Stendhal, um dos maiores vultos da literatura do século XIX, reflecte na sua obra diversas formas de conflito com que o indivíduo se deparou perante a sociedade nascida do Antigo Regime. Desfeitos os ideais heróicos do bonapartismo em França, restou o mundo burguês que serve de cenário às personagens das suas narrativas. Em O Vermelho e o Negro, obra que iniciou um período de intensa produção literária do autor, surgem com nitidez as contradições sociais e espirituais que marcaram uma época. Através de um romantismo refreado pelo confronto com a realidade, Sthendal impõe-se como referência para a compreensão das raízes do romance actual.
Marie-Henri Beyle, better known by his pen name Stendhal, was a 19th-century French writer. Known for his acute analysis of his characters' psychology, he is considered one of the earliest and foremost practitioners of realism in his two novels Le Rouge et le Noir (The Red and the Black, 1830) and La Chartreuse de Parme (The Charterhouse of Parma, 1839).
Mi s-a părut mai slab decât primul volum; poate și pentru că, dată fiind lungimea sa, autorul a trebuit să recurgă la mai multe inserții care, după părerea mea umilă, au scăzut gustul pentru roman.
"Pentru prima oară în viață, Julien era supus acțiunii unei minți superioare animate de cea mai violentă ură împotriva lui. În acest moment, departe de a se gândi să se apere, ajunse să se disprețuiască el însuși. Văzându-se copleșit de cele mai crude motive de dispreț, calculate cu destulă dibăcie ca să-i distrugă orice părere bună pe care ar fi avut-o despre sine, i se părea că Mathilde avea dreptate și că ar mai putea spune încă multe lucruri rele despre el."
"Mathilde se întoarse repede spre el. Aproape că renunțase la speranța fericirii de a-i auzi vocea. În acel moment, ea nu își amintea de trufia ei decât pentru a blestema, ar fi vrut să inventeze fapte insolite, de necrezut, pentru a-i dovedi cât de mult îl adora și cât de mult se detesta pe sine."
"Por mais que Julião se fizesse insignificante e tolo, não podia agradar, era diferente demais."
Julião (nesta edição teve direito a nome traduzido, o nosso Julien), é de facto diferente. É calculista, cínico, desconfia de todos, é vaidoso, ambicioso, altivo, orgulhoso e um grande admirador do Napoleão. E este romance não é o típico romance, com grandes momentos de paixão e declarações inflamadas de amor. Aliás, estas quase passam despercebidas, pois o que mais temos são os estados de espírito e pensamentos do Julien. E este moço está em constante luta mental. Se num momento está apaziguado e ama uma senhora, no momento seguinte, e às vezes basta uma palavra mal aplicada de outra personagem ou até do objeto do seu amor, ele amua como as crianças e transforma completamente o seu comportamento.
Só o jogo entre Julien e Matilde cansou-me. Um pouco não lhe ligava nenhum, nem lhe prestava atenção para depois já se sentir apaixonado como se fosse morrer de amor. Com a Sra. Rênal, o seu primeiro amor, foi a mesma coisa. É um moço em constante luta com os seus pensamentos e desejos.
Compreendo que isto seja um romance mais focado no psicológico das personagens, mas faltou-lhe mais para ser verosímil e compreensível, pois os personagens parecem superficiais e os acontecimentos pouco explicados. Não foi uma leitura penosa, lê-se até muito bem, mas é um pouco confusa esta constante luta mental do nosso Julien.
Mulți spun că Julien este un ticălos care îşi urmăreşte scopul fără scrupule, dar el nu face nimic pentru a le câștiga pe cele două femei de partea lui, care ajung să-l ajute să-și câștigă statutul, ba chiar el ajunge să le iubească sincer. Întrebarea care a stăruit cu mine de la începutul romanului e dacă nu suntem cu toții un Julien Sorel sau o Emma Bovary? Interesant este cum unele personaje îl ghicesc...părintele Chelan înțelege dorința lui egoistă pentru care el ajunge preot, la fel și părintele Pirard. Doamna de Renel spune la un moment dat că singurul lucru care ii lipsește acestui barbat este candoarea, nevinovăția unui om care spune adevarul. Stangacia si sensibilitatea il tradeaza pana la sfarsit. Cat sânge rece a putut avea Julien și totuși câtă pasiune!
Libro extenso, lento, aburrido y sin coherencia alguna en lo que cuenta dejando muchos temas abiertos y que no entiendo para qué se mencionaron. Uno protagonista Cancino y pesado con el que no empatizan y la verdad no me explico cómo puede ser un clásico de la literatura este autor y este libro .
Este segundo volume de “O Vermelho e o Negro” mantém, na minha opinião, a qualidade narrativa, a atualidade do enredo e as circunstâncias da ação, fatores esses tão bem conseguidos na primeira parte.
Agora, encontramos o nosso protagonista, Julian Sorel, em Paris, abandonando a imaginária vila de Verriérres, onde mantivera uma relação amorosa com Madame de Rênal que, assim como o seu marido, constituíam a nata social desse burgo provinciano, para ocupar o cargo de secretário do marquês de La Molle, passando, assim, a habitar a nobre residência convivendo com a sua família na qual se destaca a presença de Mademoiselle de La Molle, filha do seu benfeitor. Julian Sorel, com uma personalidade muito suscetível ao amor-próprio, depara-se com o brilhantismo, mas ao mesmo tempo, com a fatuidade dos salões parisienses do primeiro quartel do séc. 19, Possuidor de um talento intelectual acima do que se considerava próprio a um camponês, de um aspeto físico extraordinário, o jovem, com apenas 20 anos de idade, vê abrir-se perante si um mundo que jamais faria parte do imaginário das suas melhores e mais altas expectativas.
Tendo desenvolvido um enorme desdém pelas atitudes burguesas, próprias da belle époque francesa, antagonicamente, Julian vai, à medida que o tempo passa, acumulando uma ambição desmedida por tudo aquilo que Paris lhe poderia oferecer. Podendo ser caracterizado, no mínimo, por um ser obscuro, a sua enorme audácia fará com que se misture ao que o “orgulho da gente rica chama boa sociedade”. Sentindo-se menosprezado num meio em que, a “proveniência de uma boa família” é garantia de sucesso social e económico, Julian sentir-se-á um dos mais irremediáveis apóstatas, um dos mais execráveis injustiçados, pese embora toda a sua enorme sensibilidade e consciência de uma personalidade promissora numa sociedade que cada vez mais o oprimia, tanto por não receber o reconhecimento dos seus extraordinários dotes intelectuais como o desdém daqueles que dela faziam parte.
E será, dentro deste estado de espírito que a jovem Matilde de la Mole se apaixonará definitiva e irremediavelmente por Julian. Como seria de esperar, é aqui que se dá aquilo que, no cinema, se chama a definição do argumento, ou seja, aquele momento em que tudo muda na narrativa e que, daí para a frente, irá influenciar a ação até ao seu desfecho. Caracterizando a personagem de Matilde, podemos constatar de que se trata de uma jovem com uma personalidade intrépida, orgulhosa dentro dos seus costumes, mimada ao limite mas com uma perceção muito clara do que não quer: “Não seria esse o papel que eu representaria se amasse o marquês de Croisenois [de condição social igual à sua e promissor consorte]? Teria uma nova edição de felicidade das minhas primas, que eu desprezo tanto. Sei com antecedência, tudo o que diria o pobre marquês, tudo o que teria de lhe responder. O que é o amor que faz bocejar? Mais valia ser beata”. Quanta iluminação para uma jovem oitocentista!
Julian também sente a flecha do Cupido mas a sua desconfiança em relação a uma atitude com poucos precedentes na história da aristocracia francesa, fará com que entre num jogo de sedução aconselhado por um jovem russo que lhe cede 53 cartas de amor, todas dirigidas a Madame de Fervaques mas com o objetivo de conquistar a alma e o coração de Matilde, de forma perentória e definitiva, através do ciúme e da raiva que incendiariam uma alma inquieta, insegura embora indomável.
Tendo Matilde engravidado esta, contra tudo o que a sociedade exige e contra todos os seus pares, decidira casar com o pobre camponês/seminarista/secretário de alma boa e nobre no entender da jovem marquesa, ele que não se fez rogado na sua escalada ambiciosa aos mais altos padrões sociais. Sucede, porém, que toda essa situação iria trazer custos inimagináveis a Julian. E esses custos estão diretamente ligados ao primeiro volume desta obra simbólica das metamorfoses sociais e políticas operadas no início do séc. 19 em França.
É uma narrativa muito própria da vertente ligada à corrente realista, enquanto movimento artístico embora ainda convencionada ao romantismo literário.
Para mim, o vermelho representa a paixão e o negro do que, neste caso, dela decorre. Não consigo atribuir as qualificações da crítica colocando o exército (vermelho) versus o clero (negro), se bem que ambas surjam, para mim de forma mais ou menos sub-reptícia, em todo o argumento, pese embora o facto de Julian ter uma vertente ligada ao clero, creio que não justifica a mensagem deste magnífico livro.
Julião de sorel em paris é empregado pelo marquês de la mole como encarregado de negócios, mas como é um jovem com capacidade, talento e ambição, evolui muito na sociedade, cultuiva.se finalmente a filha do marques apaixona-se por ele, e pretendem casar. o marquês dá-lhe dinheiro e cria-lhe estatuto. mas uma carta da senhora de renal, deita tudo por terra. regressa a verriéres, peto de besançon, e dá-lhe um tiro. mas não amata. depois é julgado e condenado á morte, e não quer recorrer. não fiquei a perceber bem se recorre ou não, o certo é que morre deixando desconsoladas quer a antiga quer a nova amante, pois pelo menos parece-nos que ele morre apaixonado pela senhora de renal (que morre 3 dias depois dele) e não pela jovem, bela e rica Matilde que tem um seu filho no ventre.
Sorel é a personificação da contradição. Pobre, era o filho mais novo de um carpinteiro, nunca foi acarinhado/amado pelo pai ou irmãos mas como era inteligente e detentor de grã de capacidade de memorização cedo chamou à atenção do cirurgião que lhe ensinou latim, essencialmente as escrituras religiosas e algumas regras da sociedade. Pela sua.inteligência e capacidade e adaptação conseguiu ser distinguido com algum dinheiro e importância mas o amor, ai o amor!! Como é que alguém que nunca soube o que é amar e ser amado consegue perceber que o amam ou saber como amar
Este libro representó el primer contacto con la Literatura Francesa, y también el libro que me descubrió mi deseo de algún día yo ser escritora, porque vi que el protagonista de una historia no siempre tiene un final féliz.
Definitivament, un bon llibre per a preguntar-se fins a quin punt és bo deixar-se emportar per les pròpies ambicions o fins a quin punt es pot ser orgullós.
The Red and the Black (Le Rouge et le Noir) (1830) is Stendhal’s masterpiece and an impressive book. The story is based on real events and it talks about a young commoner man named Julien Sorel who is very ambitious and who wants to make it into the aristocracy. His journey is very interesting and Stendhal gives it a wonderful social and historical context as well as innovative psychological traits to the characters. Nietzsche even called him the last greatest French psychologist. Praised by many authors as one of the greatest novels of all time, The Red and the Black is essential to understand France’s XIX century. I loved it.
Julian Sorel por fin va al gran teatro donde la vida importante se decide: los salones de la aristocracia parisina. Gracias a las recomendaciones del padre Pirard entra de escribiente en el palacio del marqués de La Mole, aristócrata cercano a la corte, activo, franco, un poco corrupto, que pacientemente perdona las cazurrerías del novato provinciano Sorel, le da encargos importantes e incluso le muestra su aprecio. Julian va entrando en una sociedad que valora sus conocimientos y su talento, pero siempre le hace saber que su lugar es el de lacayo; bien pagado y especializado, pero sirviente al fin y al cabo. Esta situación, unida a la desconfianza y el resabio de Sorel hace que al orgulloso protagonista le moleste casi cualquier gesto o palabra. Dentro de esta aristocracia prepotente brilla con particular esplendor la hija del marqués, Mathilde de La Mole. Hija pequeña y mimada de la familia, está destinada a un "matrimoniazo" que haga aún más noble a la casa. El problema es que la niña se aburre mucho. Todo a su alrededor le parece insípido, pedestre, algo así como "poco literaturizable" y ella quiere vivir una pasión como las de antes, noble, esforzada, sacrificada, como las que ha leído en las novelas...
"Ha mirado usted al marqués como si estuviese contemplando un cuadro. No soy un gran experto en lo que estas gentes llaman cortesía, pronto sabrá usted mucho más que yo; pero, en fin, la osadía de su mirada me ha parecido poco correcta". Y así durante páginas y páginas, escena tras escena, capítulo tras capítulo. Tanto importan las miradas y los gestos en esta novela que a mi -que reconozco que estoy sin civilizar- me ha recordado a esos documentales en los que los no se puede mirar a los ojos de los gorilas o los chimpancés "alfa". Supongo que seré yo el que tiene un problema al no entender nada de estos clásicos de la literatura, por lo general todos los protagonistas me parecen idiotas, pero es que ES lo que el escritor me parece decir y enfatizar en cada página. Eso sí, ahí va una definición de novela de esas que marcan época "Caballero, una novela es un espejo que se pasea a lo largo de un camino. Tan pronto refleja a nuestros ojos el azul del cielo como el fango de los cenagales". Por supuesto, incluida en un paréntesis que el autor se adjudica para "escribir sobre como se escribe" que suele ir en todas las grandes novelas. También hay un tramo en el que me pareció entender el gran "artefacto" narrativo que hace de esta novela un ejemplo canónico de la historia de la literatura. Pero no me duró mucho. En fin, que reconozco que me ha entretenido más de lo que yo esperaba cuando la comencé a leer. No sé si seguiré con "La cartuja de Parma", si lo hago, ya será para el próximo reto, ahora mismo necesito historias "rápidas" y no me puedo embarcar en otro viaje tan largo.
« Un roman est un miroir qui se promène sur une grande route »
« Quel beau bal ! dit-il au comte, rien n’y manque. Il y manque la pensée, répondit Altamira »
« Et la personne à qui j’ai voulu ôter la vie sera la seule qui sincèrement pleurera ma mort »
« Dis lui que je t'aime, mais non, ne prononce pas un tel blasphème, dis lui que je t'adore, que la vie n'a commencé pour moi que le jour où je t'ai vu, que dans les moments les plus fous de ma jeunesse, je n'avais jamais même rêvé le bonheur que je te dois ; que je t'ai sacrifié ma vie, que je te sacrifie mon âme. Tu sais que je te sacrifie bien plus. »
După părerea mea "Rosu si Negru 2" a fost cu mult mai slab decât primul volum. Primele 150 de pagini m-au plictisit, cred ca puteau fi structurate in mai putine pagini. Finalul m-a tulburat si consider ca nu a fost destul de bine detaliat finalul in consideratie cu alte momente din carte. Nu regret ca am citit aceasta carte dar puteam trăi și fără să o citesc.
Julien Sorel, jovem de origem humilde e filho de um carpinteiro, é movido por uma grande ambição: deseja ascender socialmente, seja pelo caminho militar (vermelho), seja pela via religiosa (negro).
Na fase pós-napoliónica, com a monarquia restaurada, Julien nunca esconde a sua admiração pelo ex-imperador, mas também vê a religião como uma oportunidade de ser reconhecido e respeitado, dada a grande influência que a Igreja tinha na sociedade daquela altura.
O 1º volume do livro conta-nos a forma como Julien se tornou preceptor dos filhos do prefeito de Verrieres, sua vila natal, e a forma como vive um romance com a mulher do prefeito. Ao ser descoberto, decide fugir, primeiro para um seminário em Besançon, depois para Paris, indo viver para casa de um nobre que tinha conhecido anteriormente, o Sr. de la Mole.
No 2º volume do livro, a história passa-se maioritariamente em Paris, tornando-se uma leitura algo chata, com os avanços e recuos na relação amorosa entre Sorel e a filha do Sr. de la Mole, Mathilde. Quando Mathilde engravida e decidem revelar a sua relação, a história volta a tornar-se mais interessante, tornando-se imprevisível o seu desfecho até ao final.
Tomando a história como um todo, de facto é um livro fascinante, que nos mostra bem como era a sociedade francesa no início do século XIX, no tempo da restauração, antes da Revolução Liberal de 1830.