Durante um ano, Ana e Pedro trocaram cartas sem ao menos se conhecerem. Ela em São Paulo, ele em Belo Horizonte. Durante um ano, trocaram "cartas verdadeiras, (...) construindo (...) uma bonita história da descoberta do amor e da ternura. Da descoberta do outro".
Eu comecei a ler esse livro na escola quando eu tinha uns 11, 12 anos de idade. Ficava ansiosa para que chegasse a semana seguinte para eu pudesse ler mais uma carta da Ana e do Pedro. Mais de 15 anos depois, comprei o livro em um sebo e conclui essa leitura. Trata-se de uma leitura rápida e muito gostosa. Conta a história de dois adolescentes que nunca se viram, mas por meio de uma amiga em comum começam a trocar cartas entre São Paulo e Belo Horizonte, Ana em São Paulo e Pedro em Belo Horizonte. Ao longo das cartas, a amizade entre eles floresce e caminha para paixão. O livro nos faz refletir que em outros tempos, nós tinhamos mais paciência de elaborar esperar um longo tempo por cartas de pessoas queridas. Lembro que minha mãe, em São Paulo, trocava cartas com minha vó que morava no nordeste. Era muito prazeroso ler as cartas de minha vó. Hoje, nós nos inquietamos pela espera de uma mensagem no whatssap que não precisa atravessar as fronteiras físicas. Além disso, o livro aborda outras questões como desigualdade no Brasil, perdas e laços familiares.