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Contos Crus

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Marco António

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Profile Image for Joana.
120 reviews9 followers
December 30, 2012
Gostei bastante da escrita e dos conteúdos destes contos. Cada um à sua maneira, conseguiram agarrar-me e prender-me a respiração em vários momentos. Não sou grande apreciadora de contos, nomeadamente quando são tão bons, porque quando uma pessoa se começa a interessar pelas estórias já estão quase no fim. No entanto, estes não deixam de ser pequenas pérolas negras, fragmentos de vidas humanas, "crus" como o título do livro revela e por isso tão interessantes e perturbadores. Já tinha lido um conto (bem mais pequeno que estes) deste autor e adorado a escrita. Mais uma vez não me desapontou. Fiquei fã e, não sabendo se há, adoraria ler uma narrativa maior do autor.
Profile Image for João Teixeira.
2,374 reviews48 followers
April 27, 2018
No geral, gostei bastante destas histórias que conseguem retratar de uma forma crua a vida portuguesa (e a lisboeta especificamente). Marco António é um contador de histórias do quotidiano. Um quotidiano algo mórbido e cruel, mas mesmo assim, que existe.

Para começar, devo dizer que são curiosas as várias referências ao cristianismo, tanto no nome de um dos contos, como no seu conteúdo e até como mote ao livro todo.

Não tendo sido o conto de que mais gostei, aquele que me surpreendeu mais em termos de crueza foi "A Marca de Caim". Os meus parabéns ao autor que, no final, conseguiu dar à história uma reviravolta realmente inesperada e incrivelmente bem orquestrada. E que melhor título para esse conto?
No "Entre a Hóstia e o Cálice", recorre-se ao velhinho monólogo de um criminoso sem que ouçamos a voz dos restantes intervenientes, que com ele falam. Mesmo assim, acho que a narração funciona muito bem. Do que realmente não gostei foi do epílogo desse conto. Preferia algo diferente, algo que não fosse tão cliché e que estivesse à altura da restante história. (Gostei bastante desta passagem, que passo a transcrever: "A maior parte dos pecados tem origem entre a hóstia e o cálice, isto é, embora haja a intenção de purificação e comunhão, a nossa faceta humana é demasiado forte e, eventualmente, vence." pág.34).
O conto de que menos gostei foi "Raízes", talvez por não encontrar nele grande originalidade e de não surpreender nada. Além disso, penso que é demasiado longo para o que se pretende contar, com demasiados pormenores que, embora não sejam todos desnecessários, são desinteressantes.
Acho que o melhor do livro foi, como é da praxe, guardado para o fim. O conto final "Ódio", um livro de contos ele próprio, subordinados todos ao mesmo tema, foi o meu preferido de todos. A morte, o racismo, a prostituição, o fanatismo religioso, estão todos ali muito bem retratados e todos muito bem escritos. Gostei.
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