Este livro traça trajetórias individuais, reconstitui movimentos ou tendências e, ao mesmo tempo, reconstrói os contextos capazes de atribuir sentido às obras dos principais escritores, artistas e intelectuais portugueses.
Longe de alinhar numa espécie de biografismo, o resultado que se pretende alcançar é o de um olhar histórico e sociológico dos escritores, dos intelectuais e dos movimentos culturais.
DIOGO SASSETTI RAMADA CURTO nasceu em Lisboa, a 22 de Abril de 1959. É licenciado em História pela Faculdade de Letras de Lisboa (1981) e doutorado em Sociologia Histórica pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1995), com a tese A cultura política em Portugal (1578-1642): comportamentos, ritos e negócios. É, desde Abril de 2024, Director-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal. Docente na FCSH/UNL desde 1981, foi professor da Cátedra Vasco da Gama em História da Expansão Europeia no Instituto Universitário Europeu de Florença (2000-2008) e professor visitante em várias universidades (Brown, Yale, King's College-Londres, EHESS-Paris). Os seus principais interesses de investigação situam-se, actualmente, na área da história global, colonialismo, imperialismo e escravatura. Em 1988, co‑fundou a colecção Memória e Sociedade (Difel), que dirigiu entre 1995 e 2005 e onde fez publicar dezenas de títulos de história e ciências sociais. Em 2010, participou na criação da colecção História e Sociedade (Edições 70). É bibliotecário da Casa Cadaval. Escreve regularmente no jornal Público. Colaborou recentemente na Oxford History of Historical Writing, na Wiley-Blackwell Encyclopaedia of Empire, dirigida por John Mackenzie, e no catálogo sobre Josefa de Óbidos do Museu Nacional de Arte Antiga.
Bom: Nesta coleção de crónicas, Diogo Ramada Curto desconstrói todo o tipo de maniqueísmos históricos e políticos. Nas suas melhores passagens, este livro contém uma suculenta analise crítica de mitos da nação, simplificações históricas e da captura de figuras históricas por uma "tribo". Desmonta trincheiras e pretensos essencialismos. A tese principal do livro será de que a mediocridade nacional está sedimentada na falta de classe média emancipada, que criaria massa crítica. Mau: Excertos que servem de catálogo bibliográfico para alguém que queria estudar academicamente estes temas mas que para um leitor amador acaba por ser off-putting e me ter feito passar à frente de muitas páginas. Por vezes, o autor cria um enquadramento ultra detalhado para depois expor as suas conclusões em apenas um ou dois parágrafos, sem aprofundar ou argumentar suficientemente. Quando comprei o livro, baseado no título, contracapa e Introdução achei que estivesse a comprar um livro de raiz que visasse analisar a mediocridade da sociedade portuguesa. Fiquei desiludido quando me apercebi de que a obra é uma coleção de crónicas, muitas sem conexão com o suposto tema do livro.