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Liam Pennywell, who set out to be a philosopher and ended up teaching fifth grade, never much liked the job at that run-down private school, so early retirement doesn’t bother him. But he is troubled by his inability to remember anything about the first night that he moved into his new and spare condominium on the outskirts of Baltimore. All he knows when he wakes up the next day in the hospital is that his head is sore and bandaged. His effort to recover the moments of his life that have been stolen from him leads him on an unexpected detour. What he needs is someone who can do the remembering for him. What he gets is . . . well, something quite different.
354 pages, Kindle Edition
First published January 1, 2009
“Epictetus says that everything has two handles, one by which it can be borne and one which it cannot. If your brother sins against you, he says, don't take hold of it by the wrong he did you but by the fact that he's your brother. That's how it can be borne.”http://www.goodreads.com/quotes/37218...
-Sou a doutora Rodriguez - disse-lhe ela. Vou-lhe mudar os pensos, antes de o mandar para casa.
(...)
-Como é que eu hei de ir para casa sozinho?
-Não vai. Não tem autorização para isso. Alguém tem de o levar de carro. E alguém terá de cuidar de si durante as próximas quarenta e oito horas.
(...) Liam duvidava que ela tivesse mais de trinta anos. A sua pele morena e brilhante não exibia a mais pequena ruga e o seu cabelo era preto-azeviche. Talvez fosse preciso ser mais velho para perceber que nem sempre era fácil encontrar alguém que ficasse por perto durante quarenta e oito horas seguidas.
Apetecia-lhe dizer que aquele não era o seu verdadeiro eu. Não era a pessoa que ele era realmente. O seu verdadeiro eu tinha-se escapado dele, tivera uma experiência crucial sem ele e não conseguira regressar.
Sentou-se na sua cadeira de baloiço e ali ficou, de cabeça vazia e mãos sobre as coxas. Há muito tempo, quando era jovem, costumava imaginar a velhice assim: um homem numa cadeira de baloiço, ocioso. Tinha lido algures que os velhos podiam sentar-se nas suas cadeiras e ver as suas memórias a desfilarem como se fossem filmes, infinitamente interessantes; mas, até agora, isso não lhe tinha acontecido. Estava a começar a pensar que nunca aconteceria.
Se a memória da agressão lhe fosse devolvida hoje, perguntaria apenas: É só isso?
Onde está o resto? Onde estão todas as outras coisas de que me esqueci: a minha infância e a minha juventude, o meu primeiro casamento e o meu segundo casamento e o crescimento das minhas filhas?
Ora, ele sempre tivera amnésia.
Não havia nenhum lado para onde ir. Ele estava apenas a tentar manter-se a flutuar. Estava apenas a andar para cima e para baixo, por isso não precisava de bússola, nem de leme, nem de sextante...(...)Noé não precisava de calcular direções, porque o mundo estava todo debaixo de água, por isso não fazia diferença.