Palmério Dória, um dos jornalistas mais respeitados do País, conta pela primeira vez, num livro, toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional pela família Sarney, no Maranhão, e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou o Maranhão no quintal de sua casa e beneficiou amigos e parentes. Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das Trevas”, que tinha o também senador Antonio Carlos Magalhães como personagem e vendeu mais de 80.000 exemplares quando foi lançado.
Palmério Dória nasceu em Santarém, em 1948, mas foi criado em Belém, capital do estado do Pará. Mudou-se para o sul do país e iniciou a carreira jornalística, trabalhando em diversos órgãos de imprensa, como a Folha de S.Paulo, O Estado de São Paulo e a revista Caros Amigos. Foi chefe de reportagem da Rede Globo até que em 1992 passou a dirigir a revista Sexy. Em quarenta anos de profissão, passou ainda por Interview e Placar. Fez parte da TV Cultura, além de ter trabalhado nos jornais alternativos O Nacional e o Ex-. Palmério é autor de vários livros, dos quais o mais conhecido trata da ascensão e poder político da família do ex-presidente José Sarney, no Maranhão. Com o título Honorável Bandido - Um Retrato do Brasil na Era Sarney lançado em 2009, o livro-reportagem conta a saga fora-da-lei da família. O relato cobre desde o nascimento até ascensão do clã que, de acordo com a abordagem do livro, transformou o Maranhão em capitania hereditária. A edição ficou 35 semanas na lista dos mais vendidos da Veja livros. Por ocasião do lançamento, além de processos judiciais, Doria enfrentou ameaças de simpatizantes do político. O primeiro livro surgiu em 1976: Mataram o Presidente – Memórias do Pistoleiro que Mudou a História do Brasil, que trata do momento histórico desencadeado com o suicídio de Getúlio Vargas. Na sequência vieram A Guerrilha do Araguaia, em 1978, que relata o levante comunista debelado pela ditadura militar; Evasão de Privacidade lançado em 2001, que reúne uma série de entrevistas dadas por mulheres famosas à Sexy, durante os sete anos em que Palmério esteve na direção da revista. Um ano depois lançou A candidata que virou picolé (2002), que relata a breve candidatura de Roseana Sarney à presidência da república. Em 2012 segue como crítico literário e mantém o blog Geração Editorial e o site Arte Ref. De acordo com o post no site o nome “vem simplesmente das palavras Arte e Referência”. Traz na área de notícias informações captadas das galerias e museus cadastrados e, no caso da Arte de Rua, através dos canais diretos com os artistas e organizadores. Disponibiliza para usuários um espaço livre para artistas ou não, que desejem abordar qualquer tipo de discussão dentro do tema.
Belo livro. Destaque para o epílogo com principais fatos históricos ano a ano do nascimento do Sarney até 2009. Peca por ser parcial, como a maioria dos livros desse tipo. Ainda quero ver um livro que relate os fatos da corrupção generalizada em todos os partidos. O que se tem hoje são livros que ou defendem um partido A para acusar o partido B ou defendem o B para atacar o A, e esse livro não é diferente. De qualquer forma esse Honoráveis Bandidos é muito interessante para nos mostrar a triste realidade da nossa política..
Muito bem documento, escrito com talento e couragem, esse livro demostra os esquemas de nepotismo e de corrupçào sobre os quais a carreira de um dos mais poderosos lideres politicos do Brasil foi construida. Esperamos com força que isso é o Brasil do passado, mas tememos tambem muito que seja o mundo do futuro.....
O livro é relativamente bom e sua melhor parte é quando explica como e oque a família Sarney fez para ter o poder que tem hoje. O problema é que o resto do livro é uma porção de acontecimentos (alguns deles muito bem explicados) sendo poucos deles realmente interessantes, o resto parece uma coluna de fofocas.
Denso, do início ao fim. Depressivo. Narram-se incontáveis maracutaias praticadas por inúmeros pilantras eleitos ou alçados ao poder. Todos ainda aí, posando de “reserva ética” da política.
Esse foi meu primeiro livro que li desse gênero em 2014. Muitos outros já estão na fila, que é longa, pois o que não faltam são escândalos e esquemas de corrupção – num fluxo constante. Assim, acho que teremos opções infinitas nos próximos anos.
Gostei do livro, mas achei que poderia ter ido mais fundo nos casos descritos. Listo resumidamente minhas percepções:
1) Para um 'iniciante', aprendi muita coisa. Há muitos casos de corrupção e clientelismo ligados a momentos importantes na história política nacional recente. Apesar do enredo girar em torno da família Sarney, muitos outros políticos são citados e esse é um ponto interessante;
2) Por serem muitos casos de corrupção e negociatas descritos no livro, o mesmo acaba por não se aprofundar. O que gera uma curiosidade e vontade de continuar lendo para entender melhor como a coisa toda funcionou, e pior, funciona atualmente;
3) Linguagem leve e de fácil compreensão. Por um lado deixa a leitura leve, por outro deixa a desejar nos detalhes mais específicos;
Conclusão: boa leitura para iniciantes. Porém, a leitura isolada do mesmo não agrega muito. Assim, faz-se necessário buscar outras fontes, como livros e arquivos de reportagens de época.
Bom, já sabíamos do nível de bandidagem da família Sarney, mas ao acompanhar o livro de Palmério Dória você fica realmente impressionado com o nível de coisas que são possíveis de serem feitas quando você faz os amigos certos, como Roberto Marinho, juízes do Supremo, membros do Ministério Público, senadores e deputados. Um retrato incrível do Brasil dos anos 1980 e 1990. Quem acha que hoje temos muita corrupção não sabe o que é corrupção de verdade, e o pior, sempre sem serem sequer investigados, como as privatizações, os anões, as ambulâncias e muitos outros esquemas jamais investigados. Livro indispensável para entender o Brasil que vivemos.
Um retrato interessante e bem documentado de como tudo deu no que deu...Nessa época de políticos tão hipócritas que mudam de cor de partido, negam padrinhos, vão à igreja que antes cuspiam na porta esse livro conclui que tal comportamento execrável tem raízes profundas na classe política cujo principal bandido é mentor foi chamado pelo Presidente/presidiário como um dos homens mais honestos e importantes da nação. Segundo ele um exemplo para todos...então tá...
Eu queria ler este livro já há algum tempo. Apesar de ser uma denúncia necessária, achei a escrita um tanto apressada, onde nomes e situações se misturam e causam uma certa confusão ao leitor. Comecei a ler o livro super animada, terminei aliviada por estar 'livre' da leitura. Uma pena.