De longa data, remontando pelo menos ao século XVIII, a França assumiu-se como o foco das novas tendências culturais europeias, funcionando simultaneamente como sua produtora e/ou divulgadora – veja-se o caso do romantismo, conceptualizado na Alemanha, aprimorado na Grã-Bretanha, mas exportado para o mundo via Chateaubriand, Alexandre Dumas pai, e Victor Hugo. A segunda metade do século XIX, em particular, revelou-se fervilhante, fragmentando o panorama literário francês em múltiplos núcleos antagónicos, competindo entre si pela notoriedade artística.
Com base numa crítica sistémica do movimento romântico, então no seu ocaso, constituindo Os Miseráveis (1862) uma das suas últimas grandes realizações, vislumbram-se diversas estéticas que pretendem preencher esse vazio. A primeira a afirmar-se consistentemente foi o realismo. Entrevisto já na obra dos românticos Stendhal, com tendência para a análise psicológica, e Balzac, autor da codificação de todo um mundo que foi a sua monumental La Comédie Humaine, o movimento realista centra-se na objectivação da realidade. Isto é, a arte deve retractar o mundo real, sem exotismo ou recurso ao sobrenatural, na tentativa de melhor captar a vida mundana. As obras de Flaubert, Madame Bovary (1856) com a vida trágica da personagem homónima, uma crítica às heroínas dos românticos, e Educação Sentimental (1869), o seu melhor romance, representam o ponto mais alto do movimento realista. Num tom de crítica anti-romântica mais radical, o naturalismo vai mais além e aplica à metodologia realista os princípios da hereditariedade, condições sociais e ambiente circundante como forças motrizes, e palpáveis, do mundo. São estes os vectores presentes na narrativa de Zola, autor do ambicioso projecto literário Les Rougon-Macquart (1871-1893), a vida de duas famílias aparentadas, uma da alta sociedade, outra do proletariado, durante o Segundo Império, em vinte volumes.
Paralelamente, a poesia assistiu ao surgimento do parnasianismo. Seguindo a própria etimologia da sua designação – emprestada do monte Parnaso, sede das musas da mitologia grega – o movimento parnasiano pretendia retornar aos princípios objectivos da literatura greco-romana manifestados num grande respeito à forma e às regras de versificação num estrito rigor marmóreo, contrário à liberdade métrica da poesia romântica. Por oposição a qualquer instrumentalização, o parnasianismo, seguindo a teoria de Théophile Gautier, almeja o plasmar do belo, recorrendo a temas clássicos, através de uma concepção da arte como propósito em si mesmo, independente de condicionantes nacionais, sociais ou políticas. Esta estética iria atrair nomes sonantes de meados do século, tais como Sully-Prudhomme, primeiro prémio Nobel da literatura da história, em 1901, Leconte de Lisle, tradutor das obras de Homero, Horácio, Sófocles e outros clássicos gregos, e François Coppée, conhecido como “poeta dos humildes”.
O ano de 1857 assistiria ao aparecimento de Charles Baudelaire, talvez o mais importante poeta da segunda metade do século. Com a publicação de As Flores do Mal, Baudelaire, admirando o rigor métrico parnasiano mas rompendo com ele em prol de uma maior liberdade de expressão poética, inaugura uma nova estética que será a grande influência dos movimentos literários fin de siècle: o decadentismo e o simbolismo. Essa estética combinará a mundividência do naturalismo, a vida a nu, expurgada de eufemismos, realçando os aspectos mais sórdidos da sociedade, com o mito byroniano do anti-herói (Byron ele mesmo ou o personagem Manfredo, do livro homónimo) e a visão romântica do poeta proscrito. O resultado será a criação de um novo conceito, o spleen, título de uma obra de Baudelaire, O Spleen de Paris (1869), isto é, um estado de profundo desânimo, angústia e tédio existencial, à luz do qual se pode perceber a sua poesia.
Sob o espectro de Baudelaire, surge uma rejeição expressa contra o movimento realista. Essa reacção tomou as proporções de um movimento contracorrente, o decadentismo. Assumindo como princípios o excesso e a artificialidade, por contraste à realidade objectiva, que consideravam sufocante e limitadora, a estética decadente caracteriza-se por “uma aversão com o ser e com o mundo, perversão, cepticismo e humor vulgar" (KEARNS, pág. 15). É esta a estética que preside ao principal romance do decadentismo francês, Ao Arrepio (1884) de Huysmans. Fazendo a defesa do prazer, tanto como fonte de vida como da sua desilusão inerente, Ao Arrepio causará um impacto considerável em Oscar Wilde, ao ponto de o incluir na narrativa de O Retrato de Dorian Gray (1890) como o livro que corromperá Dorian, juntamente com a influência subversiva de Lord Henry. A par de Huysmans, Stéphane Mallarmé, Theodore Hannon e Tristan Corbière serão os mais importantes autores deste movimento.
Partilhando as mesmas origens baudelairianas e anti-realistas, um pequeno grupo de poetas e homens de letras, inicialmente filiados ao movimento decadentista, irá dar origem ao seu próprio movimento, o simbolismo. Apenas dois anos após a publicação de Ao Arrepio, Jean Moréas dá ao prelo o Manifesto Simbolista. Moréas considera o decadentismo como um estádio inicial de desenvolvimento do simbolismo, partilhando, portanto, inspirações literárias e metodológicas. Não obstante, o seu manifesto é a consumação do desejo latente de autores como Gustave Kahn, Stéphane Mallarmé e Villiers de L’Isle-Adam em distanciar-se daquilo que consideravam um uso abusivo e leviano da linguagem e técnicas baudelairianas. Neste sentido, Moréas começa por definir consistentemente o simbolismo como anti-realista, sobretudo anti-naturalista, desafiando a erudição asfixiante, a afectação declamatória e a descrição objectiva em prol do primado da ideia sugestiva. Isto é, o simbolismo deve ser a expressão subjectiva de conceitos e sensações, utilizando analogias e outros recursos estilísticos de forma a dispor de elementos simbólicos, tal como o próprio nome indica, que representem alusivamente essas sensações, nunca caindo no erro da objectivação do concreto. As divergências com o decadentismo são, no entanto, melhor entendidas à luz da visão de cada movimento em relação à arte. No ensaio O Declínio da Mentira, Oscar Wilde define assim a estética decadente: “o Mentir, o contar de coisas belas e contrárias à verdade, é o propósito próprio da Arte” (WILDE, pág. 50). Pelo contrário, Moréas estabelece como fim último da estética simbolista a procura da verdade, quer através do excesso e exuberância, por entre o caos e a loucura, sempre firmada na experiência subjectiva, mas sempre uma verdade, ininteligível, apenas vagamente perceptível, uma reminiscência de algo maior e fundamental.
Tal como afirmou Paul Valéry, a compartimentação de um contexto literário em movimentos concretos é forçosamente lata e vaga dada a diversidade criativa que cada artista possui e exerce, extravasando esses limites (KEARNS, pág. X). Essa afirmação nunca foi tão justificada quanto em relação a Paul Verlaine. Depois de Baudelaire, Verlaine é, provavelmente, o poeta mais influente, e controverso, da segunda metade do século XIX. Nascido a 30 de Março de 1844, filho único, adorado pela mãe, proveniente de uma família católica e pequeno-burguesa de Metz, muda-se com os pais para a capital, aos 7 anos. Será em Paris, fervilhante centro internacional de cultura, que completará os estudos liceais em 1862, seguindo depois para o curso de direito, projecto que abandonará pouco depois. Contrariamente, prefere frequentar os cafés e círculos literários parisienses, em particular, o salão da Marquesa de Ricard, mãe do poeta parnasiano Louis-Xavier de Ricard, empregando-se numa companhia de seguros para pagar as contas. Aí trava conhecimento com diversas figuras da cultura francesa, Anatole France, Villiers de L’Isle-Adam, François Coppée, Théodore de Banville e Leconte de Lisle.
Atraído pela poesia desde os tempos de liceu, onde compôs o primeiro poema que dele se conhece, Les Girafes, uma breve divagação por terras longínquas, a convivência com os meios culturais vanguardistas produzirá um desenvolvimento intrínseco na sua criatividade. Assim, deslumbrado pela concepção irreverente de Théophile Gautier da arte como fim em si mesma, adere ao parnasianismo e, com a ajuda de Louis-Xavier de Ricard, publica em 1863 o poema Monsieur Prudhomme, uma sátira à sociedade burguesa. Também pela mão de Ricard, Verlaine fará parte integrante dos primeiros dois números da revista Le Parnasse Contemporain, veículo de divulgação do movimento homónimo, de 1866, com oito composições poéticas, e de 1871, desta feita com cinco.
Inebriado pela efervescência dos meios que frequenta, bem como pelo absinto que começa a consumir, Verlaine afirma “o poeta é um louco perdido na aventura" (VERLAINE, pág. 9). Apesar de alinhado com o Parnaso, mantém sempre uma certa individualidade, acabando por descobrir Baudelaire, que lhe proporciona a expansão dos seus horizontes. A nova estética que descobre em As Flores do Mal, das visões oníricas, dos cenários lúgubres, da apologia do poeta como epicentro de uma demanda sobre-humana, e por isso auto-excluída do social, produziram um lento, mas determinante efeito e enraizamento na sua mundividência. Com Os Paraísos Artificiais, obra de Baudelaire que faz a defesa do vinho como exaltador da vontade, Verlaine verá a justificação para o vício da bebida, que contraíra recentemente, elevado aos píncaros de um elixir lírico. Bem assim, também através de Charles Baudelaire e das suas traduções, toma conhecimento da produção literária de Edgar Allan Poe, cujo mundo grotesco do gótico, do macabro, do misterioso, do sobrenatural proveniente da intuição hipersensível e imaginativa, o fascina. Deste modo, cada uma das suas primeiras colectâneas poéticas será um passo cada vez mais firme em direcção ao desenvolvimento de uma estética e de um estilo autónomos que lhe granjearão afirmação na vanguarda parisiense.
Logo em finais de 1866, surgem os Poemas Saturnianos, estrutural e estilisticamente marcados pelo ideário parnasiano, partindo da invocação de Saturno como patrono de uma arquitectura lógica de temas clássicos que contêm, não obstante, a génese de uma melancolia indolente e maldita, porque incompreendida. Seguem-se Fêtes Galantes (1869), que abandonam o cenário greco-romano em troca de um passado mais recente, o Rococó expresso nos quadros de Watteau (1684-1721), de cujas composições artísticas pede emprestado o nome. Ainda estamos sob o primado do belo, mas no seu ocaso, os temas de amor idealizado e romântico são acompanhados pelo sentimento de fracasso, denotando a vaidade inerente aos jogos de sedução entre personagens estilizados, onde se entrevê já um certo pendor decadentista. A paixão e subsequente casamento com a beldade de 16 anos, Mathilde Mauté de Fleurville, em 1870, são a inspiração para um terceiro livro de poesia, La Bonne Chanson, uma proclamação de amor, de forma bastante directa e livre, a nível de estrutura, preenchida com referências à natureza.
A década de 1870 representará uma reviravolta na vida do autor. A 19 de Julho de 1870 estala a Guerra Franco-Prussiana, última etapa da saga da reunificação alemã. A derrota francesa na batalha de Sedan e a rendição do imperador Napoleão III levam rapidamente à queda do Segundo Império e à proclamação da Terceira República, que organiza de imediato um exército de defesa nacional. Verlaine, natural da Lorena, epicentro da guerra, alista-se no exército, embora nunca tenha combatido e, após a derrota francesa, junta-se à Comuna de Paris – governo revolucionário, de cariz socialista radical, descontente com o armistício, não reconhecendo autoridade à república nascente. Figura importante do comité central comunal, é obrigado a fugir de Paris para escapar ao massacre, por parte do exército republicano, que pôs fim à comuna.
Todavia, o evento determinante será o cruzamento com um jovem poeta, Arthur Rimbaud. Admirando de longa data a obra inovadora de Verlaine, Rimbaud, então adolescente, mas já produtor de poemas extraordinários, como “Ophélie” e “Le Dormeur du val”, enceta uma ardente troca de correspondência com o nosso autor. Deslumbrado com o talento de Rimbaud, cada vez mais intrigado, e atraído (houve anteriormente um Lucien Viotti e um Auguste Bretagne na vida de Verlaine), proclama o famoso pedido, “Vem, vem que te chamamos, ó querida grande alma, estamos aqui à tua espera!” (VERLAINE, pág. 10), junto envia um bilhete de comboio. Rimbaud chega a Paris a 10 de Setembro de 1871, é o início de um ardente, extremamente criativo, mas caótico relacionamento amoroso. Verlaine, desempregado, cada vez mais absorvido pela bebida, irá alojar Rimbaud em sua casa, juntamente com Mathilde e Georges, o filho recém-nascido. Sucedem-se as desavenças entre o casal, os acessos de raiva alcoolizada, Mathilde é espancada, em diversas ocasiões, e nem Georges escapa. Enquanto isso, Verlaine e Rimbaud prosseguem o seu relacionamento, acerca do qual o poema que publicam no álbum do círculo literário Zutique, intitulado “Soneto do Olho do Cu”, não deixa margem para dúvidas. Inspirando-se mutuamente, ao mesmo tempo que causam tumulto social, através de um comportamento pautado pela violência e o choque contra convenções sociais homofóbicas, escandalizam a sociedade parisiense ao ponto de serem obrigados a partir para Londres. A vida londrina é ainda mais catastrófica, sobrevivendo à custa de uma magra mesada por parte da mãe de Verlaine, e de algumas aulas privadas de francês, grego e latim. Mais uma vez fugindo ao escrutínio público, intermitentemente desavindos, as suas deambulações acabam em Bruxelas, onde, a 10 de Julho de 1873, sempre embriagado, Paul Verlaine dispara sobre Rimbaud, ferindo-o num pulso. É o fim, no mesmo dia Verlaine é preso, acusado de tentativa de homicídio. Não obstante a retirada da queixa-crime por parte de Rimbaud, Verlaine é condenado a dois anos de encarceramento, dada a investigação policial ter encontrado provas de sodomia e ligação homossexual, um crime na altura.
“Mortal, anjo e demónio, o que é dizer Rimbaud” (VERLAINE, pág. 12-13), queixar-se-á Verlaine, a frase resume bem a ligação entre ambos. Na sequência de todas as provações, Mathilde pede o divórcio. Preso, abandonado por todos, resta a Verlaine a sua poesia. A louca aventura com Rimbaud dará frutos, ao próprio, que publica a magistral Une Saison en Enfer, sobretudo a Verlaine, que produzirá Romances sans Paroles, escrito entre Londres e Bruxelas e publicado em 1874, durante o cumprimento da pena. É a ruptura definitiva com o parnasianismo, acompanhando a sequência das suas inovações e indo mais além. Romances sans Paroles marcam a criação de uma nova estética, inspirada no impressionismo, que Verlaine transpõe para a poesia através de murmúrios sugestivos, de sensações e memórias, intrinsecamente ligadas à associação entre a paisagem e os estados de alma para criar impressões, meramente alusivas, de uma verdade transcendental. Estruturalmente, predominam os poemas curtos, livres dos cânones estanques de versificação parnasiana com vista à plena musicalidade melancólica. É o surgimento do simbolismo, que Moréas nomeará no seu manifesto, confirmando Verlaine como o seu inventor, a par de Mallarmé. Os próximos anos dão-lhe a sua melhor poesia, com colectâneas como Sageza (1880) e Jadis et Naguère (1884). Morrerá prematuramente, desgastado por uma vida de excessos, a 8 de Janeiro de 1896.
À margem da sua obra oficial, existe outra, publicada na clandestinidade, que deve ser tida em conta. Acompanhando a sua vida de desmandos, encontramos uma produção poética que a espelha, sobretudo no que ao cariz sensual e erótico diz respeito. A sexualidade, o erótico e seus derivados, estava na ordem do dia na literatura francesa, apropriada pelo realismo e o naturalismo como fonte de crítica social e de costumes, veja-se os casos de Madame Bovary (1856), Nana (1880), Bel-Ami (1885) e Diário de uma Criada de Quarto (1900). Contudo, cabe a Verlaine a reapropriação do tema sob uma óptica intimista e confessional, utilizando as experiências vividas como material poético, que muito contribuiu para o surgimento do simbolismo. O próprio António Nobre, à chegada a Paris, anotou, numa carta de Novembro de 1890, a relação simbiótica entre ser-se simbolista e “levar vida abjecta” (NOBRE, pág. 19). Bem assim, Verlaine declara-se “maldito” (VERLAINE, pág. 12). É preciso entender ambas as declarações à luz da figura do “poeta maldito”, cunhada por Verlaine, em que este deve, por temperamento, isolar-se da sociedade, libertar-se dos seus constrangimentos, ir até onde mais ninguém ousar ir, refugiando-se unicamente na sua obra, expandindo, consequentemente, os horizontes da literatura através das revelações que por força descobre na sua demanda.
Essa obra oculta é constituída por três livros, cada um dedicado a um tipo de amor diferente. O primeiro, Les Amies, publicado um ano após os Poemas Saturnianos, trata do lesbianismo, recorrendo ainda ao cânone parnasiano, e à figura de Safo, mas servindo-se já da sugestão simbólica para narrar os seus prazeres. Pouco após a sua publicação, foi declarado atentatório da moral pelo poder judicial, tendo sido apreendido, e o editor multado. São os restantes dois livros que constituem a obra Hombres e algumas Mulheres, fruto de uma tradução exclusiva e completa para a Assírio & Alvim, no caso de Hombres, e do reaproveitamento da tradução, para outra editora, de uma antologia de poemas da obra Mulheres (oito de um total de dezoito), ambas pela mão de Luiza Neto Jorge. Hombres é dedicado ao amor homossexual, publicado postumamente, em 1903 (ou 1904, a data é incerta), mas composto entre os anos de 1889 e 1891. Constituído por catorze poemas, é já claramente uma obra simbolista, conotação evidenciada no título que tanto significa homens, em espanhol, como é foneticamente muito semelhante à palavra francesa “ombres” (sombras). Por fim, Mulheres é devotado ao amor heterossexual. Originalmente intitulado D’Alcunes – quem sabe se mais um jogo simbólico com a palavra “lacunes” (lacunas) – foi publicado em Paris em 1890 apenas para ser apreendido pela polícia, reaparecendo três anos mais tarde, editado em Londres, já com o novo nome. É a narração evanescente, misto de sordidez e de inocência lírica, dos prazeres libertinos de Verlaine entre as cortesãs de Paris. Será esta componente libertina, e libertária, intrínseca do simbolismo, que tanto atrairá Pierre Louÿs, influenciando, por exemplo, a sua obra mais famosa, Les Chansons de Bilitis (traduzida para português pela Relógio D’Água como O Sexo de Ler de Bilitis), que foi buscar inspiração a Les Amies.
Referências
KEARNS, James (1989) – Symbolist Landscapes: The Place of Painting in the Poetry and Criticism of Mallarmé and His Circle. Londres: The Modern Humanities Research Association.
WILDE, Oscar (2012) – O Declínio da Mentira/A Alma do Homem e o Socialismo. Lisboa: Relógio D’Água.
VERLAINE, Paul (2002) – Hombres e algumas Mulheres. Lisboa: Assírio & Alvim.
NOBRE, António (2001) – Só. Braga: Verbo (Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, n.º 29).