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La Libertad del Espíritu

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El título de este libro implica un desafío que es de por sí una apuesta. Pues al combinar dos términos -libertad y espíritu- no casualmente pasados de moda, resalta a la esperanza en tanto valor de posibilidad, aun en medio de la grave y destructiva crisis existencial de nuestra hora. Esta combinación, en apariencia insólita, de los escritos de dos autores casi antagónicos en la cultura francesa del siglo XX, se torna por lo tanto restauradora en la medida en que vincula lo polarizado y consigue con los extremos opuestos una nueva circularidad reflexiva. Tanto Antonin Artaud, cuya fama no resta potencia de insurrección a su palabra, como Paul Valery, a quien por descuido o ignorancia suele tildarse de poeta puro -como si esa pureza pudiese condicionar su pensamiento-, representan, en sendos textos aquí reunidos por primera vez con traducción y prólogo de Claudia Schvartz, la figura del intelectual indócil a la exigencias de cualquier acatamiento.

Paperback

First published July 1, 1999

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About the author

Paul Valéry

563 books459 followers
Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry was a French poet, essayist, and philosopher. His interests were sufficiently broad that he can be classified as a polymath. In addition to his fiction (poetry, drama and dialogues), he also wrote many essays and aphorisms on art, history, letters, music, and current events.

Valéry is best known as a poet, and is sometimes considered to be the last of the French Symbolists. But he published fewer than a hundred poems, and none that drew much attention. On the night of 4 October 1892, during a heavy storm, Paul Valéry entered an existential crisis, which made a big impact on his writing career. Around 1898, his writing activity even came to a near-standstill, due partly to the death of his mentor Stéphane Mallarmé and for nearly twenty years from that time on, Valery did not publish a single word until 1917, when he finally broke this 'Great Silence' with the publication of La Jeune Parque at forty-six years of age. This obscure but superbly musical masterpiece, of 512 alexandrine lines in rhyming pairs, had taken him four years to complete, and immediately secured his fame. It is esteemed by many in France as the greatest French poem of the 20th century.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Author 1 book25 followers
June 22, 2022
4,2
Este breve ensayo ha sido una alegre sorpresa, porque aunque está asentado sobre unas bases idealistas o neoclásicas, construyen una crítica muy interesante sobre la modernidad que hizo la posmodernidad. Adelanta cuestiones claras de la globalización y la sociedad líquida y la cultura comercializada en masa. Muy interesante, la verdad.
Profile Image for la poesie a fleur de peau.
508 reviews63 followers
September 20, 2020
Comecei a ler este livro com uma leviandade desaconselhável. Digo-o porque, embora pensasse que o lia de forma atenta, apercebi-me que tinha entrado pelas palavras de Paul Valéry de forma descontraída e que só mais tarde comecei a sentir cada uma delas como um impulso nervoso. Senti uma espécie de choque interno, um embate da alma contra os assuntos que são debatidos — e aí tornou-se impensável lê-lo sem pesar cada frase, sem parar para reflectir (nas minhas atitudes e comportamentos, nas atitudes e comportamentos que observo em meu redor).

"Hoje, as coisas andam muito depressa, as reputações criam-se rapidamente e também assim se desvanecem. Não se cria nada de estável porque nada se faz para haver estabilidade"(p.32): Paul Valéry faleceu em 1945 e algumas destas passagens reflectem o estado actual do mundo em que vivemos com uma acuidade acutilante; e continua: "somos sobretudo assediados por leituras de interesse imediato e violento. Existe nas páginas publicadas uma tal diversidade, uma tal incoerência, uma tal necessidade de novidades (principalmente em certos dias), que se pudermos dedicar vinte e quatro horas por dia à leitura as teremos totalmente ocupadas e os espíritos perturbados, agitados e excitados"(p.32) — talvez este seja o momento da história da civilização ocidental em que abusam a proliferação e profusão de referências, de experiências, de informações (falsas, verdadeiras, que se sobrepõem umas às outras com uma velocidade atroz. Nada se fixa, nada permanece, nada se instala); mantermo-nos à tona e actuais exige quase uma luta constante e diária; a incapacidade de filtrarmos os estímulos que nos chegam, perceber que nada se fixa nem é devidamente valorizado, tudo isso opera contra a liberdade de espírito (que, como refere Valéry escreve, "exige, pelo contrário, um distanciamento, uma recusa de todas essas sensações incoerentes ou violentas que recebemos a cada instante da vida moderna.").

Quando pensava que tinha chegado a um ponto máximo de relação com este livro, compreendo que Valéry se preparava, ainda, para colocar o (aliás, outro) dedo na ferida: quando entra directamente pelo tema das liberdades individuais senti-me abismada: "Nunca pensamos que somos livres quando nada nos faz reparar que não o somos, ou que podemos não ser. A ideia de liberdade é uma resposta a alguma hipótese de desconforto, de impedimento, de resistência, que se opõe a um impulso do nosso ser, a um desejo dos sentidos, a uma necessidade que seja também o exercício da nossa vontade reflexiva.(p.40)": uma vez mais, é a pertinência das palavras do autor, que tão bem se ajustam ao que vivemos hoje, que me interessa (e essas palavras já se ajustariam na altura, claramente, mas parece-me que de tempos em tempos precisam de ser renovadas para que a Humanidade não se esqueça delas); pensei de imediato nas discussões em torno dos privilégios detidos por um grupo de pessoas face a outros, um dos grandes focos de debate e de consciencialização actuais. Talvez as reflexões de Paul Valéry possam trazer novas luzes a temas que parecem quase imutáveis e transversais aos séculos XX e XXI — ou, não trazendo necessariamente uma nova luz, pergunto-me se não poderemos recorrer a elas para manter, dentro de nós, esta chama acesa.
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12 reviews
January 22, 2021

Valéry, célebre simbolista francês, declarava, em 1939:

«É um sinal dos tempos, e não é um bom sinal, que hoje seja necessário - e não somente necessário, mas que seja mesmo urgente - fazer com que os espíritos se interessem pelo destino do Espírito, ou seja, pelo seu próprio destino.»
Abrindo assim a conferência, dava conta da urgência que tinha a Literatura em restabelecer-se como lugar seleto.

Num misto de analogias, proporções e equiparações, o conferencista divulga o seu raciocínio-manifesto com simplicidade e sageza. Assim, considerando duas economias: uma «espiritual» e outra «material», pretende, no que lhe diz respeito, cotar as «doutrinas» e «ideias». É com base nestas «mercadorias» que estrutura então o «mercado do espírito», que é dizer, grosso modo, o espírito da época. Ora, mantendo o raciocínio, equiparará artistas e mercadores, defendendo que onde o comércio se viu próspero outrora, também a Arte.

Não obstante, o objetivo da conferência vai além da constatação e da correlação, procurando provar o esquecimento em que cai quem realmente Escreve, enumerando os motivos a isso conducentes. Como tal, questiona em grande medida o conceito de «Liberdade» e pesa o impacto das suas “barreiras” em quem escreve, aliás, pesa o impacto das suas barreiras em quem lê (ou em quem consome livros: «O nosso homem está perdido para o livro…») e as repercussões sentidas naqueles.

A propósito de Liberdade, dizia Valéry:

«Tenho-vos falado de liberdade… Existe a liberdade vulgar e a liberdade do espírito.»

«Uma palavra que ergueu os homens e faz tremer as pedras da calçada. Uma palavra que uniu os que pareciam mais fracos, fazendo-os sentir-se mais fortes, contra os que pareciam mais fortes e que não se sentiam os mais fracos.»

Talvez tenha razão…

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