Os grandes mestres e guias espirituais da humanidade, em todos os tempos e países, falaram ou escreveram sobre o sofrimento humano. Moisés, Buda, Lao-tsé, Gandhi, o Livro de Jó e modernamente Émile Durkheim, compreenderam e explicaram a natureza e a finalidade do sofrimento. Este livro do filósofo e educador Huberto Rohden, publicado em 1976, não é uma pergunta sobre o sofrimento, mas uma resposta a esse fenômeno universal. Para o filósofo, o sofrimento é um fator positivo e não negativo. Rohden afirma que "o sofrimento é uma reação das Leis cósmicas contra o 'pecador', ou aquele que desarmonizou essas Leis cósmicas". A grande mensagem educacional-espiritual deste livro é dizer que "a alternativa do homem de hoje e de todos os tempos não é sofrer ou não sofrer – mas saber sofrer".
Aos sermos despejados neste mundo, eventualmente nos damos conta de que sofrer faz parte do viver, mas porquê?
A mais de 1.000 anos antes de Cristo, Siddhartha Gautama mais conhecido como Buddha, se questionou quanto a este sofrimento e através de pura introspeção e meditação chegou à conclusão sobre o que chamou de:
“As 4 Verdades Nobres”
1- a vida do homem é essencialmente sofrimento 2- a causa desse sofrimento é a ilusão tradicional em que vive o homem identificando-se com o ego periférico (Aham) 3- a abolição do sofrimento doentio está no conhecimento da verdade sobre seu Eu central (Atman) 4- o método para passar da ilusão do ego à verdade do Eu é a meditação.
Essencialmente o sofrimento esta ligado a ignorância, sendo esta a falsa ideia de quem somos. O homem está tão ligado a sua aparência e as causas externas, que se esqueceu da sua plenitude e grandiosidade interna. Incansavelmente busca prazer no mundo externo aumentado assim a desconexão com o seu ser supremo, imutável, que não nasce e não morre, que se manifesta no plano material para assim evoluir espiritualmente...
Se você aqui neste plano está, você vai sofrer quer queira ou não, somente assim crescemos. Não sofrer portanto, é uma opção quando nos informamos sobre nossa essência, sobre aquilo que somos de verdade, e que nada nesse mundo que dependa de fatores externos poderá nos promover a nossa felicidade que é o estado inerente da alma.
Rohden foi uma descoberta que tem complementado muitas outras leituras da qual me expôs a este conhecimento, mas nada substitui o sentar e meditar, mergulhar para dentro de si, internalizar os sentidos, e chegar de encontro a alma, onde reside a mais profunda paz e harmonia.
Sente-se! Olhe para o universo interno. Aquieta tua mente. Internalize os sentidos. Entregue-se! Experiencie a tua verdade.