Pela segunda vez em menos de trinta dias, a garota sumiu.
A Editora Contracorrente tem a satisfação de anunciar a publicação do livro Cidade das orações perdidas, uma ficção de Juliana Daglio, aclamada autora da literatura de horror nacional.
Baseado em histórias que costumavam assustar crianças antes de dormir, histórias contadas por avós ao redor de fogueiras, este romance resgata lendas conhecidas no interior do país para, por meio do engenho da autora, oferecer ao leitor uma experiência singular com o mistério e o mal, ao mesmo tempo em que lida com valores profundamente humanos.
Ambientado em uma cidade fictícia da Cuesta do Estado de São Paulo, este livro de terror narra o inusitado encontro entre um policial (Virgílio) afastado do ofício depois de uma tragédia em sua vida e uma garotinha rejeitada (Ramona) que encontra nele a solução de um dos maiores mistérios de sua curta existência. Com frequentes desaparecimentos, Ramona é sempre reencontrada em cenas em que ocorreram crimes hediondos. Ao ser adotada pelo irmão de Virgílio, passa a depositar em seu novo "tio" a missão de ajudá-la a evitar que essas desgraças aconteçam.
No entanto, uma figura emblemática surge no caminho de ambos. O Homem-dos-pés-de-bode, que ganha forças durante as celebrações que ocorrem entre os dias 31 de outubro e 02 de novembro, está decidido a liquidar a parceria da dupla.
Em Oratório, espaço onde se desenvolve este romance sombrio, preces não são ouvidas, ao contrário do que o nome da cidade parece sugerir. Assim, resta aos protagonistas da história contar com si mesmos no embate contra esse monstro. Nesse contexto de desalento, poderiam uma criança abandonada e um policial desvairado vencer uma lenda tão mortal?
Quando eu vi a sinopse desse livro eu sabia que seria uma leitura que eu ia adorar: tem cidade do interior, tem folclore, tem capiroto, tem crianças bizarras, tem uma espécie de amigo imaginário. Sério, juntou TODOS os elementos que mais gosto no terror em uma única história.
Eu gostei bastante da ambientação e do ritmo da narrativa. Achei que ficou na medida certa e te faz querer continuar o próximo capítulo para descobrir o que acontece. Além disso, ADOREI o final. Achei mega coerente e, apesar do gosto agridoce, na minha cabeça era o único final possível.
O único ponto que me afastou um pouco foi o estilo da linguagem. Achei um pouco rebuscada, mas sou suspeito pra falar porque prefiro narrativas mais próxima da oralidade. Ainda assim, foi uma experiência incrível essa leitura e sei que tanto Virgílio quanto Ananda ainda continuarão muito tempo comigo.
“São as pessoas sem fé que testam nossa capacidade de acreditar. São as sem amor que nos ensinam a amar. É o mal que nos faz ver o que realmente é bom.”
Mergulhei nesse vendo uma sinopse bem pequena e que delícia ver um livro nacional com uma história bafo envolvendo uma cidadezinha no interior de São Paulo, lendas antigas, coisas sobrenaturais e crianças encapetadas, sem contar um casal cheio de química. Algumas coisas não fui tão fã como a linguagem rebuscada, muuitos momentos de “nossa agora descobri algo chocante” e corta pra outro pov e um final que não sei se convence muito, poderia ter seguido por vários caminhos mais interessantes. Mas ainda assim Cidade é um livro muito bom e que super enxergo uma adaptação com Isis Valverde e Marcos Palmeira como protagonistas.
A escrita é incrível, a autora está de parabéns! Amei esse livro de paixão até o meio, talvez até o final da parte dois, depois apenas o adorei hahahah As partes mais recheadas de fantasia não me agradaram tanto como o esperado, mas não estragou o livro.