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Dia Um
Um retrato vertiginoso e emocionante do luto e da depressão.
Ao descrever um episódio aterrador que transformará em definitivo a vida das pessoas ao seu redor, o narrador deste livro investiga as ambivalências dos laços afetivos, equilibrados entre a beleza e a fragilidade.
Ao descrever um episódio aterrador que transformará em definitivo a vida das pessoas ao seu redor, o narrador deste livro investiga as ambivalências dos laços afetivos, equilibrados entre a beleza e a fragilidade.
228 pages, Kindle Edition
First published November 10, 2022
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Community Reviews
Displaying 1 - 11 of 11 reviews
February 28, 2024
Um livro que parece ser ter sido escrito como um lembrete, porque é disso que a depressão se trata: repetir, repetir, repetir e elaborar a própria história porque é fácil perder referência de passado e esperança de futuro quando tudo o que há é a dor do presente. O narrador, inclusive, escreve assim, como se fosse primordial não perder a memória da dor, porque o depressivo não se entende como indivíduo sem ela. A partir do evento trágico envolvendo o irmão, a história faz um repasse sobre como questões de saúde mental fazem parte de uma teia intrincada que consome todos os que estão ao redor. É um livro cru, melancólico, mas jamais comiserado. Muito bom!
March 7, 2024
Leitura potente e tocante, que pode fazer os olhos marejarem e o coração partir, mas também fazer rir. Uma preciosidade!
September 6, 2026
Dia Um, de Thiago Camelo, parte do suicídio do irmão mais velho do narrador, que se joga do sétimo andar de um apart-hotel em Copacabana. A partir dessa morte, o protagonista revisita a infância e a história de sua família, tentando entender o irmão, os sinais que talvez tenham passado despercebidos e tudo aquilo que poderia ou não ter sido diferente.
A narrativa vai e volta no tempo, reconstruindo a vida dos três irmãos e a relação com os pais. Depois da tragédia, lembranças aparentemente banais ganham outro peso, como se o narrador procurasse no passado alguma explicação capaz de tornar a perda compreensível.
O título representa justamente essa ruptura: existe a vida antes da morte e o “dia um” de uma nova existência para quem ficou. O livro fala de suicídio, depressão, culpa e luto, mas principalmente da dificuldade de aceitar que algumas perguntas nunca terão resposta.
A história tem forte inspiração autobiográfica: Camelo também perdeu o irmão mais velho por suicídio. Talvez por isso o livro seja tão íntimo e contido, sem transformar a tragédia em melodrama. No fundo, é um livro sobre aprender a continuar vivendo depois de uma perda que muda para sempre a forma como enxergamos o passado.
A narrativa vai e volta no tempo, reconstruindo a vida dos três irmãos e a relação com os pais. Depois da tragédia, lembranças aparentemente banais ganham outro peso, como se o narrador procurasse no passado alguma explicação capaz de tornar a perda compreensível.
O título representa justamente essa ruptura: existe a vida antes da morte e o “dia um” de uma nova existência para quem ficou. O livro fala de suicídio, depressão, culpa e luto, mas principalmente da dificuldade de aceitar que algumas perguntas nunca terão resposta.
A história tem forte inspiração autobiográfica: Camelo também perdeu o irmão mais velho por suicídio. Talvez por isso o livro seja tão íntimo e contido, sem transformar a tragédia em melodrama. No fundo, é um livro sobre aprender a continuar vivendo depois de uma perda que muda para sempre a forma como enxergamos o passado.
December 4, 2023
Este é um livro sobre luto, e me deixou muito triste e angustiado.
O protagonista, não nomeado, recebe uma ligação informando-o de que seu irmão mais velho se suicidou, jogando-se de um prédio. Somos então levados a acompanhar pela ótica deste protagonista o tal dia um do título, e as repercussões do fato nele, no irmão do meio, no pai e na mãe.
Mas logo passamos a alternar (aleatoriamente?) entre passado e futuro, mostrando a infância dos irmãos, sua vida compartilhada, suas vidas separadas pré-acontecimento, o irmão mais velho tentando lidar com suas questões psicológicas; mostrando também como o suicídio destruiu a mãe, e os buracos que se abriram na família.
Não gostei muito da estrutura, não gostei de uma cena de sexo mais gráfica que achei que não casou com o tom do livro. Mas em geral me vi tocado pela história. Acredito que depende das experiências de vida de cada um relacionar-se ou não com o enredo. 4 estrelas.
O protagonista, não nomeado, recebe uma ligação informando-o de que seu irmão mais velho se suicidou, jogando-se de um prédio. Somos então levados a acompanhar pela ótica deste protagonista o tal dia um do título, e as repercussões do fato nele, no irmão do meio, no pai e na mãe.
Mas logo passamos a alternar (aleatoriamente?) entre passado e futuro, mostrando a infância dos irmãos, sua vida compartilhada, suas vidas separadas pré-acontecimento, o irmão mais velho tentando lidar com suas questões psicológicas; mostrando também como o suicídio destruiu a mãe, e os buracos que se abriram na família.
Não gostei muito da estrutura, não gostei de uma cena de sexo mais gráfica que achei que não casou com o tom do livro. Mas em geral me vi tocado pela história. Acredito que depende das experiências de vida de cada um relacionar-se ou não com o enredo. 4 estrelas.
January 29, 2024
Acredito que mais do que um livro sobre luto, é também um livro pra quem sabe a dor de ter depressão, ansiedade, crise de pânico etc.
Pra mim, sempre foi raro me deparar com livros sobre essa temática, achei pertinente.
O começo do livro é bruto, terrivelmente dolorido, mas aos poucos a gente entende como o luto vai movendo ondas dentro de nós, na perspectiva de alguém que também sofre com a tristeza que também afeta a família inteira.
Mas é um livro bonito também por abordar essa relação entre irmãos, isso de crescer com alguém que veio antes de você ou que você é o mais velho, faz a gente ter um laço mais do que hierárquico, mas de memória.
Pra mim, sempre foi raro me deparar com livros sobre essa temática, achei pertinente.
O começo do livro é bruto, terrivelmente dolorido, mas aos poucos a gente entende como o luto vai movendo ondas dentro de nós, na perspectiva de alguém que também sofre com a tristeza que também afeta a família inteira.
Mas é um livro bonito também por abordar essa relação entre irmãos, isso de crescer com alguém que veio antes de você ou que você é o mais velho, faz a gente ter um laço mais do que hierárquico, mas de memória.
January 7, 2023
um dos livros mais tristes que eu já li. lindo, mas como disse natercia pontes sobre ele “de uma melancolia de doer os ossos”. a peregrinação emocional, estrutural e geográfica de um irmão mais novo que vive o luto do irmão mais velho, que falece através do suicidio. só sei dizer que estou toda revirada e não sei se isso é bom ou ruim
April 9, 2024
Um livro sobre morte e luto. Mais especificamente sobre o suicídio de um dos integrantes da família e seu efeito sobre os demais.
O narrador, fora de ordem cronológica, analisa passado, presente e futuro dessa família enquanto vamos entendendo um pouco mais da dinâmica vivida por eles.
O narrador, fora de ordem cronológica, analisa passado, presente e futuro dessa família enquanto vamos entendendo um pouco mais da dinâmica vivida por eles.
January 9, 2023
a escrita lindíssima e uma história muito imersiva. gostei d+++
January 7, 2024
Muito bem escrito, o assunto delicado (depressão e suicídio) é abordado de uma maneira interessante, sem tentar suavizar o tema e causa uma angústia grande
September 6, 2025
Sensacional. Envolvente. Belo.
June 26, 2024
Dia Um é um livro muito pesado, principalmente no que se diz sobre depressão e ansiedade. É sobre morte e luto também. É um livro de rápida leitura, mas muito profundo!
Simplesmente, o irmão mais velho do personagem "você" se suicidou... E então você vai vivendo as memórias e os sentimentos de luto, memórias sobre a infância e adolescência dele e os irmãos. Muitas dessas descrições mexeram demais comigo, porque relações de irmãos são sempre com altos e baixos, e muitas vezes incondicionais - como a minha com meus irmãos. Que livro intenso!
Me peguei emocionada inúmeras vezes... Inclusive, chorei em um certo momento. É intenso, é bonito, e quem tem irmãos com quem se dá bem vai amar e se pegar nostálgico ao reviver os momentos da infância do personagem Você.
"Deve ser desesperador ser o mensageiro da morte de alguém, você pensa depois de anos. Ligar para dezenas de pessoas numa manhã de sábado, planos de paz e praia, sono e nada, mas não, seu amigo, aquele seu amigo vivo, morreu." (Página 27)
Simplesmente, o irmão mais velho do personagem "você" se suicidou... E então você vai vivendo as memórias e os sentimentos de luto, memórias sobre a infância e adolescência dele e os irmãos. Muitas dessas descrições mexeram demais comigo, porque relações de irmãos são sempre com altos e baixos, e muitas vezes incondicionais - como a minha com meus irmãos. Que livro intenso!
Me peguei emocionada inúmeras vezes... Inclusive, chorei em um certo momento. É intenso, é bonito, e quem tem irmãos com quem se dá bem vai amar e se pegar nostálgico ao reviver os momentos da infância do personagem Você.
"Deve ser desesperador ser o mensageiro da morte de alguém, você pensa depois de anos. Ligar para dezenas de pessoas numa manhã de sábado, planos de paz e praia, sono e nada, mas não, seu amigo, aquele seu amigo vivo, morreu." (Página 27)
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