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La Kabbale (tradition secrète de l'occident): Résumé méthodique

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This Elibron Classics book is a facsimile reprint of a 1892 edition by Georges Carré, Paris.

202 pages, Paperback

First published January 1, 1892

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About the author

Papus

260 books41 followers
Gerard Encausse, whose esoteric pseudonym was Papus, was born at Corunna (La Coruña) in Spain on July 13, 1865, of a Spanish mother and a French father, Louis Encausse, a chemist. His family moved to Paris when he was four years old, and he received his education there.
As a young man, Encausse spent a great deal of time at the Bibliothèque Nationale studying the Kabbalah, occult tarot, the sciences of magic and alchemy, and the writings of Eliphas Lévi. He joined the French Theosophical Society shortly after it was founded by Madame Blavatsky in 1884 - 1885, but he resigned soon after joining because he disliked the Society's emphasis on Eastern occultism.

In 1888, he co-founded his own group, the Kabbalistic Order of the Rose-Croix. That same year, he and his friend Lucien Chamuel founded the Librarie du Merveilleux and its monthly revue L'Initiation, which remained in publication until 1914.
Encausse was also a member of the Hermetic Brotherhood of Light and the Hermetic Order of the Golden Dawn temple in Paris, as well as Memphis-Misraim and probably other esoteric or paramasonic organizations, as well as being an author of several occult books. Outside of his paramasonic and Martinist activities he was also a spiritual student of the French spiritualist healer, Anthelme Nizier Philippe, "Maître Philippe de Lyon".
Despite his heavy involvement in occultism and occultist groups, Encausse managed to find time to pursue more conventional academic studies at the University of Paris. He received his Doctor of Medicine degree in 1894 upon submitting a dissertation on Philosophical Anatomy. He opened a clinic in the rue Rodin which was quite successful.

When World War I broke out, Encausse joined the French army medical corps. While working in a military hospital, he contracted tuberculosis and died on October 25, 1916, at the age of 51.

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June 6, 2025
Melhores trechos: "... A teoria da Cabala prática liga-se à teoria geral da magia; união das ideias e dos símbolos contidos na Natureza, no Homem e no Universo. Agir sobre símbolos significa agir sobre ideias e sobre seres espirituais (anjos); daí todos os processos de evocação mística. O estudo da Cabala prática compreendia, primeiro, conhecimentos especiais sobre as letras hebraicas e as diversas mudanças que se lhes podia impor por meio de três operações conhecidas da maioria dos cabalistas (Temurá, Gematria, Notaria). É importante conhecer esse ponto, uma vez que constitui a parte mais grosseira, a mais exotérica da Cabala prática; e, no entanto, vários críticos (sobretudo na Alemanha) desejaram enxergar no todo da Cabala apenas essa ciência de charadas, enigmas e anagramas, isso tudo por não haverem se esforçado para ir até o âmago da questão. Por ser vital conhecer esse hieroglifismo especial, tomaremos emprestado do Molitor alguns exemplos típicos sobre o tema. Mencionamos anteriormente ser tão difícil escrever a Torá quanto lê-la... A chave geral dessas tão curiosas evoluções que se aplicam às palavras e às letras é encontrada no livro hieroglífico e numeral, tão pouco conhecido quanto suas bases científicas, o TARÔ. A explicação mística desse Tarô formava a base do ensino oral da magia prática, que conduzia o cabalista iniciado ao dom da profecia. Nada, ao que sabemos, foi impresso sobre o assunto nos chamados livros cabalísticos. Nossas bibliotecas públicas possuem alguns manuscritos atribuídos a Salomão, traduzidos do hebreu para o latim e daí para o francês; esses manuscritos encerram, em parte, a reprodução, sob o nome de talismãs, das cartas do Tarô ou 'chaves' e, em parte, a explicação e o uso dessas chaves. Conhecemo-las pelo nome de Clavículas de Salomão, ou Schemamphoras; deve-se reconhecer, também, que os dados fornecidos por esses manuscritos são bastante incompletos. De qualquer modo, torna-se necessário referir-se a eles para determinar com mais exatidão as divisões principais que podem ser estabelecidas nessa parte da tradição secreta dos hebreus... As ciências são em número de três: a Cabala, a Magia e o Hermetismo. A Cabala ou ciência tradicional dos hebreus poderia intitular-se ‘matemáticas do pensamento humano’. É a álgebra da fé. Ela resolve todos os problemas da alma como equações, esclarecendo as incógnitas. Confere às ideias a nitidez e a rigorosa exatidão dos números; seus resultados são para o espírito a infalibilidade (relativa, todavia, na esfera do conhecimento humano) e para o coração a paz profunda. A Magia ou ciência dos magos teve como representantes na Antiguidade os discípulos e, talvez, os próprios mestres de Zoroastro. É o conhecimento das leis secretas e particulares da Natureza que produz as forças ocultas, os ímãs, quer naturais, quer artificiais, que podem existir fora mesmo do mundo metálico. Em suma, empregando uma expressão moderna, é a ciência do magnetismo universal. O Hermetismo é a ciência da Natureza oculta nos hieróglifos e nos símbolos do mundo antigo. É a pesquisa do princípio de vida por meio do sonho... Sem a fé, a ciência conduz à dúvida; sem a ciência, a fé leva à superstição. As duas reunidas conferem a certeza, e, para uni-las, é preciso não as confundir jamais. O objeto da fé é a hipótese, e ela se torna certeza sempre que necessariamente fundamentada pela evidência ou pelas demonstrações da ciência. A ciência constata fatos. Da repetição dos fatos ela conjectura as leis. A generalidade dos fatos em presença dessa ou daquela força demonstra a existência dessas leis. As leis inteligentes são naturalmente desejáveis e dirigidas pela inteligência. A unidade das leis faz supor a unidade da inteligência legisladora. Essa inteligência, que somos forçados a imaginar de acordo com as obras manifestas, mas que nos é impossível definir, é o que chamamos Deus! Vós recebeis minha carta, eis um fato evidente; reconheceis minha letra e meus pensamentos e concluís daí que fui eu mesmo que vos escrevi. É uma hipótese razoável, mas a hipótese necessária é apenas a de que alguém escreveu esta carta. Ela poderá ser imitada, mas não tendes nenhuma razão para o supor. Se o supusésseis gratuitamente, criaríeis uma hipótese bastante duvidosa. Se pretendeis que a carta caiu do céu totalmente escrita, criais uma hipótese absurda... A Bíblia é um livro inspirado, mas o Tarô é o livro inspirador. Foi também chamado a roda, rota, daí tarô e torá. Os antigos rosa-cruzes conheciam-no, e o marquês de Suchet o menciona em seu livro sobre os iluminados. Desse livro é que vieram nossos jogos de cartas. As cartas espanholas ostentam ainda os principais signos do Tarô primitivo, utilizados para o jogo do hombre, ou do homem, reminiscência vaga do uso primevo de um livro misterioso que continha as decisões reguladoras de todas as divindades humanas. Os mais antigos Tarôs eram medalhas de que mais tarde se fizeram talismãs. As clavículas ou pequenas clavículas de Salomão se compunham de 36 talismãs com 72 estampas análogas às figuras hieroglíficas do Tarô. Essas figuras alteradas pelos copistas são ainda hoje encontradas nas antigas clavículas manuscritas existentes em bibliotecas. Existe um desses manuscritos na Biblioteca Nacional de Paris e outro na Biblioteca do Arsenal. Os únicos manuscritos autênticos das clavículas são os que ostentam a série dos 36 talismãs com os 72 nomes misteriosos; os demais, por antigos que sejam, pertencem às fantasias da magia negra e só contêm mistificações... Deus é o único postulatum absoluto de toda ciência, a hipótese absolutamente necessária que serve de base a toda certeza, e eis como nossos antigos mestres estabeleceram sobre a ciência mesmo essa hipótese exata da fé: o Ser é. No Ser está a vida. A vida se manifesta pelo movimento. O movimento se perpetua pelo equilíbrio das forças. A harmonia resulta da analogia dos contrários. Existem, na natureza, lei imutável e progresso indefinido. Mudança perpétua das formas e indestrutibilidade da substância; eis o que encontramos ao observar o mundo físico. A metafísica apresenta leis e fatos análogos, quer na ordem intelectual, quer na ordem moral; de um lado, temos a verdade imutável; do outro, a fantasia e a ficção. De um lado, o bem, que é a verdade; do outro, o mal, que é falso; desses conflitos aparentes saem o juízo e a virtude. A virtude compõe-se de bondade e de justiça. Boa, a virtude é indulgente. Justa, é rigorosa. Boa porque é justa, e justa porque é boa, ela mostra-se, então, bela. Essa grande harmonia existente no mundo físico e no mundo moral, já que não pode haver uma causa superior a ela mesma, nos revela e nos demonstra a existência de uma sabedoria imutável, de um princípio, de leis eternas e de uma inteligência criadora infinitamente ativa. Sobre essa sabedoria e essa inteligência, inseparáveis uma da outra, repousa esse poder supremo que os hebreus denominam a coroa. A coroa, e não o rei, pois a ideia de um rei implicaria a de um ídolo... A Cabala é emanacionista como o Egito, panteísta como a China; conhece como Pitágoras as virtudes das letras e dos números; ensina as artes psicúrgicas como os yogues hindus; revela as virtudes secretas das ervas, das pedras e dos planetas como os astrônomos da Caldeia e os alquimistas europeus. Eis por que os arqueólogos a confundiram com doutrinas muito posteriores e de extensão bem mais restrita que a sua. Sabe-se, por uma passagem do Êxodo, que foi a Josué que Moisés confiou as chaves da tradição oral; mas estas se enferrujaram, como diz Saint-Yves, em decorrência dos terrores das guerras, das revoluções civis que se abateram sobre Israel até Esdras; foram, contudo, conservadas não pelos sacerdotes de Levi, mas no seio de comunidades laicas de profetas e videntes. Destes, os mais conhecidos hoje são os essênios... Segundo a Cabala, e de acordo com a tradição geral do ocultismo, o ser humano é composto de três partes: corpo, alma e espírito. Em conformidade com a lei da criação indicada pelo sistema das Sephiroth, cada uma dessas partes é reflexo da outra e encerra uma imagem das duas restantes; essas subdivisões ternárias podem acossar-se, segundo a doutrina dos rabinos iniciados, até os mais ínfimos detalhes fisiológicos e nos movimentos mais sutis do ser psíquico. Ao contrário do que pensam os teólogos católicos ou do que dizem os filósofos e os heresiarcas gnósticos, por falta de compreensão sobre o verdadeiro sentido dos textos que tinham sob os olhos, essa divisão ternária encerra em si a noção da existência de Deus e da imortalidade da alma, e encontra-se expressa em todas as letras dos livros de Moisés, mais particularmente no Sepher. A parte inferior do ser humano chama-se, em hebraico, Nephesh; a parte mediana, Rouach; e a parte superior, Neshamah. Cada um desses centros é ex­­traído, por assim dizer, do plano correspondente do Universo: Nephesh percebe o mundo físico, alimenta-se das suas energias e aí deposita suas criaturas; Rouach faz o mesmo em relação ao mundo astral; e Neshamah, em relação ao mundo divino. Todas as partes do homem encontram-se, assim, em intercâmbio contínuo com as partes do Universo que lhes correspondem, bem como as outras partes do próprio homem. Um quadro faria compreender melhor essas correspondências... Merkabah e Bereshit são as duas grandes divisões clássicas da Cabala adotadas por todos os autores. Para abordar os ensinamentos da Merkabah, é preciso conhecer a Bereshit, e, para fazê-lo, é necessário conhecer o alfabeto hebraico e os mistérios da sua formação. Partindo desse alfabeto, vamos abordar as diversas partes que constituem a chave geral de que falamos; em seguida, falaremos do sistema filosófico. Podem-se dividir os cabalistas em duas categorias. A dos que aplicaram os princípios da doutrina sem se deter em desenvolver os fundamentos elementares da Cabala e a daqueles que, ao contrário, elaboraram tratados clássicos. Entre os últimos, podemos citar Pic de la Mirandola, Kircher e Lenain. Pic de la Mirandola divide o estudo da Cabala em estudo das numerações (ou Sephiroth) e estudo dos nomes divinos (ou Schenroth). É, na realidade, nesses dois pontos que se resume toda a chave... A Cabala (ou tradição oral) é, pois, a parte iluminadora de um ser místico constituído por Moisés sobre o plano dos seres criados. É, de acordo com nosso conhecimento, a única tradição que se nos apresenta com esse caráter elevado e sintético, e é essa a razão de ser de sua unidade e de sua fácil adaptação à intelectualidade ocidental. A Cabala é a ciência da Alma e de Deus em todas as correspondências. Ensina e prova que TUDO ESTÁ EM UM e que UM ESTÁ EM TUDO, permitindo, graças à analogia, remontar da imagem ao princípio ou tornar a baixar no mesmo instante do princípio à forma. Uma letra hebraica é, para o cabalista, um universo em miniatura, com todos os planos de correspondência, como o Universo é um alfabeto cabalístico com elos de relações vivas. Por isso, nada é mais fácil de compreender, nada é mais difícil de estudar que a Santa Cabala, núcleo verdadeiro de toda a iniciação do Ocidente. Três planos de existência chamados os Três Mundos manifestam a Unidade criadora fora dela própria. Encontraremos esses Três Mundos em toda parte, tanto em Deus quanto no Universo ou no Homem, cada um dos quais manifestando o tríplice plano de existência. Nós os encontraremos integralmente num grão de trigo, num planeta, num verme da terra, num sol, numa palavra humana, num dos símbolos da escrita. Por isso, não é de admirar que os cabalistas tenham sido considerados, ao longo das eras, sonhadores engenhosos por parte dos pedantes e dos ignorantes e sábios prodigiosos pelos iniciados. A posse das chaves cabalísticas abre o futuro, o sucesso e o céu a toda religião ou a toda fraternidade de iniciados... A morte do homem, segundo a Qabalah, é apenas sua passagem a uma nova forma de existência. O homem é chamado finalmente a retornar ao seio de Deus, porém essa reunião não lhe é possível no estado atual, em razão da grosseira materialidade do seu corpo; esse estado, bem como tudo o que há de espiritual no homem, deve sofrer uma depuração necessária para a obtenção do grau de espiritualidade requerido pela nova vida. A Qabalah distingue duas causas que podem conduzir à morte: a primeira consiste no fato de a Divindade diminuir sucessivamente ou suprimir de forma brusca sua contínua influência sobre Neschamah e Ruach, de modo que Nephesch perca a força pela qual o corpo material é animado e, por isso, morra. Na linguagem do Zohar, poderia-se chamar esse primeiro gênero de 'morte pelo alto, ou de dentro para fora'. Em oposição a essa, a segunda causa da morte é a que se poderia chamar 'morte por baixo, ou de fora para dentro'... A imagem divina é dupla. Há a cabeça de luz e a cabeça de sombra, o ideal branco e o ideal negro, a cabeça superior e a cabeça inferior. Uma é o sonho do Homem-Deus, a outra é a suposição do Deus-Homem. Uma representa o Deus do sábio, e a outra, o ídolo do vulgo. Toda luz, na verdade, supõe uma sombra, e só se torna claridade pela oposição dessa sombra..."
Profile Image for Gary Jaron.
65 reviews3 followers
January 11, 2026
The book is a muddled compilation of fairly accurate descriptions of Rabbinic texts and of folly and nonsense. The author, a true-believing Roman Catholic, is influenced by another French Roman Catholic and Occultist, Eliphas Levi. Together, they weave foolish ideas with pseudo-scholarship. In France in the late 1800s, it was assumed that all of the learning of the 'Hebrew people' was derived from Egypt, with an added helping of learning from the Brahmans of India. Ultimately, for Papus and Levi, all of the Qabalah goes about to 'prove' the truth of the teachings of Roman Catholic Christianity.
Overall, the text is a mess of misinformation and fantastic foolishness presented as profound revealed truth. A fascinating study for what passed for 'scholarship' at the time in France, but worthless for any real insight into the subject of Jewish Kabbalah.
14 reviews1 follower
December 30, 2024
Really important reading for those who want to introduce in magic and stuff firstly.
Also really difficult reading, that what makes it so important. Its not a book to just "read", you have to make notes.
Profile Image for Kurumayu.
115 reviews2 followers
December 29, 2022
Livre complet (pour l'époque) sur la Cabbale chrétienne-il ne s'intéresse qu'a celle-ci, et élude donc une grande partie de l'histoire et postérité du mouvement
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