Eine Insel, dreieinhalb Kilometer lang und anderthalb breit. Dort lebt Gilles, der frühere Freund Cocteaus, Übersetzer und Herr über 47 Katzen. Er soll Nabokovs "Ada" übersetzen, ein so schwieriges Unterfangen, daß er die Briefe des Verlegers aus Paris vorsichtshalber ungeöffnet läßt. Als die Situation nach Jahren unhaltbar wird, entschließen sich die Inselbewohner zu einem Akt unerwarteter Solidarität ...
Érik Orsenna, pseudonyme d'Erik Arnoult est un romancier français. Après des études de philosophie et de sciences politiques, il a fait des études en Angleterre (London School of Economics). Son pseudonyme Orsenna est le nom de la vieille ville du Rivage des Syrtes, de Julien Gracq.
Érik Orsenna, nom de plume of Erik Arnoult is a French novelist. After studying philosophy and political science, he studied economics at the London School of Economics. His pseudonym Orsenna is the name of the old town of The Opposing Shore by Julien Gracq.
#should I stay or should I go #6 #traduttore traditore #2
-Corsários? O prior ainda não tinha vislumbrado a semelhança entre aquelas práticas, por demais violentas, e a tradução, ocupação das mais pacientes. Foi necessário lançar alguma luz. - Qual é o trabalho do corsário? Quando um barco estrangeiro lhe agrada, aborda-o. Atira a população ao mar e põe lá os amigos. Depois iça a bandeira nacional no topo do mastro grande. É o que faz o tradutor. Captura um livro, muda toda a linguagem e dá-lhe nome francês.
Ler sobre o verão neste mês gélido e sobre um tradutor que se refugia numa ilha, com os seus gatos, para se dedicar à tradução literária pareceu-me uma proposta idílica que, de facto, começou bem mas se tornou descabida e a parecer aquelas comédias francesas que vejo anunciadas na televisão sem perceber exactamente quem vai ao cinema ver aquilo. Durante os primeiros anos na ilha, Gilles entrega-se somente à tradução de autores mortos, que “nunca protestam”.
No comércio com essa encantadora sociedade (Henry James, Charles Dickens, Jane Austen) o tradutor foi ganhando um mau hábito, o conforto. Trabalhava quando o desejo o visitava: raramente.
Mas como não há bem que não se acabe, é-lhe proposta a transposição para o francês de um dos autores vivos (à altura) mais exigentes e intransigentes, que espera receber Prémio Nobel a qualquer instante: Vladimir Nabokov.
Caro senhor, estou em vias de me lançar numa guerra contra os ilustres maus tradutores.
E durante o resto de “Dois Verões” inteiramo-nos do desafio que é para Gilles traduzir “Ada ou Ardor” com um prazo à vista.
Todas as manhãs, ao sair da cama, depois do café ter encetado a sua valente batalha contra as brumas geradas pelo tinto do serão, o tradutor ia visitar o seu remorso, a insuportável Ada. Tinha-a instalado numa prateleira, na choupana dos gatos. Eles mijavam-lhe em cima e usavam-na para afiar as garras. E assim passam três anos e meio.
O tradutor esforçava-se por não pensar no editor. De resto, tinha perfeito sucesso neste trabalho de esquecimento. Tinha para si que em Paris tinham compreendido o carácter excepcional do livro de Nabokov. O tempo não conta quando se trata de domesticar um semelhante monstro…
Numa corrida contra o tempo, quando o posto de correios já não pode continuar a desviar a correspondência vinda da editora, Gilles socorre-se da ajuda de toda a população para a tarefa em mãos, fazendo jus à crença popular de que qualquer um pode ser tradutor, pelo que “pescadores de crustáceos, aparadores de relva, cozinheiras, mestres-de-obras, instaladores autorizados de marquises, marinheiros reformados” se unem contra uma nova causa: Paris.
Paris, cuja televisão anuncia sempre sol na Cote d’Azur e chuva na Bretanha quando aqui está um tempo magnífico. (…) Paris tinha substituído o Inglês no quadro de honra das suas aversões.
Por mais que algumas traduções pareçam o resultado do jogo do Cadáver Esquisito, o autor perde as estribeiras aqui e compõe uma obra desconexa, ela própria a parecer uma manta de retalhos de proveniências variadas, apesar de alguns apontamentos pertinentes e passagens divertidas.
There was an interesting discussion between Buck and Eric the other day that touched on Nabokov's Ada, and afterwards I remembered this quirky little novel. Basically, the premise is that you have an idyllic island off the coast of France (Brittany, I think), where people go for their summer vacations. It's one of those books where everyone's really nice in that quirky small-village way where you spend most of your time gossiping about your neighbours and everyone knows what everyone else on the street is going to be eating for dinner that evening, where they bought the groceries, and who's cooking it.
So there's a quirky translator guy who doesn't seem very happy, and after a while they get him to confess his problem. He's supposed to be translating Ada into French, but he's blocked! Can't write a word. But the kind and quirky islanders say, don't worry, leave this to us, and before you know it they've divided up the task between them so that the whole community is collaborating on translating Ada. Needless to say, there are a lot of quirky misunderstandings, given that most of the islanders don't speak very good English and Ada is an extremely complex and densely-written book with more than its fair share of bizarre sex.
To be honest, I don't think the novel succeeded much better than the translation. But, you know, both excellent ideas. And definitely on the quirky side.
Très déçu par ce livre qui du début à la fin a été ennuyeux, les chapitres sont très courts et offre donc un rythme saccagé au récit qui, dès le début du livre est très flou. En effet, le cadre n'est pas explicitement posé et on est donc perdu sur cette île sur la côte bretonne. L'histoire en soit aurait pu être intéressante sauf que rien n'a de profondeur dans ce livre, on aurait dit que les personnages n'avaient aucune personnalité. Le seul point intéressant dans cette histoire fût la traduction d'Ada ou l'Ardeur de Nabokov qui a eu un peu d'intérêt.
*2,5 Lu en Bretagne. Pas désagréable à lire mais rien de folichon. Ça a tout de même titillé ma curiosité d'aller chercher régulièrement la définition de certains mots et lire des biographies pour savoir si tel écrivain avait eu le prix Nobel ou pas (chose que je ne faisais plus).
Prachtig vertaald boekje, oorspronkelijk uit 1997, over de zomers op een Frans eiland, gevuld met geweldig mooie inzichten en uitspraken over het vertalen van literatuur
Frothy little fantasy about a tiny island off Brittany, which becomes the refuge of a world-weary translator. Alas, his editor back in Paris is losing patience with the long delay in the translation of Nabokov's "Ada" and hounds him with telephone calls and letters (the book is set in the early 1970s). Finally the other islanders are cajoled by a local lady (with the significant maiden name of "de Saint-Exupery") into helping him.
There isn't much plot, and the author has allowed his poetic imagination to range freely over the crags and cliffs and shrimping grounds of the island. Some of his images are quite creative, such as when he compares translators to corsairs, who capture a ship (a book), eliminate its crew (the original language) and make it their own and put their own pirate crew in (words in the language into which the book is translated). Or when he compares words to cats : they live around humans but tend to go their own way. Or when he describes the majestic hotel in Switzerland where Nabokov spent his last years to a big ocean liner.
I enjoyed the playfulness of the author and his unmistakable love of words and language.
Avec le roman de “Deux étés”, on se retrouve sur une ile bretonne, début des années 70, en compagne de Gilles, qui est traducteur et qui travaille sur un roman de Vladimir Nabokov : "Ada" mais il n’arrive pas à rendre en français le langage des « papillons » du célèbre écrivain. Par la suite, une ile entière de traducteurs amateurs, y compris l’auteur de ce roman, se mobilise grâce à la « recruteuse » madame née Saint-Exupéry pour l’aider faire « le travail du corsaire ». « - Quel est le travail du corsaire ? Quand un bateau étranger lui plait, il l’arraisonne. Jette l’équipage à la mer et le remplace par des amis. Puis hisse les couleurs nationales au sommet du plus haut mat. Ainsi fait le traducteur » (p.26) « Deux étés » est un livre de vacances, léger comme les papillons de Nabokov, qu’on lit avec plaisir. PS : Cette critique est dédiée à mes amis Cristina Tache et Gabriel Draghici, tous les deux des traducteurs géniaux.
"— Os tradutores são uns corsários. (...) Qual é o trabalho de um corsário? Quando um barco estrangeiro lhe agrada, aborda-o. Atira a tripulação ao mar e põe lá os amigos. Depois iça a bandeira nacional no topo do mastro grande. É o que faz o tradutor. Captura o livro, muda toda a linguagem e dá-lhe um nome francês. Nunca lhe passou pela cabeça que os livros são barcos e as palavras as suas tripulações?"
Foi uma leitura leve e agradável. Gostei do cenário da ilha e do estilo do narrador, acrescentava muita magia e algum humor à história. Ri-me com os excertos metafóricos sobre o atraso do tradutor em relação ao prazo de entrega do manuscrito traduzido da Ada ("o deus Prazo", os "Lentos", agarrados aos seus costumes, que tinham sempre "uma explicação inventiva e incontestável do Atraso", etc.). Confesso que fiquei um pouco desnorteada com o final, mas que outra coisa seria de esperar de um bom conto francês vagamente surrealista?
«Nous aurons sautillé d'été en été comme de pierre en pierre d'un gué. Le reste de nos vies peut s'oublier sans regret».
«On viendra sur notre île pour des sortes de retraités. Pour y vivre dans cette très vieille langue presque oubliée, le français, quelques épisodes choisis de l'existence».
2,5⭐ No es un mal libro, lo único que creo haberme perdido dentro de él. Me gustaba mucho el juego de la lengua propia, pero no le dan mucho juego. Tampoco se le da a la intraducibilidad de la obra y prácticamente ni siquiera al haber traducido entre tantas manos. Es una obra francesa por definición, no me queda muy claro cual es la trama más allá de la premisa y en consecuencia, siento que se queda corta. Haré un apunte para decir que el hecho de haberlo leído tan espaciadamente igual puede tener algo que ver
Quel bon roman que je ne connaissais pas, et pourtant ça fait longtemps qu'il a été publié. Quelle leçon tirer de cette histoire que je vous laisse découvrir? Ne jamais remettre au lendemain ce que l'on peut faire aujourd'hui. Ou ne jamais passer deux étés entiers à ne pas traduire un roman de Nabokov qu'on a pourtant été mandaté de traduire, alors qu'on est réfugié sur une île... Même si de nombreux résidents de l'île vous aideront et se rallieront contre l'éditeur à Paris, la tâche n'est pas facile. Comment trouver les bons mots?
Une belle richesse de vocabulaire et une fluidité du style dans ce roman, que je reconnais chez Orsenna.
Klein, maar mooi verhaal vol prachtige beeldspraken ('Katten zijn woorden met een vachtje. Net als woorden houden ze zich op in de buurt van mensen, maar laten ze zich nooit temmen.'), dat ook boeiend is voor wie niets van vertalen of Nabokov weet - maar voor wie dat wel geldt, wordt het leesplezier vergroot.
Uitstekende vertaling, fraai verzorgde uitgave van een kleine uitgeverij met een interessant fonds.
Une communauté d'insulaires aide un traducteur parisien et solitaire à traduire Ada ou l'Ardeur. Entre poésie et nostalgie, la montagne Nabokov semble infranchissable ! C'est mon premier livre d'Orsenna. La narration se fait par bribes, le style est très soutenu, très érudit... parfois trop !
I had very high expectations for this book. The plot seemed interesting, and the setting even more. Nevertheless, it is just a bunch of repetitions and disconnected sentences which for me, made no sense at all.
Trois étoiles parce que Bréhat, Nabokov et Ada m'intéressent, amis quel ton prétentieux ! Quelle langue artificielle. Il manque de la sincérité dans tout ça, on n'y voit que l'envie d'écrire bien comme le ferait un CM2 doué.
chapitres trop courts, rhytme saccade, style froid et hermetique ... je suis restee assez insensible a ce livre plutot ennuyeux. seul interet, la decouverte de l'ile de brehat au climat pretenduement pseudo-mediterranneen