As palavras que ficaram por dizer num livro que atravessa a vida e os segredos de vários protagonistas da História Universal. Livro original que, por caminhos inesperados e fortemente imaginativos, não deixará o leitor indiferente.
JOSÉ JORGE LETRIA nasceu em Cascais, a 8 de Junho de 1951. Estudou Direito e História e é pós-graduado em Jornalismo Internacional. Com dezenas de livros publicados em diversas áreas, foi distinguido com importantes prémios literários nacionais e internacionais. É um dos mais destacados nomes da literatura infanto-juvenil em Portugal e autor de programas de rádio e televisão. Está traduzido em várias línguas. Integrou, com José Afonso, Adriano e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade. Foi, durante oito anos, vereador da Cultura da Câmara de Cascais. É, desde Janeiro de 2011, Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores. É co-autor, com José Fanha, de várias antologias de poesia portuguesa.
Um livro inspirador e tocante, muito ao estilo humano do seu Autor. Especialmente comovente a sua própria carta a Deus, confirmando a sua estatura de Humanista. Uma boa leitura, em que o facto de o Autor claramente se imaginar nos diversos personagens para escrever as diversas cartas que compõem este livro, nunca serviu de subterfúgio para ser crítico de forma negativa e muito menos para por palavras azedas nas bocas dos seus personagens. Menciono isto porque fiquei bastante desiludida quando noutro dia li "O Lugar do Morto" de José Eduardo Agualusa, por verificar o azedume com que fala de Portugal, através das suas personagens - escolhendo escritores portugueses para o fazer. Agualusa, que tem páginas tão magníficas como o "Vida no Céu" não tinha necessidade dum tal ressentimento contra Portugal escondido, ainda por cimo, por trás de supostas críticas de autores portugueses. Ao contrário, tudo o que tenho lido de José Jorge Letria tem grande fraternidade e dimensão humana.