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Velazquez
Madrid. 1968. Revista de Occidente. 18x12. 258p.
7 pages, Hardcover
First published January 1, 1963
About the author
José Ortega y Gasset
706 books801 followersJosé Ortega y Gasset was a Spanish liberal philosopher and essayist working during the first half of the 20th century while Spain oscillated between monarchy, republicanism and dictatorship. He was, along with Kant, Schopenhauer, and Nietzsche, a proponent of the idea of perspectivism.
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Community Reviews
Displaying 1 - 4 of 4 reviews
June 10, 2023
Este livro é uma reunião de escritos, alguns incompletos, do grande ensaísta espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955) a respeito da obra do também grande pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660).
Ortega y Gasset até que tenta trazer alguns dados biográficos do pintor, mas desde o começo do livro deixa evidente que a vida de Velázquez é, na superfície, extremamente desinteressante: descendente de nobres portugueses decadentes, começa muito cedo a pintar, faz fama em Sevilha e aos 24 anos se muda para o palácio real em Madri.
O grande desafio do ensaísta é tentar entender: como esse homem discreto, que pintou tão pouco, que não precisou atender a encomendas de clientes, que levou uma vida em que era mais burocrata que artista, pode ser o maior pintor da Europa de sua época?
É aí que a interpretação de Ortega y Gasset é genial. Para ele, Velázquez estava farto da beleza do barroco italiano. Por isso, sua arte, de certo modo periférica, visava o comum, o instante, a vida como ela é - é quase, por assim dizer, fotográfica. Daí a ênfase nos retratos de personalidades do palácio, em detrimento de temas religiosos e mitologias (que, evidentemente, também estão presentes, mas à maneira velazquiana).
Segundo Ortega y Gasset, a pintura de Velázquez é prosa, e não poesia. Há algo de incompletude em seus quadros, não por falta de tempo ou desleixo, mas por um projeto artístico radical. Velázquez rompe com a arte pictórica da época ao se tornar o pintor da tranquilidade e de uma certa intimidade palaciana, cujo melhor exemplo é Las meninas. É de certo modo realista, embora Ortega y Gasset rejeite o rótulo. Em todo caso, não é acidente que o pintor tenha sido contemporâneo de Descartes, um dos fundadores da filosofia moderna e do racionalismo.
Adorei o livro, em que pese sua incompletude e uma certa repetição de temas (é, afinal, uma reunião de textos de vários momentos diferentes, e não uma obra fechada).
Ortega y Gasset até que tenta trazer alguns dados biográficos do pintor, mas desde o começo do livro deixa evidente que a vida de Velázquez é, na superfície, extremamente desinteressante: descendente de nobres portugueses decadentes, começa muito cedo a pintar, faz fama em Sevilha e aos 24 anos se muda para o palácio real em Madri.
O grande desafio do ensaísta é tentar entender: como esse homem discreto, que pintou tão pouco, que não precisou atender a encomendas de clientes, que levou uma vida em que era mais burocrata que artista, pode ser o maior pintor da Europa de sua época?
É aí que a interpretação de Ortega y Gasset é genial. Para ele, Velázquez estava farto da beleza do barroco italiano. Por isso, sua arte, de certo modo periférica, visava o comum, o instante, a vida como ela é - é quase, por assim dizer, fotográfica. Daí a ênfase nos retratos de personalidades do palácio, em detrimento de temas religiosos e mitologias (que, evidentemente, também estão presentes, mas à maneira velazquiana).
Segundo Ortega y Gasset, a pintura de Velázquez é prosa, e não poesia. Há algo de incompletude em seus quadros, não por falta de tempo ou desleixo, mas por um projeto artístico radical. Velázquez rompe com a arte pictórica da época ao se tornar o pintor da tranquilidade e de uma certa intimidade palaciana, cujo melhor exemplo é Las meninas. É de certo modo realista, embora Ortega y Gasset rejeite o rótulo. Em todo caso, não é acidente que o pintor tenha sido contemporâneo de Descartes, um dos fundadores da filosofia moderna e do racionalismo.
Adorei o livro, em que pese sua incompletude e uma certa repetição de temas (é, afinal, uma reunião de textos de vários momentos diferentes, e não uma obra fechada).
December 4, 2020
(Los borrachos)
Velàzquez è un gigante ateo, le sue pennellate sono come colpi di scopa con cui caccia gli dei.
Non parliamo di Dionisio ma di alcolismo.

Velàzquez è un gigante ateo, le sue pennellate sono come colpi di scopa con cui caccia gli dei.
Non parliamo di Dionisio ma di alcolismo.

July 2, 2025
Una visión totalmente diferente del pintor andaluz más universal.
Un tanto repetitivo a veces y con unos capítulos de recortes sobre la sociedad de la época, que no aportan mucho.
Permite repensar las grandes obras de Velazquez y también conocer como era la circunstancia del pintor en el Alcazar.
Un tanto repetitivo a veces y con unos capítulos de recortes sobre la sociedad de la época, que no aportan mucho.
Permite repensar las grandes obras de Velazquez y también conocer como era la circunstancia del pintor en el Alcazar.
June 19, 2021
velazquez
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