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Contribuicao Para a Guerra em Curso

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O livro que publicamos agora, Contribuição para a guerra em curso, apareceu originalmente no primeiro número da revista francesa Tiqqun (Tiqqun Olam, conceito da tradição judaica, significa reparação, restituição, redenção do mundo), há anos. Tratava-se de ler o contexto contemporÃneo como uma guerra civil entre formas-de-vida. Ora, como não perceber a atualidade dessas ideias e análises no Brasil de hoje? Não vivemos nós uma guerra civil, com a militarização declarada do enfrentamento político, onde o fascismo ascendente pretende suprimir as formas-de-vida que não obedeçam a seu padrão branco-macho-conservador-evangÃlico-heteronormativo-patriota-neoliberal-humano-demasiadamente-humano? Há exemplo mais gritante do que o nosso de uma guerra civil declarada e tamponada a um só tempo, do uso ilimitado da violência institucional ou jurídica sob o manto risível da democracia? (...)

Paperback

First published April 23, 2009

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About the author

Tiqqun

25 books166 followers
Tiqqun is a French collective of authors and activists formed in 1999. Their journal was the first to publish the collective author “The Invisible Committee.” Tiqqun's books include Introduction to Civil War, Preliminary Materials for a Theory of the Young-Girl, and This Is Not a Program (all published by Semiotext(e)).

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Displaying 1 - 2 of 2 reviews
Profile Image for Bernardo Moreira.
103 reviews22 followers
September 13, 2022
Intrigante.
Tiqqun consegue fazer alianças com Foucault, Agamben, Deleuze, Schmitt, Negri e outros de modo muito interessante e potente.
Gosto muito do Introdução à Guerra Civil, uma ótima leitura de Schmitt à esquerda. Tanto a formulação de uma prática comunista sob o prisma da guerra civil como as análises do Estado moderno e do Império são extremamente precisas, isso sem falar na incrível teoria do processo de subjetivação com a teoria do Bloom. As interlocuções críticas com Hobbes e Negri são particularmente especiais. Estou quase integralmente com Tiqqun nesse texto, tirando poucas coisas.
Meu problema é com o texto dos Dispositivos. Não me entendam mal, concordo totalmente com Agamben (no posfácio) que Tiqqun consegue articular as duas tendências da filosofia política de Foucault de maneira brilhante: as técnicas de poder organizadas em dispositivos de governamentalidade e os processos de subjetivação como sendo imanentes. O que me incomoda são algumas conclusões da práxis e algumas críticas.
Começando pela "ciência do crime". Não me oponho a uma certa via do ilegalismo, dou um certo valor para a sabotagem e a conspiração. Por outro lado, a centralidade que Tiqqun dá ao furto e à fraude me parecem só uma reelaboração de um proudhonismo ilegalista que já se demonstrou bastante estéril, bobo e por vezes patético. E com isso, meu maior incômodo, o heideggerianismo excessivo desse texto. Sério, o parágrafo de defesa ao furto como reapropriação da presença e outras baboseiras de ser-no-mundo só é muito ruim mesmo. Eles insistem que não buscam uma reapropriação da presença originária mas mantém o mesmo vocabulário heideggeriano para falar de práxis, sem muitos reparos. Esse vocabulário até tem algo de interessante nos momentos de pensar os dispositivos e sua economia da presença nos processos de subjetivação, mas quando isso vira uma crítica à Marx por não superar a metafísica da subjetividade iluminista ocidiental com o conceito de fetichismo, pra defender logo depois uma "metafísica crítica" que é simplesmente heideggerianismo com uma estética transgressora, caímos só numa bobagem descartável. Mancha um texto que é tão brilhante em outros momentos.
Enfim, ótimo livro, apesar desses problemas. Não me diria "tiqqunista", mas há de fato algo aqui a ser aproveitado, na teoria e na prática.
(btw, li na edição física mas não tem aqui no GR)
Profile Image for Leo Van Doofy.
16 reviews4 followers
December 15, 2023
"Tout ce qui est social nous est devenu étranger.
Nous nous considérons comme absolument déliés de toute obligation, de toute prérogatives, de toute appartenance
Sociale.
"La société"
C'est le nom qu'à reçu l'irréparable parmi ceux qui voulaient aussi en faire
l'inassumable
Qui se retire a ce leurre devra faire
Un pas d'écart
Opérer
Un léger déplacement
D'avec la commune logique
De l'Empire et de sa contestation,
celle de la mobilisation,
D'avec leur commune temporalité,
celle de l'urgence"
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