Esta reedição de As Primeiras Civilizações reúne agora num só tomo os textos anteriormente repartidos por três volumes, nesta mesma colecção: Os Impérios do Bronze (volume I); A Mesopotâmia/Os Hititas (volume II) e Os Indo-Europeus e os Semitas (volume III). Fruto da colaboração de vários reputados especialistas, sob a direcção de Pierre Lévêque, a obra congrega textos que tratam as primeiras civilizações, num estudo aprofundado das suas características em vários aspectos; arte, cultura, economia, religião.
É simplesmente uma obra monumental. Explica o período paleolítico, o mesolítico e o neolítico. Como que o Egito se transformou de uma aldeiazinha para uma grande civilização. O inicio da escrita com os sumérios e as dominações entre esse povos. O melhor de todo o livro é que ele vem repleto de referencias acadêmicas atualizadas sobre o mundo antigo. Acaba se tornando um livro de referencia.
Conteúdo interessante, mas muitos erros de géneros variados: ortográficos, tipográficos, de pontuação, entre outros. Não poucas vezes li «corno» em vez de «como» e vi vírgulas a separar sujeitos de predicados. Um título destes merece maior cuidado na sua edição para evitar frases como a seguinte (p. 343):
«É, evidentemente, vão, tentar, na actualidade, datar os seus reinados.»
Em grande parte das civilizações, tenho de confessar a minha plena ignorância com a vasta maioria de todas as civilizações lidas, em especial às do Mediterrâneo, ignorância essa que, neste momento, atenuou mas permanece. Dessa forma, esta obra prova a ineficácia de colocar um grande conjunto de informação, num tão curto espaço. Assumo que seja altamente necessário que se apresente a história política e militar de cada povo, diferenciando as diferentes dinastias e as diferentes campanhas militares. No entanto, para tal funcionar, o leitor devia ter a oportunidade de verificar a evolução das mudanças sócio-económicas e culturais que ocorriam em cada povo, em cada dinastia. Apesar de mostrarem algumas dessas particularidades, o facto de a diferença entre um vetor da sociedade e outro ser tão acentuado, relativamente à quantidade de informação, retira ao leitor a perceção sobre cada povo - ao invés de ler sobre todas as dinastias ao pormenor, eu teria preferido ler mais sobre aquilo que efetivamente diferenciava cada povo, desde a estrutura da sociedade até à cultura. Não obstante, um aspeto positivo passa pela quantidade de descobertas arqueólogas que recebem foco na obra. Para quem estudar a obra, esse ponto é efetivamente útil e positivo. No entanto, a título pessoal, não foi uma boa experência.