista, naquela pegada de usar o popular mas sem esquecer uma base erudita que fica oculta, dando força literária e poética.
Uma delícia de se ler, recomendo para quem curte crônicas e contos brasileiros, com reminiscências do passado da roça e elocubrações sobre o cotidiano carioca das décadas de 50 e 60.
É sempre bom ler uma seleção do Braga, mas esse recorte força a barra ao chamar de conto o que é crônica. A crítica literária definitivamente não entendeu ainda a absorção que a crônica faz de outros gêneros, de dentro e fora da literatura. Colocarei na minha estante CRÔNICAS.