Não digas a ninguém é, se não me engano, o terceiro livro de Luísa Castel-Branco, bem conhecida por ter a sua vida ligada à Comunicação em Portugal. Apenas a conhecia pelas suas “aparições” na televisão como apresentadora e foi a primeira vez que conheci um dos seus trabalhos literários.
Sinceramente, estou com sérias dificuldades em classificar e fazer um crítica a este livro. A sinopse prometia uma história fabulosa, com boas personagens e bem mais. No entanto, as minhas expectativas não foram atingidas e é aqui que reside o problema da minha crítica. Não consigo dizer que este livro me desiludiu totalmente ou ferozmente mas também não posso afirmar que me surpreendeu. Leu-se, é aquilo que me apetece dizer. Não me sensibilizou, apesar de sentir as personagens como reais, que poderia encontrá-las na minha rua. A escrita é simples, qualquer pessoa conseguia compreender perfeitamente a história. Na minha opinião existiam demasiados diálogos e pouca descrição, chegava mesmo a confundir-me nas conversas que as personagens tinham pela falta de identificação.
Mas o livro teve vários pontos positivos. Em primeiro toda a história é uma crítica à sociedade portuguesa, às amizades interesseiras que existem, à mentalidade retrógrada de muitos cidadãos supostamente exemplares do nosso país, à visão e à vida que muitos jovens chamados problemáticos têm, à maquinação que ainda muito boa gente elabora para triunfar. Foi, essencialmente, por estes pontos que não consigo dizer que o livro está mau. É uma leitura light, leve e não passa disso. Não me marcou e vou lembrar-me deste Não digas a ninguém como apenas mais uma leitura.
3/5