O primeiro livro de contos da autora de Sonata em Auschwitz. Como eram as relações amorosas num tempo offline? Sem internet e rede sociais para aplacar solidões e, muitas vezes, adiar mergulhos profundos nos relacionamentos? É neste universo que se encontram os protagonistas de Do tempo em que voyeur precisava de binóculos. Três histórias ambientadas nos anos 1990 que trazem, com certo humor saudosista, as instigantes relações de personagens com a casa ? a sua, a alheia, a metafórica. Um homem, cansado da solidão entediante do apartamento, começa a observar os moradores do prédio em frente. Ao se apaixonar por uma vizinha decide interferir na vida alheia e acaba por dar uma guinada em seu próprio destino. Uma mulher para quem a imposição da mudança de país, e de casa, leva à libertação do próprio corpo, sexualidade e casamento. Um casal que circula pelos cômodos da casa, onde se encontra literal e emocionalmente preso, e para o qual o incômodo de uma infiltração no banheiro é pretexto para o vazamento de tudo o que nunca é dito. Fio condutor das histórias, a casa surge como abrigo físico, paredes que resguardam loucuras e obsessões, mas que também aprisionam e se deterioram, como morada íntima que se torna, afinal, alter ego dos próprios corpos.
Capa 126 pá Record; Ediçã 1 (23 de setembro de 2019) Portuguê 8501117161 978-8501117168Dimensões do 22,6 x 15,2 x 1,2 cmPeso de 281 g
Uma ode aos anos 90 em três contos. Luize Valente nos envolve em três histórias rápidas sobre relacionamentos na década passada. Muitas referências bacanas para quem viveu o período.