José Ortega y Gasset was a Spanish liberal philosopher and essayist working during the first half of the 20th century while Spain oscillated between monarchy, republicanism and dictatorship. He was, along with Kant, Schopenhauer, and Nietzsche, a proponent of the idea of perspectivism.
Este livro é uma reunião de escritos, alguns incompletos, do grande ensaísta espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955) a respeito da obra do também grande pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660).
Ortega y Gasset até que tenta trazer alguns dados biográficos do pintor, mas desde o começo do livro deixa evidente que a vida de Velázquez é, na superfície, extremamente desinteressante: descendente de nobres portugueses decadentes, começa muito cedo a pintar, faz fama em Sevilha e aos 24 anos se muda para o palácio real em Madri.
O grande desafio do ensaísta é tentar entender: como esse homem discreto, que pintou tão pouco, que não precisou atender a encomendas de clientes, que levou uma vida em que era mais burocrata que artista, pode ser o maior pintor da Europa de sua época?
É aí que a interpretação de Ortega y Gasset é genial. Para ele, Velázquez estava farto da beleza do barroco italiano. Por isso, sua arte, de certo modo periférica, visava o comum, o instante, a vida como ela é - é quase, por assim dizer, fotográfica. Daí a ênfase nos retratos de personalidades do palácio, em detrimento de temas religiosos e mitologias (que, evidentemente, também estão presentes, mas à maneira velazquiana).
Segundo Ortega y Gasset, a pintura de Velázquez é prosa, e não poesia. Há algo de incompletude em seus quadros, não por falta de tempo ou desleixo, mas por um projeto artístico radical. Velázquez rompe com a arte pictórica da época ao se tornar o pintor da tranquilidade e de uma certa intimidade palaciana, cujo melhor exemplo é Las meninas. É de certo modo realista, embora Ortega y Gasset rejeite o rótulo. Em todo caso, não é acidente que o pintor tenha sido contemporâneo de Descartes, um dos fundadores da filosofia moderna e do racionalismo.
Adorei o livro, em que pese sua incompletude e uma certa repetição de temas (é, afinal, uma reunião de textos de vários momentos diferentes, e não uma obra fechada).
(Los borrachos) Velàzquez è un gigante ateo, le sue pennellate sono come colpi di scopa con cui caccia gli dei. Non parliamo di Dionisio ma di alcolismo.