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El yo soberano: Ensayo sobre las derivas identitarias

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Le déboulonnage des statues au nom de la lutte contre le racisme déconcerte. La violence avec laquelle la détestation des hommes s’affiche au cœur du combat féministe interroge. Que s’est-il donc passé pour que les engagements émancipateurs d’autrefois, les luttes anticoloniales et féministes notamment, opèrent un tel repli sur soi ?
Le phénomène d’« assignation identitaire » monte en puissance depuis une vingtaine d’années, au point d’impliquer la société tout entière. En témoignent l’évolution de la notion de genre et les métamorphoses de l’idée de race. Dans les deux cas, des instruments de pensée d’une formidable richesse – issus des œuvres de Sartre, Beauvoir, Lacan, Césaire, Said, Fanon, Foucault, Deleuze ou Derrida – ont été réinterprétés jusqu’à l’outrance afin de conforter les idéaux d’un nouveau conformisme dont on trouve la trace autant chez certains adeptes du transgenrisme queer que du côté des Indigènes de la République et autres mouvements immergés dans la quête d’une politique racisée.
Mais parallèlement, la notion d’identité nationale a fait retour dans le discours des polémistes de l’extrême droite française, habités par la terreur du « grand remplacement » de soi par une altérité diabolisée : le migrant, le musulman, mai 68, etc. Ce discours valorise ce que les identitaires de l’autre bord récusent : l’identité blanche, masculine, virile, colonialiste, occidentale.
Identité contre identité, donc.
Un point commun entre toutes ces dérives : l’essentialisation de la différence et de l’universel. Élisabeth Roudinesco propose, en conclusion, quelques pistes pour échapper à cet enfer. Historienne, Élisabeth Roudinesco est l’auteur de livres qui ont fait date sur l’Histoire de la psychanalyse en France, Jacques Lacan, Sigmund Freud (Prix Décembre 2014), la famille, etc. Elle est traduite dans le monde entier.

256 pages, Paperback

Published January 12, 2023

24 people are currently reading
142 people want to read

About the author

Élisabeth Roudinesco

76 books83 followers
Élisabeth Roudinesco est la seule à avoir su, avec la précision de l'historienne et l'expérience de la praticienne, faire revivre en une fresque documentée les doctrines, les hommes et les femmes qui ont incarné en France cette révolution de l'âme.
La seule aussi à avoir mis en perspective les théories, les mouvements et les débats qui n'ont cessé d'animer le milieu psychanalytique français depuis 1885 : de l'arrivée à Paris de Freud, venu assister aux leçons de Charcot à la Salpêtrière, jusqu'à la récente mise en cause des thérapies psychanalytiques, en passant par l'extraordinaire aventure lacanienne.

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Displaying 1 - 18 of 18 reviews
Profile Image for Haymone Neto.
330 reviews5 followers
June 13, 2022
Este livro é uma investigação crítica a respeito dos movimentos identitários do presente. Roudinesco, como se sabe, é autora de biografias de Freud e Lacan e de uma longa bibliografia sobre psicanálise, traduzida para várias línguas.

O foco dela aqui é a França atual, por isso, muitos dos personagens citados são pouco conhecidos do público brasileiro. Por outro lado, esse mergulho no debate público francês só mostra o quanto as derivas identitárias estão disseminadas no mundo; muitos desses personagens têm correspondentes possíveis no Brasil.

Roudinesco sai em busca de alguns dos fundadores das tendências atuais: Césaire, Fanon, Beauvoir, Derrida, Foucault, Said, Lévi-Strauss e principalmente Sartre, de quem faz uma defesa apaixonada.

A partir deles, mostra o surgimento das derivas identitárias, cunhadas principalmente nos departamentos dos diversos "studies" das universidades americanas e, a partir daí, disseminados para o mundo, inclusive para a própria França. Critica enfaticamente autores como Spivak, Chakrabarty e, em especial, Bhabha.

(Aliás, chama a atenção a quantidade de notas ao fim do livro. É impossível explorar essas páginas sem recorrer a cada instante a essas referências e comentários.)

Para Roudinesco, a cultura identitária é "uma das respostas ao enfraquecimento do ideal coletivo" — assim, as lutas "societais" se sobrepõem às lutas sociais e tudo se torna identitário: "as maneiras de comer, de fazer amor, de dormir, de dirigir um carro. Cada neurose, cada particularidade, cada roupa que se usa remete a uma designação identitária,  segundo o princípio geral de conflito entre si mesmo e os outros" (p. 23).

A autora critica o que chama de hierarquização das identidades: "longe de ser emancipador, o processo de redução identitária reconstrói aquilo que pretende desfazer" (p. 20). E ainda: "no coração de todo sistema identitário há sempre o lugar maldito do outro, irredutível a qualquer designação e destinado à vergonha de ser si-mesmo" (p. 21).

Ela denuncia, entre várias outras coisas, o que chama de "falar obscuro" das derivas identitárias: a proliferação de prefixos, sufixos, fobias, neologismos e os "enquantos". "O 'falar obscuro' terá como característica exprimir proposições tão tortuosas que dizem tudo e seu contrário, e que, portanto, nenhum estudo crítico poderá jamais refutar. É uma forma de tornar impossível o debate fora das panelinhas" (p. 141).

O último capítulo, meio deslocado do restante do livro, mas igualmente importante, é dedicado à extrema-direita francesa e denuncia em especial a cumplicidade da mídia com figuras como Eric Zemmour, algo como um Olavão da terra do Asterix.

Gostei muito do livro, devorei-o em poucos dias. Acho que a principal força dele é defender aqueles autores fundadores em suas posições teóricas e políticas, em especial Sartre, um dos nomes centrais da luta anticolonial na França. Sinto falta, contudo, de uma tentativa de entender histórica e psicanaliticamente o que explica a força das derivas identitárias no presente. Gostaria de ler o que Roudinesco tem a dizer, por exemplo, sobre as redes sociais, que me parecem ser o terreno mais fértil para esses movimentos. Mas fica pro próximo livro.
Profile Image for Sheziss.
1,367 reviews486 followers
March 23, 2023
Me gusta la autora y por eso me lo leo. Sin embargo, gran parte del libro trata de las mareas identitarias en Francia, donde pega más fuerte que aquí. Al haberlo leído poco después de El tiempo de las víctimas, no puedo evitar relacionar ciertos puntos. Me llama la atención lo que dice sobre el hecho de que, tras la Segunda Guerra Mundial, se esperase un pico de demandas "coloniales" y que poco a poco fuese remitiendo con el tiempo. Pero no ha sido así, ha habido un aumento casi exponencial de alusiones a este tema, con movimientos como el #MeToo y #BlackLivesMatter. ¿Hasta cuándo se mantendrá esto? ¿Hasta cuándo uno puede reclamar el ser víctima de sucesos del pasado? ¿Cuándo caducará la demanda llamada lícita de ciertos colectivos considerados más agraviados hacia otros colectivos considerados más privilegiados?

Roudinesco es una mujer inteligente y perspicaz. Aunque lo que diga me suene de las antípodas, me sigue sonando bien.
Profile Image for Guilherme Smee.
Author 27 books191 followers
December 18, 2023
Se Elisabeth Roudinesco não é uma pensadora reacionária, ela se esforça muito para parecer. Adquiri este livro porque o subtítulo é "ensaio sobre as derivas identitárias", mas na verdade o melhor subtítulo seria "crítica sobre as derivas identitárias". Fica bem claro no livro que Roudinesco acha pertinente que exista uma divisão étnico-racial com judeus e negros sendo separados de brancos, mas que as divisões baseadas em gênero são fantasias criadas para o bem do tal eu soberano que ela intitula este trabalho. Chega mesmo a dizer que toda identidade é egoísta e que dividem da mesma forma as pessoas seja uma supremacia branca ou a reinvindicação por direitos de minorias sexuais. Esse é um mundo livre, e tudo pode ser publicado numa página em branco, mas aqui, Roudinesco deprecia anos de conquistas de direitos de todas as diversas minorias sexuais que existem no mundo, como também desconsidera as lutas interseccionais. Fica difícil de defender uma autora com ideias como essas...
Profile Image for Rogério Godinho.
Author 15 books23 followers
March 14, 2022
Infelizmente, desisti do livro no segundo capítulo. Roudinesco tem uma visão ultrapassada do gênero, chegando mesmo a ser transfóbica. Ela fala em "vontade delirante", diz que a "realidade biológica jamais poderá ser erradicada" e outras observações anacrônicas.
Talvez ainda possa ser útil para quem precisa entender o identitarismo europeu, mas me parece inútil para quem busca uma visão geral mais atual.
Profile Image for Tuices.
154 reviews218 followers
July 12, 2023
200 páginas para decir lo mismo que en el epílogo: que las derivas identitarias de toda índole son producto del individualismo y que el Estado está para proteger a la ciudadanía y no para legislar sobre deseos o sentimientos.

Para este viaje no hacían falta alforjas.
Profile Image for Richard Odier.
126 reviews8 followers
April 4, 2021
Excellent livre sur les dérives identitaires
Un travail de fond, et d’une qualité et d’une précision qui permet de cerner les folies d’aujourd’hui.
849 reviews51 followers
April 23, 2023
3.5 Ensayo necesario, urgente desde la perspectiva europea, pero que debe ser contextualizado para su comprensión, pues en ocasiones falta algo del ”sine ira et studio" tan recomendado por los clásicos.

Roudinesco, aclamada intelectual francesa muy relacionada con el psicoanálisis freudolacaniano pero también muy polémica y litigante con ciertas (re)interpretaciones de dicha tendencia, ofrece aquí una crítica a las tendencias identitarias que basan sus supuestos en la raza, la esencializacion sexual o la distorsión filosófica europea entre otras. Todo ello desde el lugar donde vive: Francia.

Este último dato es importante dado que se lee a menudo tanto por parte de (1) críticos reaccionarios de derechas, como de (2) anti-identitarios antifilosofia continental (i.e. cientifistas, por ejemplo, entre otros) como de (3) "identitarios" (es un grupo muy heterogéneo como el libro explica) que todo el alimento filosófico de las tendencias criticadas en este ensayo provienen de la french theory (Lacan, Levi Strauss, Deleuze, Derrida, Fanon, Aimee, Foucault...). Es muy triste ver este caso error en "héroes del liberalismo" como Juan Soto Ivars.

Este libro debe ser, por tanto, juzgado especialmente como un ataque a esa tesis, cacareada por todos aquellos que o no los han leído o solo superficialmente. Esos autores no sólo no tienen que ver con dichas tendencias, sino que son producto de una distorsión (malintencionada incluso) de lo que dijeron, tal y como Roudinesco demuestra en varias ocasiones. Décadas de lucha contra radicalismos monolíticos, victimismos unilaterales, discriminaciones de género y sexo, egocentrismos basados en narcisismos de las pequeñas diferencias y colonizaciones culturales se están malogrando por las doctrinas woke, la justice theory, ciertas tendencias queer y trans, etcétera...

Ahora bien, Roudinesco, que se muestra especialmente enfadada por los zarpazos que estás tendencias están lanzando contra los Derechos Humanos, el republicanismo, el laicismo o la libertad creativa, en ocasiones comete, en mi opinión, dos excesos a lo largo del ensayo:

-poca contextualización, profundización filosófica y explicación de ciertos temas. Quizás da por hecho muchas cosas, pero eso genera algo de oscuridad. Por ejemplo, en el asunto género-sexo, da la impresión de que se ha quedado un tanto atrás en los ingredientes epistemológicos implicados; le falta aclarar (o debatir acerca de) la diferencia entre hombre/mujer y macho/hembra, el concepto de sexuacion lacaniana, etcétera. Aunque se debe coincidir en su crítica a Fausto-Sterling y al paradigma biomédico como único camino en menores de edad, veo más recomendable (y actual) leer a Genevieve Morel, Miqel Bassols, Laura Llevadot, Miqel Misse...

-criticas poco comedidas, breves y no aclaradas, a autores como Jean Copjec, Slavoj Zizek, Judith Butler o Michel Onfray. Al tratarlos con excesivo desdén está criticando posicionamientos (i.e. el antihistoricismo de Copjec) que, aunque pudiesen ser criticados, no están relacionados en causa-efecto con las dianas del ensayo. Poner en el mismo saco a Spivak y a Copjek es absurdo, al igual que hacer pasar a Zizek como un distorsionador terrible de Lacan al mismo nivel que neoracistas (cuando Zizek es crítico, como Roudinesco, con las tendencias identitarias).

Esas pinceladas furibundas de Roudinesco me han parecido fuera de lugar y sesgadas. Por suerte, sólo surgen en momentos muy concretos y no creo que empañen la tesis principal del libro.

En conclusión, es un ensayo recomendable para ser conscientes del peligro de este maremágnum de tendencias retóricas que suponen un grave peligro para las libertades y el conocimiento. A Roudinesco le ha faltado, no obstante, pulir su discurso y su enfado para no abofetear en exceso a diestro y siniestro.

P.D: Me entran dudas, por cierto, de si Hohmi Bhava es tan carente de utilidad y tan absolutamente despreciable a nivel ideológico como la autora expone. No lo he leído directamente, pero sí indirectamente. Su clásico del 1993 parece tener herramientas críticas interesantes, tal y como ha señalado Fernando Castro.
Profile Image for Luis.
119 reviews
February 16, 2025
Un libro muy interesante que indaga en la cuestión de cómo construimos nuestra identidad en el panorama sociopolítico que nos atañe en la década de los 2020. La autora extrae de muchos autores para formar una visión que critica tanto a la extrema derecha, como la izquierda radical, en un laberinto de políticas sociales que parece estar tan mezclado que no hay escapatoria de ser parte de una tradición histórica que nos encarcela en racismos, antirracismos, racialismos, discriminatorismos, anti-discriminatorismos y un sin fin de etiquetas más. Cuestiona muy aptamente el origen de muchas de las formas en las que se han intentado construir posturas anticoloniales, argumentando que en el fondo, siguen respondiendo a construcciones ideológicas plenamente coloniales. A veces falla (a mi parecer) en establecer ejemplos concretos de ciertas ideas que relata, pero la verdad es que es un libro muy evocador y que te deja pensando mucho.

Nada es blanco y negro en este mundo, a pesar de que muchos de los movimientos y políticos actuales traten de hacerlo parecer de ese modo. Uno puede partir de posturas de muchos lados, que tienen un mar rizomático de visiones por detrás. No es tan sencillo como plantearlo como izquierda y derecha, pues hay ideas que trascienden más allá de este espectro falsificado que, finalmente, surge de una visión europea contemporánea. Este ensayo no posee todas las respuestas, claramente, pero como punto de partida para cuestionar cómo nos acercamos al "yo" desde el género, "etnia" y cultura en la época actual, tiene pasajes muy recomendados.
Profile Image for agalmagalma.
6 reviews1 follower
January 27, 2024
A pesar de ser un tema fascinante --o precisamente por ello-- este libro resulta un tanto decepcionante. Roudinesco suele ofrecer argumentos claros y bien fundamentados, pero este libro se siente apresurado, con planteamientos que a veces resultan igual de dogmáticos que los que pretende combatir. Muchísimas afirmaciones en tono apodíctico que, a mi parecer, no están sustentadas del todo, por más que esté tentado a coincidir con ellas. Lo que se extraña es la construcción argumentativa, escalonada, que permite hacer una transición satisfactoria hacia una conclusión. En fin, no es una pérdida de tiempo; la autora conserva el buen hábito de citar muchas fuentes, cosa que se agradece mucho, principalmente porque las obras aludidas pertenecen a una tradición intelectual de la que, presas del dominio casi total del imperialismo cultural americano, cada vez nos vemos más alejados; una tradición menos torpe, menos insular, más imaginativa... en fin.
Profile Image for Scared hobbit.
17 reviews
January 1, 2025
Hormis quelques pistes de réflexions intéressantes sur les risques des politiques centrées sur les identités cet essai m'a posé problème. Premièrement les arguments sont mal structurés, les idées de Roudinesco sont peu claires et mal avancées. Globalement l'essai est mal écrit. Deuxièmement, l'autrice fait preuve d'une grande malhonnêteté intellectuelle, particulièrement dans son chapitre sur le genre, en extrapolant et exagérant la réalité concernant les personnes transgenres et les politiques liées à ces identités. Troisièmement, j'estime que l'autrice montre un clair manque de connaissance concernant la définition même du racisme ce qui entrave largement son propos. Pour finir, j'ai globalement trouvé une attitude relativement paternaliste chez Roudinesco et été en désaccord avec pas mal de points comme ses propos sur l'islamophobie (qu'elle estime inexistante) et sur la laïcité à la française avec laquelle je ne suis pas en accord.
Profile Image for El lector errante.
33 reviews1 follower
January 28, 2025
Es un libro de una autora que admiro. Tiene obras excelentes en su haber. Aquí creo que peca un poco de polémica con respecto a algunas ejemplificaciones pero aun así no deja de ser interesante para repensar el contexto histórico por el que atravesamos
99 reviews
December 25, 2025
Excelente! Em 6 capítulos, a autora faz uma retrospectiva e o surgimento das derivas identitárias. Os dois e o último capítulos foram os melhores no sentido que ela dá uma visão além do contexto francês. Vale a pena a leitura.
Profile Image for Sergio Maduro.
231 reviews
Currently reading
December 14, 2022
Crítica a como os movimentos identitários abriram mão de conceitos mais amplos para privilegiar marcadores particulares
This entire review has been hidden because of spoilers.
Profile Image for Claudio Ruiz.
22 reviews54 followers
July 7, 2024
Bien escrito, valiente y atrevido. Los valores de la democracia y la república son el mástil al que amarrarse cuando vengan los seductores cantos de sirena. Recomendado.
Profile Image for Xavier Durand.
32 reviews1 follower
December 12, 2025
Je préfère les parties dans lesquelles Roudinesco parlent d’intellectuels qu’elle aime. On a parfois l’impression qu’elle distribue les bons et les mauvais points de manière partiale. Intéressant pour avoir une vision globale sur les différents communautarismes mais tout de même un peu trop superficiel. À lire comme une synthèse très générale avant d’aller plus loin.
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