No pátio das traseiras de um prédio de um pacífico bairro de Lisboa, uma criança é atacada por três homens e deixada em coma. Ao investigar o que inicialmente se supõe ser um mero acto de cobardia de um grupo de cabeças-rapadas que resultou em tragédia, as autoridades vão descobrir uma gigantesca conspiração que prova que, nunca como hoje, a democracia e o estado de direito estiveram tão ameaçados em Portugal. Neste surpreendente romance, Tiago Rebelo abre-nos a porta dos fundos do lado mais obscuro da política nacional dos nossos dias, onde nada é o que parece ser e onde se desenrolam acontecimentos extraordinários que colocam em perigo toda a sociedade, sem que esta se aperceba do que está realmente a acontecer. O inspector-chefe, António Gaspar, da Polícia Judiciária, leva a cabo uma investigação, que, a cada passo, ameaça a sua vida e a da mulher que ama,a ex-namorada que ele procura recuperar no desvario dos dias perigosos que põem em risco a nação.
Tiago Rebelo é um dos romancistas mais brilhantes das letras portuguesas. Na última década manteve uma produção literária constante e os seus livros tornaram-se há muito presença habitual nos lugares cimeiros das principais tabelas de vendas nacionais. Com títulos disponíveis em diversos países, desde o Brasil a Angola e Moçambique, foi igualmente editado em Itália e na Argentina. Depois dos enormes sucessos aplaudidos pelo público e pela crítica, O Tempo dos Amores Perfeitos e O Último Ano em Luanda, o seu útlimo romance, O Homem Que Sonhava Ser Hitler, editado em 2010 pela ASA, é um magistral e absorvente relato de uma face desconhecida da sociedade actual. A par da actividade literária, Tiago Rebelo tem já uma longa carreira de jornalista, sendo actualmente editor executivo na TVI.
Gostei imenso deste livro. É uma história muito actual, passada em Lisboa. A escrita é simples e flui muito facilmente. A maneira que está contada a narrativa, assim como a descrição das personagens, também é muito interessante. Já tinha lido outro livro do autor mas que não me marcou em nada, pois nem da história me lembro. Deste não me vou esquecer por ser tão simples mas original ao mesmo tempo.
Não é de todo um bom livro! O autor revela falta de conhecimento do mundo sobre o qual escreve e é completamente despropositado tendo em conta a realidade de Portugal! Não tem nada que nos prenda à leitura! A história é banal...
Apesar de bastante diferente de todos os livros escritos por Tiago Rebelo, “O Homem que sonhava ser Hitler” prendeu-me desde a primeira páginas. O jornalista da TVI voltou a não me desiludir. Neste seu novo livro, Tiago Rebelo retrata a vida de um partido político extremista, que tudo faz para alcançar os seus objectivos. O acto de extrema violência perpetrado ao jovem Hugo despoleta uma investigação sem fim que põe em cena os agentes da Polícia Judiciária António e Nani. Apesar de Hugo estar praticamente sozinho na rua a brincar a mãe ainda consegue ver um grupo de cabeças rapadas a sair do local, o que ajuda os polícias a tentarem descobrir os criminosos. As suspeitas recaem sobre Caveira irmão do líder do partido Nova Ordem, partido de extrema-direita que deseja mudar o rumo de Portugal. João Carlos, presidente do partido, pretende realizar os sonhos do seu ídolo, Hitler, no nosso país e para isso organiza um atentado a uma figura de Estado com o intuito de derrubar o poder e virar as atenções para o seu partido. Só que há uma pessoa que sabe demais e o grupo neonazi, com o acto de violência sobre Hugo, pretende enviar um sinal de aviso. A violência deste grupo de Skinheads é retratada eficazmente pelo autor. Grupos extremistas que não olham a meios para atingir os fins, matando todos que lhe atravessem pelo caminho, sobretudo imigrantes, pessoas de cor, turistas ou até simpatizantes de partidos opostos. Mas quem pensa que este livro retrata só política está muito enganado. Tal como nos seus outros livros o escritor junta romance, desta feita entre o agente António Gaspar e Rita e muito suspense no final quando esta é raptada por Caveira. Mais um livro a não perder.
Gostei muito deste livro. Uma escrita simples, despretenciosa, mas de um poder cativante desde a primeira página.
Gosto destes temas sociais, organização de grupos, neste caso de estrema-direita. A vilência de que as pessoas são capazes quando inseridas num grupo coeso, de forte identificação e onde o indic«vidual e o grupal se fundem em rituais de iniciação e de entrada no grupo.
Neste livro, o ponto de partida é uma brutal agressão de um grupo de cabeças-rapadas a um menimo de 7 anos de idade, que fica em coma sem que se possa saber nada da sua agressão. A partir daqui, a PJ investiga a agressão e vai desenrolando um novelo cada vez mais apertado, de grupos de extrema-direita, partidos políticos, advogados de renome e advogados que não têm assim tanto nome...
Um policial "à portuguesa" que me surpreendeu pela positiva por marcar a diferença nos policiais portugueses. É um livro maduro, que relata uma história sem lamechices nem pieguices, às vezes até com uma certa frieza e bastante realidade.
Gostei particularmente das personagens que estão muito bem construídas e quase nos fazem tratá-las por tu, tal é o sentimento de proximidade que criam connosco. Conseguimos ver cada uma delas em personagens bem reais do dia-a-dia.
Foi uma excelente leitura e recomendo, em especial a quem se interessar por estes temas.
Prós: O estudo que o autor fez sobre o tema para a escrita do livro é bem patente ao longo das suas páginas. A escrita cativante e a acção da história. As personagens bem contruídas.
Não foi mau, mas também não foi bom. Confesso que estava à espera de mais. Várias vezes me disseram: "Vais gostar imenso deste livro." Chego à conclusão - triste - que se não tivesse lido: não tinha perdido nada. Reconheço, no escritor, a capacidade de fazer muito melhor.
Este senhor escritor intriga-me deveras porque escreve, na minha opinião, dois tipos de livros digferentes: escreve os romances simples e básicos (na minha opinião são um bocadinho pãozinho sem sal e sem grande preocupação na construção das personagens e da história) e depois escreve os romances/policiais/suspense e o que mais lhe queiram chamar com bases sólidas quer de personagens quer de contexto histórico-cultural (na minha opinião estes - pelo menos os que li até agora - são bons ou muito bons). Este encontra-se na última categoria e eu gostei imenso! Não sou uma pessoa muito dedicada a esta parte da história da Alemanha mas já li algumas coisas sobre esta altura e gostei imenso do contexto desta história, o parecer dado por mais do que uma personagem em relação a Hitler e às suas acções e a forma como uma pessoa passa a ver a sua loucura como a única realidade existente. Senti-me envolvida por estas teias de conspiração e tentei descobrir o que se tinha passado com o pequeno Hugo com tanta convicção como os agentes da PJ (e era tão fácil a solução... mas se assim não corresse a história não se descobria tudo o que foi descoberto)!
Achei este livro muito interessante e com um estilo de escrita bastante fluído. Um miúdo de 7 anos é atacado por três skinheads, que se vem a descobrir que estão ligados a um partido de extrema-direita. A partir daí, a investigação da PJ vai-se desenvolvendo e vão-se descobrindo ligações com outros crimes e situações. Não sei se a descrição feita sobre os skinhead corresponde à realidade, mas penso que andará lá perto, o que é bastante assustador. Apesar de ao longo do livro acharmos que já sabemos tudo o que se passa, o final é surpreendente.
em, quando vi este livro sabia muito bem o que ai vinha. Um livro contra a extrema direia. Mas como sera um jornalista pensei que pudesse ser mais imparcial. Este livro é na minha opinião pessoal uma afronta. Para quem se diz democratico e se vive na democracia porque razão ó odio a extrema direita? Nazismo = Extrema direita? Não. Existem muitos casos de partidos de extrema direia que nada tem a ver com nazismo. Basta olhar para alguns partidos de leste ou até mesmo o partido que ganhou as eleições na Austria.
Segundo ponto, se a extrema direita tem uma reputação tão má devido ao fascismo (que nao é a mesma coisa) ou ao nazismo, pergunto-me porque razão o comunismo não tem o mesmo? Também eles são ditadura. E morreram mais pessoas (e morrem ainda) em paises com extrema esquerda do que direita. Querem quantos? União soviética e todos seus aliados. China. Cuba. Cambodja. Vietnam... Mais?
Enfim. Este livro é o que quer ser. Vamos odiar a extrema direita que sao um bando de gajos maus e cabeças rapadas sem ideias leais ou democraticas. É viavel um partido de extrema direita boa. Mais uma vez olhem o caso da Austria, ou Bulgaria ou afins...
Mas obviamente o jornalista tem de ser parcial entao inventou uma personagem chamada Nelson que tem ideais identicos mas formadas de operar diferentes. Ele é o bonzinho... Enfim. Até mete nojo.
Caveira e companhia limitada ou o seu irmão chefão Joao Carlos um bando de animais. E então e todos os outros que fazem merda e são defendidos? Anarquistas, Extrema Equerda, Comunistas, Africanos, Brasileiros, Paises de Leste e Arabes (e afins). E estes todos? Enfim. Este livro é realmente propaganda antiga extrema direita. Até o nome do partido.. Nova Ordem ou agora Nova Ordem Renovada (tão parecido com o actual Partido Nacional Renovador). Enfim. Entristece-me isto...
Todos os partidos tem coisas más e coisas boas. Todas as pessoas tem o mesmo. Ninguém é melhor que ninguém mas como português que sou amo o meu país e obviamente quero o melhor para ele. Não me considero de extrema direita nem nunca o serei. Acreditem. Mas sou patriota. Para além de patriota acredito que todas as nações tem direito a soberania dentro do seu pais e tem de haver regras para proteger o nosso pais. Quer ameaças internas quer externas... E acho que as vezes as medidas as vezes praticadas deveriam em certas condições mais duras. Atenção: Nunca e jamais extremismo. Nunca iria resultar.
Neste país é necessario estrangeiros, nao esquencendo que mesmo nós temos pessoas no estrangeiro. Mas tudo tem um limite. E quando se ultrapassa um limite as coisas correm mal. Não é por nada que o extremismo na europa está a aumentar. Mas talvez ninguém queira saber disso.
A história em si é bastante rudimentar. Um partido tem um plano e para faze-lo acaba por os pés na poça. A policia fica no seu encalce. Aqui existe uma boa história de investigação policial e até interessante. Uma história de ideais de politica e visão. Uma tentativa de assassino a um primeiro ministro. Uma história de amor e uma história de luta. No fim... bem, o lider do partido morre, os skinheads sao presos com uma excepção, o miudo salva-se e o amor prevalece. Uma história tao bonita. Nem sei como deixou o Caveira fugir. (talvez queira voltar a esta história mais tarde). Enfim...
Ja sei que irei receber algum comentario estupido de um comunista mas que se lixe. E antes de comentar pensa nos teus ideais. Se pensas que és comunista (nao dos extremistas e assim) eu tenho direito a liberdade de falar o que quiser e caso me ofendas terás a ser aquilo que tanto odeias... Porque razão os comunistas odeiam tanta gente da direita... Nao são eles a favor da igualdade e toda a gente tem direito a opinião? ... Interessante.
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«O Homem Que Sonhava Ser Hitler» estava na minha lista há uns tempos. Na minha ingenuidade, levei o título à letra e pensei efectivamente que tinha alguma coisa que ver com a Segunda Guerra Mundial, um dos meus períodos históricos de eleição (para leitura, entenda-se).
E embora faça sentido no contexto da narrativa e seja um bom título, as referências a Hitler neste livro são poucas ou nenhumas, apenas para que o leitor entenda que a megalomania de um dos personagens principais é comparável à loucura do homem que matou milhões de judeus.
De qualquer forma, Tiago Rebelo escreveu um bom livro. Personagens interessantes, verdadeiras, actuais e um tema que, embora tenha sido escrito em 2007, faz tanto sentido em 2014 como na altura. Politiquices, corrupção, drogas, cultos, partidos, extrema-esquerda, extrema-direita, skinheads, miúdos, advogados, PJ, PSP, subcomissários, pessoas comuns, bombas, granadas, shotguns, glocks e carros à paisana - isto são apenas algumas das coisas a esperar do «O Homem Que Sonhava Ser Hitler» .
A escrita é clara, fluída e interessante, e toda a narrativa está bem estruturada, todos os personagens devidamente caracterizados - não há espaço para enganos sobre quem é quem e quem faz o quê. Não é daqueles livros em que, na página 243 há a referência a um personagem que nos vemos obrigados a ir à página 87 verificar quem é. Nada disso: o Sombra é o Sombra, o Caveira o Caveira, e o António o António. Simples, fácil, sem ondas.
«O Homem Que Sonhava Ser Hitler» mantém-nos agarrados à página? Sim, na primeira vez que peguei neste livro li quase metade. É assim até ao fim? Mais ou menos, a certa altura a narrativa começa a ficar mais lenta, mais explicativa. Mas eu acho que isso é bom, mantém-nos ali em cima do arame, sem saber quando vamos cair de vez para a revelação final. Fica tudo explicado?
Não, não fica e, para mim, isso foi uma falha de tamanho considerável. Um dos personagens que mais fizeram a história seguir em frente acaba por desaparecer, sem deixar rasto, sem o leitor saber o porquê ou o para onde, e depois de uma atitude que não é, em nada, característica da sua personalidade. Que espécie de homem, que mata, esfola e põe a assar qualquer um, sem hesitação ou remorsos, poupa uma vida...porque sim?
Achei verdadeiramente uma pena o final deste livro ser assim, um "happy ever after" dos tempos modernos, embora condiga com a realidade do mundo e, especialmente, de Portugal.
Este foi o primeiro livro do Tiago Rebelo que li. Não sendo um livro espectacular gostei bastante. Lê-se bem, tem uma escrita acessível (talvez até demais) e o tema e a forma como é abordado é do género de nos prender à leitura. Acho sempre que um livro policial, desde que não seja completamente absurdo, tem essa capacidade. Ora ler sobre um crime perpetuado por um grupo de extrema-direita é sempre algo que nos desperta o interesse e o nosso lado social e anti-extremismo que (quase) todos nós temos. Apesar disso acho que o escritor podia ter escrito aquela mesma história sem evidenciar tanto a pura loucura do líder do partido em questão. Convenhamos que um líder de extrema-direita (ou de qualquer outra ideologia politica) louco é perigoso e pode provocar o caos. Mas um líder de extrema-direita (ou de qualquer outra ideologia extremista) não louco pode ser muito mais perigoso e provocar consequências a médio/ longo prazo muito mais importantes. Algumas personagens do livro estão muito bem construídas. A pura maldade de alguns personagens chega a assustar, principalmente porque ela é entrelaçada com dúvidas e atitudes humanas e razoavelmente sãs o que não faz delas puras caricaturas do mal mas algo muito mais assustador: gente com maldade pura, gente que provavelmente existe por aí, no meio da sociedade.
Não pude deixar de me questionar o que naquele livro é real e o que é pura ficção.
Este livro conta a história de um inspector da polícia judiciária e do seu parceiro que tentam deslindar uma conspiração política da extrema-direita que tem como objectivo destruir a democracia em Portugal. A história parte de uma agressão de um grupo de cabeças-rapadas a uma criança que fica em coma, e é a partir daqui que a judiciária começa a desenrolar o novelo sem fim que envolve gente influente e conhecida do meio político.
Com uma escrita simples, fácil e fluida a que Tiago Rebelo já habituou os seus leitores noutros livros, é um romance meio policial com muito suspense que prende à medida que se avança na leitura, com um final mais ou menos surpreendente.
A história não é má, dá para passar um tempo agradável na companhia da mesma, no entanto dá a sensação que foi escrito a correr por algumas pequenas falhas com que nos deparamos ao longo das páginas. Para além disso penso que o título é demasiado forte para a história que encontramos. Penso mesmo que induz o leitor em erro ( pelo menos foi o que aconteceu comigo que não li o resumo na contra-capa).
Brilhante. O Tiago Rebelo é um dos meus autores portugueses favoritos. Gosto muito da forma de escrita dele. E este livro é acima de tudo corajoso pelo tema abordado: os skinheads e toda a sua ideologia.
Livro interessante. A temática também. A escrita flui. Mas a forma como a história se desenrola não agarra. Gostei mas é uma leitura de altos e baixos. Para mim não teve um ritmo normal com clímax e desfecho. Foi uma montanha russa de entusiasmo que perdia o fôlego assim que quase chegava ao topo. O final não gostei nada, tanto mistério para uma coisa tão insignificante. 3*
Pouco surpreendente, falhou redondamente na tentativa de suspense ao ser tão previsível. O tipo de discurso, bastante rebuscado, não se adequa aos personagens. Conceitos e "palavras caras" empregues erradamente em várias situações. Resumindo, falhou o objectivo.