Cris Guerra transforma a experiência vazia da perda em reencontro. Edição com fotos inéditas e conteúdo adicional “A morte é a única certeza da vida, embora a gente passe a vida inteira fingindo que ela não existe.” Esta é uma das várias reflexões que Cris Guerra deixou para seu filho, Francisco, após a morte do pai do menino, dois meses antes de seu nascimento. Inicialmente concebido como um blog, Para Francisco foi a forma que a autora encontrou para lidar com a sua perda e contar ao filho sobre seu falecido pai. De maneira poética e comovente, Cris discorre sobre a vida e sua rotina como viúva e mãe, trazendo fotos de família e e-mails trocados com o pai de seu filho, ao mesmo tempo em que aborda saudade, luto, força e superação. Sua história é profundamente inspiradora e este é um livro que mostra aos leitores como o amor tem forte poder de cura e capacidade de nos ajudar até nos momentos mais difíceis.
Um livro de uma delicadeza palpável. Uma mãe tentando apresentar pai e filho. Um pai que o menino não chegou a conhecer, pois o perdeu quando ainda estava na barriga da mãe. Os acontecimentos, e-mails, palavras, todos tão doces e marcantes. Eu fiquei íntima do Guilherme, pai do Francisco. Fico imaginando quando o menino, já adolescente, ler essa grande carta de amor e entender a grandeza do presente que o aguarda. Afinal, no final, não somos nada além de lembranças e quando alguém é capaz de deixar lembranças tão vivas e felizes, esse alguém é eterno.
O livro fala sobre um momento em que é preciso encarar a tristeza de perder um amor, ao mesmo tempo que se vive a alegria de ganhar um filho. A autora tenta passar através de cartas ao seu recém-nascido bebê, Francisco, todas as facetas de seu pai, que morreu de forma abrupta. Triste, mas ao mesmo tempo tocante, nos faz perceber que é possível seguir em frente. É um livro emocionante, que nos passa esperança e alegria de viver.