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Eu Sou a Minha Poesia
Eu sou a minha poesia reúne uma selecção feita por Maria Teresa Horta dos poemas que considera serem os essenciais da sua obra. Um longo percurso poético, iniciado em 1960, que se mantém vivo e cuja actualidade e ousadia a colocam na vanguarda da poesia portuguesa.De cunho marcadamente feminista e erótico, uma poesia de intervenção e desobediência, que dá voz ao imaginário e ao desejo da mulher. Uma obra literária ímpar que é um grito de coragem e uma afirmação de liberdade.
245 pages, Kindle Edition
Published April 1, 2019
About the author
Maria Teresa Horta
73 books153 followersMaria Teresa de Mascarenhas Horta Barros was a Portuguese feminist poet, journalist and activist. She is one of the authors of the book Novas Cartas Portuguesas (New Portuguese Letters), together with Maria Isabel Barreno and Maria Velho da Costa. The authors, known as the "Three Marias," were arrested, jailed and prosecuted under Portuguese censorship laws in 1972, during the last years of the Estado Novo dictatorship. The book and their trial inspired protests in Portugal and attracted international attention from European and American women's liberation groups in the years leading up to the Carnation Revolution.
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Community Reviews
Displaying 1 - 8 of 8 reviews
September 12, 2025
Trago para fora
o que é secreto
vantagem de saudade
o que é segredo
Retorno para mim
e em mim toda
desencontro já o meu regresso
❤️
o que é secreto
vantagem de saudade
o que é segredo
Retorno para mim
e em mim toda
desencontro já o meu regresso
❤️
November 16, 2020
Menuda MARAVILLA. Sensual, visceral, pasional, místico...
July 5, 2023
Para ler e reler. Várias mensagens de feminismo e de erotismo, pela mão de uma das mais brilhantes poetas portuguesas.
March 14, 2025
Se pudesse explicar com um desenho o que este livro significou para mim, faria uma espécie de gráfico que começa em baixo, vai até acima, devagar, depois volta para baixo, sempre na esperança de regressar ao topo. É que realmente não me surpreendeu pela positiva. Esperava demais, talvez. Mas, identifiquei-me com poucos poemas.
April 19, 2025
4,5.
"Enquanto calas
dobas o medo
que te cresce na fala
E a solidão bordas
a ponto de silêncio"
"Enquanto calas
dobas o medo
que te cresce na fala
E a solidão bordas
a ponto de silêncio"
September 19, 2026
"no rumo da minha
vida
estão os livros e as estantes
(...)
Sou dependente dos livros
sem eles posso morrer
perco-me de tão perdida se proibida de ler"
vida
estão os livros e as estantes
(...)
Sou dependente dos livros
sem eles posso morrer
perco-me de tão perdida se proibida de ler"
July 7, 2024
Trajecto na escrita
Vou entrançando
o traçado
do meu trajecto na escrita
Consulto os mapas da alma
o jubilo, a assombração
do coração a desdita
os atlas da insubmissão
as cartas dos oceanos
os versos, a alegoria
Vou navegando à bolina
por entre ventos contrários
e ondas enraivecidas
com a bussola da transgressão
os astrolábios dos dias
e as palavras da poesia
vou atando e desatando
o destino e a desdita
misturando os nós dos mares
com o anelo da paixão
o alvoroço da vida
as duvidas da harmonia
e a minha melancolia
Vou entrançando
o traçado
do meu trajecto na escrita
Consulto os mapas da alma
o jubilo, a assombração
do coração a desdita
os atlas da insubmissão
as cartas dos oceanos
os versos, a alegoria
Vou navegando à bolina
por entre ventos contrários
e ondas enraivecidas
com a bussola da transgressão
os astrolábios dos dias
e as palavras da poesia
vou atando e desatando
o destino e a desdita
misturando os nós dos mares
com o anelo da paixão
o alvoroço da vida
as duvidas da harmonia
e a minha melancolia
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