La fábrica de la infelicidad es un libro dedicado al análisis de la ideología virtual, de sus aporías teóricas y, sobre todo, de su fragilidad cultural.
La ideología virtual es una mezcla de futurismo tecnológico, evolucionismo social y neoliberalismo económico. Floreció a mediados de los años noventa, cuando la revista californiana Wired se convirtió en el Evangelio de una nueva clase cosmopolita y libertaria, optimista y sobreexcitada.
"Este libro se propone señalar y cartografiar un nuevo campo disciplinar que se encuentra en la intersección de la economía, la tecnología comunicativa y la psicoquímica.
Una cartografía de este nuevo campo disciplinar es imprescindible si queremos describir y comprender el proceso de producción del capital y la producción de subjetividad social en la época que sigue a la modernidad industrial mecánica y, por tanto, si queremos elaborar estrategias de sustracción".
Franco "Bifo" Berardi (born 2 November 1948 in Bologna, Italy) is an Italian Marxist theorist and activist in the autonomist tradition, whose work mainly focuses on the role of the media and information technology within post-industrial capitalism. Berardi has written over two dozen published books, as well as a more extensive number of essays and speeches.
Unlike orthodox Marxists, Berardi's autonomist theories draw on psychoanalysis, schizoanalysis and communication theory to show how subjectivity and desire are bound up with the functioning of the capitalism system, rather than portraying events such as the financial crisis of 2008 merely as an example of the inherently contradictory logic of capitalist accumulation. Thus, he argues against privileging labour in critique and says that "the solution to the economic difficulty of the situation cannot be solved with economic means: the solution is not economic." Human emotions and embodied communication becomes increasingly central to the production and consumption patterns that sustain capital flows in post-industrial society, and as such Berardi uses the concepts of "cognitariat" and "info labour" to analyze this psycho-social process. Among Berardi's other concerns are cultural representations and expectations about the future — from proto-Fascist Futurism to post-modern cyberpunk (1993). This represents a greater concern with ideas and cultural expectations than the determinist-materialist expression of a Marxism which is often confined to purely economic or systemic analysis.
Quando fiz a disciplina de Filosofia da Tecnologia na faculdade, esse livro estava listado como referência em um dos textos e já pelo título fiquei interessada. Fui então atrás de baixar o livro digital para ter uma noção se realmente era interessante ou se seria uma linguagem muito acadêmica e difícil de acompanhar, mas não tinha em lugar nenhum! Depois de pensar e repensar decidi comprar e arriscar, tendo a possibilidade de me arrepender, e ainda bem que fiz isso. Uma das melhores leituras do ano com certeza. O autor reflete sobre diversos pontos da new economy, começando da falsa promessa de felicidade atrelada ao trabalho, e da mentalidade que o trabalho é o prazer não-vivido, uma questão em que se 'economiza' um prazer que será dificilmente desfrutado. "[...] Em consequência, essas filosofias indicavam como objetivo político principal a conquista de uma condição social em que o trabalho produtivo e a auto-realização fossem a mesma coisa." Fala também da diferença entre os antigos operários das fábricas, que trabalhavam juntos e por isso tinham um sentido de pertença a um grupo, e do 'cognitariado', a classe de trabalhadores que realiza os mesmos gestos mecânicos de trabalho em frente a um computador, mas que tem como diferenciação o trabalho especializado cognitivo, que está espalhada globalmente e dificilmente tem o mesmo senso de unidade que existia antes. "Não há mais comunismo operário, porque os operários não tem mais uma comunidade." "Quanto mais seu trabalho se simplifica do ponto de vista físico, tanto menos intercambiáveis são seus conhecimentos, suas capacidades, seus rendimentos. [...] Consequentemente, os trabalhadores high-tech tendem a considerar o trabalho a parte mais essencial de sua vida, a parte mais singular e mais personalizada. Exatamente o contrário do que acontecia com o operário industrial." Outro ponto que ele toca é a questão de que, com a globalização, as empresas de países mais desenvolvidos procuram mão de obra de países subdesenvolvidos e os empregam com salários baixíssimos, e defende (mesmo que acreditando ser útopico) um salário mínimo global. " A inteligência coletiva reduz ou resolve menos ainda a complexidade e o sofrimento do corpo planetário que se emaranha lá fora, sem inteligência nem riqueza, sem paz." "O escravismo é na verdade o único aspecto que torna competitivos os países mais pobres, e a possibilidade de cometer qualquer violência contra a vida humana é o incentivo que leva as empresas ocidentais a investir nos países do mundo pobre."
Enfim, foram muitos pontos interessantes, mais do que cabe expor aqui, e fiz diversas marcações no livro, recomendo fortemente aos interessados no assunto!
Es un buen libro para adentrarse a Berardi. La relación entre capitalismo y subjetivación queda clara. Quizás lo que nos queda hoy no sea más que ir contra el trabajo. Tal vez el gesto último para recuperar la felicidad no sea más que renunciar a la vorágine productiva.
Queda expuesta la relación entre el capitalismo y el sistema de maximización de ganancias con el aumento de consumo de drogas y adicciones en el trabajador para poder seguir funcionando, arruinarse la salud para seguir produciendo y consumiendo