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Os desvalidos
"Dantas reinventa o sertão de seus antecessores, cavoucando suas veredas com instrumentos próprios, ferindo-o com profundidade raramente alcançada mesmo nas versões originais." — VejaEm um romance elogiado pela crítica e marcante na produção contemporânea brasileira, Francisco J. C. Dantas retoma em Os desvalidos a tradição consagrada por Graciliano Ramos e Guimarães Rosa, ao mesmo tempo em que atualiza a cultura popular nordestina, relendo tanto a sua literatura – a narrativa oral do cordel e dos exemplários, o gênero dramático da jornada – quanto os seus temas, como a migração, a desvalia e o cangaço. Lançado originalmente em 1993, Os desvalidos é considerado um retorno de qualidade à linguagem regionalista do sertão nordestino. Com a capacidade de Dantas em trabalhar as temáticas de sofrimento e rusticidade com a linguagem apurada que se assemelha a de clássicos como Grande sertã veredas, de Guimarães Rosa, a obra demonstra a vida sertaneja sob o cangaço, a miséria e o esquecimento, através de personagens notáveis.
171 pages, Kindle Edition
First published January 1, 1993
About the author
Francisco J. C. Dantas
9 books3 followersFrancisco J. C. Dantas nasceu em Riachão do Dantas (Sergipe), em 1941. Mestre (pela UFPB) e doutor (pela USP) em Letras, Francisco foi professor da Universidade Federal de Sergipe. Publicou o elogiado romance Coivara da memória aos cinquenta anos. A ele seguiram-se Os desvalidos (1993), Cartilha do silêncio (1997), Sob o peso das sombras (2004), Cabo Josino Viloso (2005) e Caderno de ruminações (2012). Deu aulas regulares de Literatura Brasileira em Berkeley (Universidade da Califórnia), em 2000, no mesmo ano em que recebeu o Prêmio Internacional da União Latina de Literaturas Românicas, na Itália.
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Community Reviews
Displaying 1 - 1 of 1 review
January 18, 2015
Merecia ser muito mais conhecido do público geral este mestre do romance que é Chico Dantas. Todas as suas frases têm cheiro de novo, sem lançar mão de invencionismos como Guimarães Rosa. E sem enxugar o texto a não mais poder como Graciliano, ele consegue penetrar perspicaz, por páginas e páginas, no mundo psicológico, dos sentidos, e - especialmente - da memória de seus personagens, sem esquecer do rumo ágil que vai dando a essa narrativa. As descrições que faz das paisagens são irretocáveis, e o uso do vocabulário regional é espantoso.
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