Relato de um erro da Justiça brasileira, ocorrido em meados do século XIX, em Macaé, no norte da província do Rio de Janeiro. O autor reconstitui o drama pessoal do fazendeiro Manoel da Motta Coqueiro, condenado à morte pelo assassinato de uma família de colonos em uma de suas propriedades. Carlos Marchi usa ferramentas de repórter para rastrear os vestígios da vida do fazendeiro em documentos obtidos nos arquivos oficiais, paróquias e cartórios do norte fluminense. Vítima de uma conspiração armada por seus adversários, Coqueiro teve dois julgamentos parciais e foi condenado à morte. Após sua execução, descobriu-se que ele era inocente e o imperador Pedro II, condoído por não ter-lhe concedido a graça imperial, passou a perdoar cada vez mais condenados à morte, antecipando informalmente o fim da pena de morte no Brasil.
This was the last death sentence carried by the criminal justice system in Brazil. Manuel Motta Coqueiro was a farmer maverick accused of slaying a family who worked for him.
Emperor Dom Pedro II himself denied the clemency request from Coqueiro's lawyers and ordered the execution.
The judiciary review of this case was one of the factors that made the death penalty disappear from the Brazilian criminal justice system and led to the creation of a criminal statute that many people say is too soft on crime.