A Farsa ou Auto de Inês Pereira é uma peça de teatro escrita por Gil Vicente. Nela o autor retrata a ambição de uma criada da classe média portuguesa do século XVI. A obra foi escrita a partir de um desafio lançado por pessoas que duvidavam do talento de Gil Vicente. O autor concordou em escrever uma peça que comprovasse o provérbio "Mais quero um asno que me carregue do que cavalo que me derrube". Foi representada pela primeira vez a João III de Portugal no Convento de Cristo, em Tomar, em 1523. Logo após seu descontentamento da coroa portuguesa. Wikipedia
A linguagem arcaica, sem atualização, que se usa nesta edição do auto decerto não ajuda a digeri-lo - por muito que isto não se revele uma tarefa impossível. O auto em si, confesso, parece-me desfasado com os tempos. O humor já não faz rir grandemente e a lição da obra (essencialmente, que a ambição leva somente à perdição e que não se deve aspirar a subir a paragens mais altas do que aquelas que nos foram dadas pelo nascimento) não parece muito satisfatória nos dias de hoje. No geral, não me fascina.
*3, 5⭐ (Por esta é que vocês não esperavam) Gostei muito mais deste livro do que estava à espera, porque a escrita era super fluída e a história interessante. Mas mesmo assim não dava para avaliar melhor, porque é muito cansativo ler em português arcaico e estar sempre a ir ver os significados das palavras abaixo😭.
Uma leitura obrigatória para a escola. Posso dizer que este livro, contém informações mais interessantes do que o meu próprio livro de português, por isso acho que foi uma boa escolha, tendo em conta, que andava a vaguear pela biblioteca da minha escola à procura de um livro que me ajudasse a entender melhor esta obra de Mestre Gil. Amanhã tenho teste de Português (rogar e implorar a todos os deuses para que a minha escola faça greve, porque não quero mesmo adiar). Falando agora sobre a Farsa de Inês Pereira, sendo muito breve, eu gostei muito. O ano passado li o Auto da Barca do Inferno, e posso dizer que não gostei tanto. Sem dúvida, o estilo poético de Gil Vicente cativa-me e muito! Acho que toda a gente conhece a história, por isso não vale a pena adiantar aqui alguma coisa. Gostei particularmente de todos os dramas por que esta Farsa passa, as consequências de Inês Pereira se casar por amor ou por dinheiro, ... Foi uma leitura rápida, ajudada a entender melhor pelas anotações e ilustrações que surgem neste livro. Em suma, acho que foi uma excelente escolha minha e definitivamente fiquei com o apetite para ler Gil Vicente. A minha próxima aquisição vai ser o Auto da Feira, possivelmente.
This book has the intention to be funny, but it is nothing but dull and mean-spirited! It is even more of a disappointment because this was written by Gil Vicente, who wrote Auto da Barca do Inferno, which is a delight to read! Inês Pereira is really annoying, and although she changes and starts standing for her ground, she starts being the monster that Escudeiro was to someone that really loves her. If this choice was intended for criticism on the human condition, I would probably really enjoy this book! But it was not! Just for laughs. And even if it was for criticism, that does not change the fact that this book is dull and not funny at all! Even so, I gave it 2 stars, because Gil Vicente was able to write a strong and independent woman who stands for her ground, in the 15th century. And because there is some social criticism that I enjoyed.
Eh. Este auto de Gil Vicente não é nada comparado ao Auto da Barca do Inferno. A moral da história passou-me ao lado, pelo que tenho que assumir que isto foi escrito apenas por diversão. No entanto, Inês sabe sempre o que quer e torna-se mulher dela própria, o que deve ser valorizado devido ao facto de isto ter sido escrito em 1523. Mesmo assim, eh.
a edição que eu li misericórdia foi difícil entender esse português de araque mas foi ok i guess so true da inês pereira querer um marido inteligente e rico
This was a surprisingly fun read! I haven't revisited Gil Vicente's work since high school, but I really enjoyed it. His writing still resonates and entertains.
Probablemente, o máis interesante desta farsa dende o punto de vista histórico sexa que, sendo escrita a comezos do s. XVI, nun Portugal aínda a medio camiño entre a Idade Media e o Renacemento, tome elementos asociados ao teatro medieval e adiante algúns que se poden considerar xa modernos, resultando nunha mestura curiosa de tradicións. Unha cousa que me sorprendeu, de feito, é que as personaxes, aínda que aparentan ser meros estereotipos clásicos do teatro, a medida que avanza a peza demostran coas súas accións ser máis orixinais do que a primeira vista poida parecer. É dicir, teñen unha psique máis complexa do que as personaxes de pezas teatrais, tanto medievais como renacentistas, adoitan ter. Pola estrutura e o ton do autor poderíamos pensar que estamos ante unha obra con obxectivo moralizante, mais cando un a remata percátase de que non é así, de que o único fin perseguido por Gil Vicente é entreter. Entreterse a si mesmo escribíndoa e entreter ao público que asiste ao espectáculo. Nese sentido, podemos confirmar que cumpre cos seus obxectivos. Debeu ser divertida no s. XVI e, a ratos, sigue a selo a día de hoxe. A min sacoume algunha gargallada inesperada. Polo demais, a historia non é moi interesante e incluso diría que un tanto decepcionante. Polos comentarios que deixan outros lectores do libro, parece esta unha sensación xeneralizada. Debido a que se trata dun portugués moi arcaico, é de fácil lectura tanto para falantes de galego como de castelán.
Conforme a mentalidade da época, há uma grande crítica a ausência de valores cristãos, mas o que mais chama atenção nessa obra é a posição de Gil Vicente quanto aos mesmos: valores tradicionais não são necessariamente condizentes com o mundo em que se vive.
Inês Pereira é uma jovem que casa-se inicialmente pelo interesse da mãe, mas que ao se ver viúva, molda suas relações de forma que tenha um marido para lhe sustentar e um amante para agradá-la.
Essa obra, que não nada tem a ver com conceitos modernos como feminismo, buscou ironizar a fala "mais vale um asno que me carrege, que cavalo que me derrube".
Não é preciso dizer quem foram os asnos na história.
Há anos estou enrolando para ler o Auto da Barca do Inferno, mas li agora esta peça do Gil Vicente de uma sentada só. De 1523, com certeza é um dos embriões de comédias populares debochadas no teatro. Trata de forma galhofeira temas que eram tabus à época, como padres estupradores e violência doméstica, focando mais em tirar sarro de maridos cornos, mas caso fosse levada para os palcos hoje renderia uma adaptação inteligente, focando no aspecto sério, se alguém tiver o talento e o interesse para isso. Esta edição já tem 30 anos, mas é bem comentada por Célia A.N. Passoni, a acadêmica que assina o prefácio, facilitando a leitura, a qual é um pouco penosa devido ao português arcaico.
Esta peça surge de uma proposta feita a Gil Vicente e mune-se de críticas sócias à sociedade da época, nomeadamente, à função do casamento, na vida de uma mulher. Os casamentos arranjados eram uma forma de libertar a mulher dos seus afazeres, no entanto, mantinha-a numa posição de submissão perpétua. Não é uma obra “atual”, penso não ser adequada para estar no plano curricular do 10º ano e traça Inês como má da fita, por ter standards na seleção de um homem.
Tem uma escrita bem difícil de entender, por estar escrito num português antigo. E como todos os livros escritos em séculos passados, nós não o podemos ler com a mentalidade dos dias de hoje, porque assim iremos achar o livro machista, preconceituoso e assim, temos de ler o livro com a consciência da altura em que foi escrito.
3.5* Uma sátira à época do século XVI sobre uma rapariga que almeja casar e folgar à sua bela vontade, tendo de escolher entre dois pretendentes. A sua escolha irá de braço dado com o destino, trocando-lhe as voltas. No entanto, Inês consegue realmente aquilo que almeja: fazer «gato-sapato» para atingir os seus meios.
It's very well written but I personaly didn't like the idea and the way Gil Vicente built the characters. Still he's an amazing writer and I truly love the critic that he makes and the way he makes every single book diferent and easy to read.
Acho que tem um enredo MUITO bom e apelativo para os alunos! No entanto, perde um bocado devido à sua linguagem arcaica que, apesar de grande parte dela estar no glossário, é massiva e faz com que o leitor se “perca”, negativamente, da história.
O livro é uma porcaria, eu só li pq era pra um trabalho da escola. Extremamente chato e difícil de ler. A Inês só queria viver a vida com esposa troféu
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