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Etzel Andergast

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Hros de L'Affaire Maurizius, Etzel Andergast n'avait, dans ce roman, que seize ans. Adolescent, il dfiait le monde des adultes en faisant triompher une vrit soigneusement touffe : Maurizius, condamn par la justice et emprisonn depuis des annes, n'tait pas coupable. Voil prsent - dans ce deuxime tome qui est en lui-mme un roman pouvant se lire de faon indpendante - le jeune Etzel, quelques annes plus tard. Au cours du rcit, l'auteur " C'est un autre Etzel qui se prsente nous, non plus l'ami fidle son ami, non plus le disciple fervent, non plus le plerin en qute de la justice, non plus le vagabond l'impertinence dsarmante, l'esprit gnreux jusqu'au sacrifice, c'est une autre image, un autre homme, et la route qu'il suit est aussi tnbreuse que peut l'tre une route humaine. " En Joseph Kerkhoven, le mdecin aux dons divinatoires, Etzel a trouv un matre et un pre. Entre ces deux personnages une lutte de vie et de mort s'engage. Une lutte d'amour aussi, car Marie, la femme de Kerkhoven, est partage entre son mari et le jeune rebelle. Chacun ira au plus profond de sa passion. Nicole Casanova souligne dans sa prface qu'Etzel Andergast reflte " cette amertume allemande, cette mentalit d'enfant-soldat dont les exemples perdurent un peu partout dans le monde ". C'est l'une des clefs d'une fresque qui claire d'une mme lumire la conscience et l'insconscient de l'individu.

768 pages, Paperback

First published January 1, 1931

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About the author

Jakob Wassermann

348 books43 followers
Jakob Wassermann (1873 – 1934) was a German writer and novelist of Jewish descent.

Born in Fürth, he was the son of a shopkeeper and lost his mother at an early age. He showed literary interest early and published various pieces in small newspapers. Because his father was reluctant to support his literary ambitions, he began a short-lived apprenticeship with a businessman in Vienna after graduation.

He completed his military service in Nuremberg. Afterward, he stayed in southern Germany and in Switzerland. In 1894 he moved to Munich. Here he worked as a secretary and later as a copy editor at the paper Simplicissimus. Around this time he also became acquainted with other writers Rainer Maria Rilke, Hugo von Hofmannsthal, and Thomas Mann.
In 1896 he released his first novel, Melusine. Interestingly, his last name (Wassermann) means "water-man" in German; a "Melusine" (or "Melusina") is a figure of European legends and folklore, a feminine spirit of fresh waters in sacred springs and rivers.
From 1898 he was a theater critic in Vienna. In 1901 he married Julie Speyer, whom he divorced in 1915. Three years later he was married again to Marta Karlweis.

After 1906, he lived alternatively in Vienna or at Altaussee in der Steiermark where he died in 1934 after a severe illness.

In 1926, he was elected to the Prussian Academy of Art. He resigned in 1933, narrowly avoiding an expulsion by the Nazis. In the same year, his books were banned in Germany owing to his Jewish ancestry.

Wassermann's work includes poetry, essays, novels, and short stories. His most important works are considered the novel Der Fall Maurizius (1928) and the autobiography, My Life as German and Jew (Mein Weg als Deutscher und Jude) (1921), in which he discussed the tense relationship between his German and Jewish identities.

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Profile Image for JV.
198 reviews22 followers
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September 16, 2022
Engrama é uma palavra antiga usada em Biologia, quer dizer "um traço de memória duradouro numa célula". É o nome científico para uma impressão no organismo. Schicksalsdrama, tragédia do fatalismo, foi um gênero de teatro muito amado na época do romantismo alemão onde o trágico é obtido através de complicações misteriosas e horrorosas sob a influência de um destino hostil. Wassermann desenvolve essa tradição literária alemã, me parece, para articular um engrama, algo assombroso. Qualquer um que tenha lido O Caso Maurizius compreenderá instantaneamente o que ele quer dizer e acompanhará de perto suas tentativas de colocar esse mistério em palavras. Os personagens – mesmo os supostamente menores – tornam-se mais inescrutáveis quanto mais tentamos identificá-los. Há algo de subterrâneo – quase primordial – nas relações que ligam um personagem a outro; algo que Wassermann sugere repetidamente através de imagens de pântanos, solo, água estagnada, escuridão, cavernas, conchas do mar. Mesmo quando segredos são revelados, ou personagens são desmascarados, outros segredos mais profundos são expostos, máscaras adicionais são descobertas.

Exemplifico. Li os estranhos capítulos em que Leonhardt Maurizius sai da cadeia e primeiramente os julguei supérfluos. Um episódio é quando Leonhardt encontra casualmente uma mulher cujo nome nem lhe é dito nem nos é citado. Embora bonita e vivaz deve estar pelos seus trinta, de gestos desinibidos e conversa fluida ela contrasta vivamente com “os mortos” – seus antigos conhecidos, cujas vidas foram destruídas pelo desastre que o levou à prisão. Já desenganada de sua vida anterior ela recende o doce aroma de uma alma redimida. Quando Leonhardt lhe revela seu nome ela cai aos seus pés e beija suas mãos. Segue-se uma noite de amor ao final da qual ele chora inconsolavelmente; pois apesar desse claro sinal de que a vida lhe abre novamente as portas e deu que um recomeço é possível, por dentro sua alma está comida pelo remorso. Leonhardt Maurizius se joga da ponte no outro dia.

O caso vale para mostrar primeiramente o quanto de tensão a omissão de um nome pode causar. Quem leu sabe que a mulher misteriosa é Sophia Andergast, mãe de Etzel. Ela foi separada do filho por trair o marido. O presente romance, Etzel Andergast, é a história de como mãe e filho se reconectaram. Leonhart Maurizius e Sophia Andergast, na mente de Etzel, são ambos vítimas de injustiça, e ambos são vítimas da implacabilidade de seu pai. No entanto, nenhum dos dois se vê como tal – ou melhor, ambos já superaram isso. Sophia, diz Wassermann, está muito melhor desde o divórcio do que em qualquer outro momento do casamento; quando ela reaparece, ela parece “inesperadamente jovem” – mais como trinta e dois do que trinta e oito – e parece estar desfrutando de sua liberdade (reconhecidamente, ela anseia por se reunir com seu filho, mas não está “curvada pela tristeza”). Maurizius também, embora definhando na prisão por algo que não fez, insiste que de outras maneiras ele foi culpado de assassinar sua esposa, e parece aceitar sua prisão injusta como uma punição merecida. Seu estoicismo – ou fatalismo – torna o desejo de vingança de Etzel sem sentido.

É como se traição e incapacidade de perdoar os outros e a si marcassem a consciência do leitor a ferro e fogo. Etzel não consegue realmente perdoar a mãe e por isso se afasta. Se mete em cabalas políticas que me fizeram lembrar o “Espanha Invertebrada” de Ortega y Gasset. Observa-se o particularismo que impede a época de ver a si como parte e consequência, a mentalidade de que tudo é uma conspiração, a a-historicidade de um narcisista, o ativismo social, a falta de rumo na vida. Corre-nos pelos olhos toda a galeria de tipos da época, o industrial, o político socialista, as comunidades alternativas, o nazista, atrizes burlescas...

Até encontrar Joseph Kerkhovem, um médico mais velho que parece ter resposta e saída para tudo isso. Etzel chama Joseph de Mestre, submete-se ao seu tratamento, dele recebe ajuda espiritual e material além da amizade. Ao final dorme com a esposa do amigo. Há em ambos os romances a busca por parte de Etzel de superar seu pai, Wolf Andergast, mas o filho só consegue ser uma antítese. A traição de Sophia é o dínamo que impulsionou os acontecimentos de “O Caso Maurizius”, a de Etzel é um ponto de interrogação: uma geração não aprende com a outra? A contribuição de Wassermann ao Schicksalsdrama é estender a tragédia de um fato isolado à ciclicidade dos fenômenos cósmicos. Somos condenados a repetir sempre os mesmos erros? De forma patética Etzel volta à casa da mãe e acha em seu pecado um modo de perdoar a mãe.

O livro dá espaço à história de Etzel e de Joseph Kerkhovem, o marido traído. Joseph é como Wassermann idealiza que um homem devia ser e de como lidar com um destino hostil. Perdoa a esposa mas fica profissional e emocionalmente destruído. A primeira metade do livro lhe é dedicada mas falarei mais sobre ele na resenha do último livro da trilogia: “A Terceira Existência de Joseph Kerkhovem”.
Profile Image for Ana-Maria Negrilă.
Author 27 books253 followers
April 30, 2016
O carte complexă, un stil alambicat și o poveste cu iz polițist. Dincolo de asta, un personaj memorabil se angajează într-o călătorie ce-l va conduce spre maturitate.
Profile Image for Peter Jakobs.
230 reviews
October 17, 2016
This was not an easy read - very detailed-oriented narrative with sometimes abrupt jumps written in an old-fashioned style. But I have been fascinated by it and finally made it to end. In summary, the book is about difficulties in human relationships and culminates in a tragic love affair (what else).
The title figure, Etzel Andergast, hero of another book (The Case Maurizius) by Wassermann appears only in the second part and has developed quite differently than expected (at least by me).
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