Em seu novo livro, Lázaro Ramos escreve pela primeira vez para os jovens. Os irmãos Carlos e Vitória, mesmo vivendo num mundo repleto de maneiras de se comunicar, muitas vezes se sentem sozinhos, confusos e até mesmo invisíveis — mas os desafios encontrados, representarão importantes passos no fortalecimento de suas identidades.
Esta é a história de uma família em quarentena. Carlos e Vitória são irmãos e moram com o pai, mas só o encontram no fim do dia. Muito diferentes um do outro, se expressam cada um a seu modo. Porém, possuem uma mesma motivação: entender seu lugar no mundo. Carlos vive trancado no quarto, gravando vídeos e áudios sobre si mesmo ou postando nas redes sociais. Já Vitória é mais do papel, escreve um diário e inventa contos de fadas num caderno antigo que era de sua mãe. Mesmo confinados, os irmãos vão trilhando seus caminhos com os recursos e instrumentos que possuem. O autor explora os muitos jeitos que temos de nos comunicar e com linguagem ágil, esse livro nos ensina que, se temos de encarar nossos monstros, que o façamos com coragem, segurando na mão de quem nos ama e quer bem — porque ninguém é, ou deveria se sentir, invisível.
sempre muito bom ler alguma coisa do Lazinho, né? 💖
eu não sabia absolutamente nada sobre o livro quando ele chegou aqui em casa. aproveitei que, pela primeira vez desde q entrei pro mailing da Companhia, o Lázaro lançou um livro e comecei a ler imediatamente!
por mais que o livro seja muito curtinho, gosto mt dos temas q atravessam essa história. autodescoberta, amor de família e, principalmente, a coragem de ser quem vc é. ele é bastante simples e delicado; vez'enquando o texto é cortado por tweets ou páginas de um diário, o q deixa tudo mais real e dinâmico
Em primeiro lugar agradeço ao Netgalley e à Companhia das Letras pela cópia digital da obra em troca de uma opinião sincera.
A história nos fala sobre uma família em quarentena, aqui representada por dois irmãos que exteriorizam as suas questões sobre a vida e os seus sentimentos de formas distintas: enquanto um recorre ao digital, o outro prefere debitar as suas preocupações, os seus pensamentos, num caderno antigo, já usado.
E é assim, nas mensagens trocadas com seguidores, nos textos escritos (ainda) em papel (e por vezes lidos às escondidas) ou nos curtos encontros pela casa que estes irmãos tentam entender o próprio caminho, administrar os seus sentimentos e principalmente, compreender que não estão sozinhos e que ninguém deve se sentir invisível.
Uma leitura com uma linguagem bastante atual, muito voltada para o público juvenil que certamente acabará por se identificar com as questões abordadas pelo autor.
Pequeno diario de dois adolescentes trancados em casa durante a pandemia - publico alvo jovens adolescentes. As cartas no final do livro valem a leitura.
Lázaro Ramos faz um retrato dessa geração que nasce com Internet nos dedos e se comunica com o mundo através de vídeos curtos, usando inclusive soluções editoriais visualmente atraentes para a rapaziada. Há trechos enquadrados em boxes para simular lives de celular, e até QR Codes com playlists disponíveis em pontos da narrativa, tornando a obra mais ou menos multimídia.
Mas o que está em jogo aqui é o coming of age de jovens negros da periferia, descobrindo e formando seu papel na vida, tendo à porta um mundo muito menos fácil para eles navegarem do que se tivesse nascido brancos e de classe média. A ausência cotidiana da mãe, que batalhou muito para viajar em busca de um doutorado, e a saudade que fica, norteiam boa parte da jornada do protagonista. A ideia de adotar personas digitais para se expressar com alguma segurança, um tema caro a todos os pais dessa geração, perpassa uma história progressivamente mais cativante, que serve também como introdução ao racismo estrutural brasileiro, sem ranço e com leveza. Livrinho excelente para presentar pré-adolescentes que frequentam escola particular no Brasil; tomara que ajude a dissolver seus filtros preconceituosos.
Esse livro foi uma novidade muito interessante, eu já conhecia algumas obras do Lázaro, mas, ainda não havia lido nada do que ele havia escrito e então esse livro surgiu com uma boa oportunidade, principalmente por ser de um gênero que geralmente prefiro ler.
Eu não sabia bem o que esperar dessa leitura, mesmo tendo lido a sinopse do livro, senti ela bem abstrata, como quem não queria entregar muito da história e isso foi bem legal, porque eu realmente gostei muito do desenvolvimento da história e dos personagens nela presente. Preciso também exaltar o quão gostosa e fluida é a escrita do Lázaro, fiquei totalmente envolvido com a história.
Não vou negar que iniciei a leitura achando o Carlos bem insuportável, mas, com o passar da história é perceptível que essa característica inicial do protagonista é proposital, primeiro porque sim ele tem motivos para agir de tal forma e segundo porque é necessário que ele seja assim para que ele receba o bom desenvolvimento que recebe na história. Mas preciso tenho necessidade de exaltar o quão maravilhosa Vitória é, a personagem simplesmente não faz esforço nenhum para ser um amor, uma querida que eu guardei comigo.
Eu gostei demais dessa leitura, ela foi uma surpresa realmente agradável, como disse não sabia o que esperar dela e sim o livro entrega muito mais do que a sinopse fala, ainda que eu tenha achado que alguns pontos poderiam ter sido um pouco melhor trabalhados ou explicados, isso não tira quase nada do brilho da história. O livro é curto e ainda assim ele conseguiu abordar com maestria temas como ancestralidade, cultura, família e seus laços, pandemia e ainda sobre redes sociais. Além de tudo isso cada capítulo vem acompanhado de uma playlist que com certeza vale a pena conferir.
uma história interessante sobre irmandade, autoconhecimento, raízes e o poder que temos com o que falamos, como falamos e para quem falamos. sobre a importância de ter voz e saber usá-la. embora um pouco curto demais - acabou bem quando tava mais interessante -, é uma leitura ótima e que teria sido muito mais aproveitada no meio da pandemia, mas que funciona agora também.