O assassínio do Presidente da República Sidónio Pais, ocorrido em 1918, é um mistério. Apesar de a polícia ter prendido um suspeito, este nunca foi julgado. A tragédia ocorreu quando Lisboa estava a braços com a pneumónica, a mais mortífera epidemia que atravessou o séc. XX e, ainda, na ressaca da Primeira Guerra Mundial. A cidade estava exaurida de fome e sofrimento. É neste ambiente magoado e receoso que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio em Dezembro de 1918. Francisco Moita Flores constrói um romance de amor e morte. Fundamentado em documentos da época, reconstrói o homicídio do Presidente-Rei, utilizando as técnicas forenses e que, de certa forma, continuam a ser reproduzidas em séries televisivas de grande divulgação sobre as virtualidades da polícia científica. Os resultados são inesperados e Mataram o Sidonio é um verdadeiro confronto com esse tempo e as verdades históricas que ao longo de décadas foram divulgadas, onde o leitor percorre os medos e as esperanças mais fascinantes dessa Lisboa republicana que despertava para a cidade que hoje vivemos. E sendo polémico, é terno, protagonizado por personagens que poucos escritores sabem criar. Considerado um dos mestres da técnica de diálogo, Moita Flores provoca no leitor as mais desencontradas emoções que vão da gargalhada hilariante ao intenso sofrimento. Um romance que vem da História. Uma história única para um belo romance.
Nasceu em Moura onde estudou até aos quinze anos. Continuou os seus estudos em Beja e depois já casado e com dois filhos em Lisboa, fez o Bacharelato em Biologia, em 1975, tendo sido a partir desse ano, professor do Ensino Secundário, dessa área, até 1978.
Nesse ano ingressou na Polícia Judiciária e foi o primeiro classificado no curso de investigação criminal e formação de inspectores.
Até 1990 pertenceu a brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios.
Várias vezes louvado, deixou aquela instituição para se dedicar à vida académica.
No entanto, regressa dois anos depois para junto da então direcção da PJ com a incumbência de proceder aos estudos e avaliações do movimento criminal. É nestas funções de assessoria que participa nos Casos de Polícia, programa da SIC que marca uma viragem nas relações entre polícia e comunicação social. Os 12 anos como inspector da Polícia Judiciária, proporcionaram-lhe inúmeras experiências e inspiração para as suas obras de ficção, sendo algumas delas adaptadas para televisão, através da sua produtora Antinomia.
Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Simultaneamente desenvolveu intensa actividade como escritor. Várias vezes premiado em Portugal. Colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos.
No que respeita à política é independente. Depois de na juventude ter vivido a euforia decorrente do 25 de Abril, com 21 anos, afastou-se de qualquer actividade política. Já depois de ter abandonado a PJ, aceitou por duas vezes integrar, na qualidade de independente, listas do PS à autarquia de Moura mas com o aviso prévio que não estaria disponível para aceitar lugares de acção política. Residindo em Santarém (S. Bento), o PSD deu-lhe apoio.
A 8 de Junho de 2009 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.
A minha opinião: Em “Mataram o Sidónio!” Francisco Moita Flores voltou a não me desiludir. Mestre da narrativa e a relatar os factos como ninguém, Moita Flores baseia-se num documento verídico, uma separata dos Archivos do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, intitulado Exames Periciais no Cadáver do Presidente da República Dr. Sidónio Pais, no Vestuário e na Arma Agressora. É com base neste documento que o autor dá vida a personagens que tiveram bastante destaque em Portugal e que contribuiram e muito para o desenvolvimento para as técnicas de polícia científica e análise de crimes: Azevedo Neves e Adrusbal d’ Aguiar. Em 1918 Portugal atravessava uma fase péssima. Descontentes com a política de Sidónio Pais, os portugueses eram dizimados pela pneumónica, uma variante da H1N1 que naquela altura mataria mais portugueses do que os que estavam a combater na batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial. A falta de higiene de povo português fez com que a conhecida gripe espanhola alastrasse ainda mais. E é a 14 de Dezembro deste mesmo ano que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio. José Júlio Costa é apontado como o assassino, ao alvejar com dois tiros o presidente rei. É nessa altura que entra em cena Asdrubal d’ Aguiar, director do instituto de medicina legal, que será convidado para receber o corpo de Sidónio Pais e fazer contactos para que este seja embalsamado. No entanto, passado pouco tempo, o juíz começa a desconfiar de que a pessoa que a polícia estava a acusar de ser o assassino do Presidente da República poderia não o ser devido às suas declarações controversas e pede a Asdrubal d’ Aguiar para fazer uma autópsia ao corpo, coisa nunca vista antes. Com a autópsia Asdrubal e companheiros descobrem que Sidónio Pais não apanhou dois mas apenas um tiro e que este não podia ter sido desferido por José Júlio Costa. Aquilo que a imprensa na altura disse, relatada por testemunhas do local foi que Sidónio Pais terá sido atingido por dois tiros, mas afinal foi apenas por um, mas segundo Asdrubal d’ Aguiar, o que as pessoas viram foram dois orifícios: de entrada e saída da bala. Além disso, segundo a autópsia, o tiro foi feito à distância e não à queima-roupa como afirmou a polícia. José Júlio Costa morreria 30 anos depois, no Hospital Miguel Bombarda, vítima de esquizofrenia, sem nunca ter sido julgado. Claro que pelo meio Moita Flores não se esquece do romance. Glória, esposa de Asdrubal é vitimada pela pneumónica, assim como a empregada destes, juntando o viúvo e Ana Rosa, única sobreviente da família da antiga empregada. Um livro fantástico que recomendo a ler.
Excerto: “… não se cansa de apregoar que a gente tome banho todos os dias, que lave as mãos, que mude de roupa, se estiver suja. Onde é que um homem arranja dinheiro para andar a mudar de ceroulas todos os dias. E a pele? A pele não conta? A pele é como as panelas. Conforme as vamos lavando, vão ficando mais fininhas até que abrem buracos…”
Curiosidades: Azevedo Neves, médico legista, mais tarde secretário de Estado do Comércio a convite de Sidónio Pais, convence o próprio Presidente da República a criar os institutos de medicina legal de Lisboa, Porto e Coimbra, além da criação da Polícia da Investigação Criminal equipado com laboratórios de polícia científica. A minha opinião: Em “Mataram o Sidónio!” Francisco Moita Flores voltou a não me desiludir. Mestre da narrativa e a relatar os factos como ninguém, Moita Flores baseia-se num documento verídico, uma separata dos Archivos do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, intitulado Exames Periciais no Cadáver do Presidente da República Dr. Sidónio Pais, no Vestuário e na Arma Agressora. É com base neste documento que o autor dá vida a personagens que tiveram bastante destaque em Portugal e que contribuiram e muito para o desenvolvimento para as técnicas de polícia científica e análise de crimes: Azevedo Neves e Adrusbal d’ Aguiar. Em 1918 Portugal atravessava uma fase péssima. Descontentes com a política de Sidónio Pais, os portugueses eram dizimados pela pneumónica, uma variante da H1N1 que naquela altura mataria mais portugueses do que os que estavam a combater na batalha de La Lys, na Primeira Guerra Mundial. A falta de higiene de povo português fez com que a conhecida gripe espanhola alastrasse ainda mais. E é a 14 de Dezembro deste mesmo ano que Sidónio Pais é assassinado na estação do Rossio. José Júlio Costa é apontado como o assassino, ao alvejar com dois tiros o presidente rei. É nessa altura que entra em cena Asdrubal d’ Aguiar, director do instituto de medicina legal, que será convidado para receber o corpo de Sidónio Pais e fazer contactos para que este seja embalsamado. No entanto, passado pouco tempo, o juíz começa a desconfiar de que a pessoa que a polícia estava a acusar de ser o assassino do Presidente da República poderia não o ser devido às suas declarações controversas e pede a Asdrubal d’ Aguiar para fazer uma autópsia ao corpo, coisa nunca vista antes. Com a autópsia Asdrubal e companheiros descobrem que Sidónio Pais não apanhou dois mas apenas um tiro e que este não podia ter sido desferido por José Júlio Costa. Aquilo que a imprensa na altura disse, relatada por testemunhas do local foi que Sidónio Pais terá sido atingido por dois tiros, mas afinal foi apenas por um, mas segundo Asdrubal d’ Aguiar, o que as pessoas viram foram dois orifícios: de entrada e saída da bala. Além disso, segundo a autópsia, o tiro foi feito à distância e não à queima-roupa como afirmou a polícia. José Júlio Costa morreria 30 anos depois, no Hospital Miguel Bombarda, vítima de esquizofrenia, sem nunca ter sido julgado. Claro que pelo meio Moita Flores não se esquece do romance. Glória, esposa de Asdrubal é vitimada pela pneumónica, assim como a empregada destes, juntando o viúvo e Ana Rosa, única sobreviente da família da antiga empregada. Um livro fantástico que recomendo a ler.
Excerto: “… não se cansa de apregoar que a gente tome banho todos os dias, que lave as mãos, que mude de roupa, se estiver suja. Onde é que um homem arranja dinheiro para andar a mudar de ceroulas todos os dias. E a pele? A pele não conta? A pele é como as panelas. Conforme as vamos lavando, vão ficando mais fininhas até que abrem buracos…”
Curiosidades: Azevedo Neves, médico legista, mais tarde secretário de Estado do Comércio a convite de Sidónio Pais, convence o próprio Presidente da República a criar os institutos de medicina legal de Lisboa, Porto e Coimbra, além da criação da Polícia da Investigação Criminal equipado com laboratórios de polícia científica.
"Não reconhecia fosse quem fosse por ser poderoso ou humildade. Bastava-lhe saber se era boa pessoa, bondosa e afável, ou se estava perante um exemplo da soberba ou de qualquer outro dos pecados capitais"
É o segundo livro que leio de Francisco Moita Flores e não me desiludiu. O autor domina a apresentação de factos históricos e a construção da narrativa como ninguém. Nesta obra o mote é o assassinato do Presidente-Rei Sidónio Pais e o aparecimento súbito e voraz da gripe espanhola em 1918, bem como os primórdios da Medicina Legal e Ciência Forense em Portugal. A par do enredo central temos personagens humanas, ricas, cheias de emoções e sentimentos, com quem nos conseguimos identificar.
Uma leitura fácil, que nos transporta para uma Lisboa de 1918, cheia de problemas sociais, políticos e de saúde pública (H1N1, tuberculose, sífilis). É neste contexto que é assassinado o presidente da república Sidónio Pais, ele que decretou a criação da polícia de investigação criminal e do instituto de medicina legal, cuja importância para o esclarecimento do seu assassinato é fundamental. Uma boa obra de ficção histórica com uma boa dose de humor que se lê num ápice.
Primeiro livro de Moita Flores que li, não volto a comprar este autor. Uma boa lição de "História da ciência forense em Portugal". Demasiado "bla bla bla" entre os personagens.
Fez-me lembrar uma versão muito menos apaixonante dos Mais de Eça, uma tentativa (a meu ver frustrada) de igualar a grandeza do Eça. Para mim, aquilo que podia ter sido uma obra fantástica sobre uma época tão conturbada da história de Portugal tornou-se uma leitura enfadonha e desinteressante. A mesma sensação que tive quando li os Mais de Eça: demasiada política e pouco desenvolvimento do Carlos e da Maria Eduarda.
(posto isto talvez os fãs dos Maias gostem também deste?)
A meu ver uma tentativa mal conseguida de desenvolvimento de um tema de romance tão fascinante...
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Este é o segundo livro que leio de Francisco Moita Flores. O primeiro, A Fúria das Vinhas, dei-xou-me com vontade de ler mais deste autor e agora tive essa oportunidade. Em menos de 24 horas “devorei” este livro e fiquei a conhecer mais da época que ele retrata. Estamos em Dezembro de 1918 e Portugal está a braços com duas desgraças. A “espanhola” – hoje conhecida por H1N1 – e o fim da I Guerra Mundial. Lisboa é uma cidade em sofrimento, quer pelas mortes que se acumulam (cerca de 50% da população mundial à época perdeu a vida por culpa da “espanhola”) quer pela fome. Asdrúbal d’Aguiar é o director interino do Insti-tuto de Medicina Legal, criado, pouco tempo antes, por Sidónio Pais a pedido do seu secretário de Estado do Comércio, Azevedo Neves – que era o director da Morge de Lisboa antes da sua passagem a Instituto de Medicina Legal. Todas as famílias perdem alguém para a “espanhola” e Asdrúbal não é excepção – primeiro a empregada e depois a mulher perdem a vida enquanto a doença não dá mostras de abrandar. Quem também perde a vida é o presidente – Sidónio Pais – assassinado na estação do Rossio, aparentemente com dois tiros. A polícia, na tentativa de apanhar os meliantes, mata várias pessoas, e prende José Júlio da Costa, um dos presumíveis assassinos. Autopsiar o corpo de um presidente ou de um rei, na época, era proibido e, por isso, Asdrúbal apenas vê o corpo de Sidónio Pais de relance, sendo, posteriormente, embalsamado pelo seu grande amigo Monteiro. No final de 1918 a ciência forense está a dar os primeiros passos, sendo pouco aceite nos tri-bunais que aplicam a justiça com base em confissões arrancadas à base da tortura dos presos. José Júlio da Costa, torturado, faz várias confissões, nenhuma igual à anterior e, pior, nenhuma coincidente com os ferimentos que Asdrúbal e Monteiro viram no corpo de Sidónio Pais. Felizmente um juiz, homem de convicções fortes e com uma mentalidade avançada, desconfia destas falsas confissões e pede a Asdrúbal e Monteiro que façam a autópsia do corpo do pre-sidente de modo a poder perceber, efectivamente, como é que Sidónio Pais é morto. As conclusões dessa autópsia são surpreendentes e inesperadas e levam a que José Júlio da Costa nunca chegue a ser julgado, acabando por morrer, 28 anos depois, no Hospital Júlio de Matos. Asdrúbal torna-se num dos melhores médicos legistas da época, reconhecido mun-dialmente. Uma das personagens secundárias deste livro – Monteiro –, o melhor amigo de Asdrúbal, aca-ba por ser quem nos traz a pitada de humor que fica sempre bem em qualquer livro. É sim-plesmente hilariante, quer o testemunho deste médico num julgamento em que é convidado a depor sobre uma violação, quer as respostas que dá ao Governador Civil de Lisboa enquanto a autópsia de Sidónio Pais decorre. Com este livro, fiquei ainda mais fã de Francisco Moita Flores.
"... que a felicidade é um combate, uma necessidade que exige trabalho, que nos põe à prova, que nos desafia, que se constrói e desconstrói, que se exalta, fervilha e logo desaparece, como se fosse um suspiro. Descobri, afinal, que amar não é a entrega egoísta a outro. Ninguém é feliz no egoísmo. Ninguém ama uma só pessoa, uma só paisagem, uma só árvore."
Learned a lot. But this is a crime/ historical crime book. There is too much information, like an official document or report. And why (oh why?) is there Pessoa in the middle of the book? What is the point?!
Foi o primeiro livro do Francisco Moita Flores e fiquei a gostar muito do autor. É curioso como vemos nomes (que por norma vemos em nomes de ruas) ganharem contexto e vida. Gostei muito desta história, em especial, porque foi através dela que li praticamente todos os seus livros.
Excelente romance onde a ficção se confunde com a história do início da primeira República onde os seus problemas são retratados através dos protagonistas do assassinato do Presidente Sidónio Paes ocorrido a 14dez1918
Dos livros de Moita Flores que li, este foi o que mais gostei!! Dá-nos a visão da vida atribulada da I República e contextualiza o início da ciência forense em Portugal.
Este foi o primeiro livro de Moita Flores que li, e fiquei com vontade de ler mais. Gosto de ler sobre a nossa história para além dos Descobrimentos (a única época a que se dá ênfase na nossa história, com outros tantos episódios e épocas riquíssimos que são tantas vezes esquecidos , ou ocultados) e este livro fala-nos de um passado recente, tão importante para nos encontrar-mos no presente que vivemos - uma República que é ainda jovem e que já tem tantos episódios marcantes.
Gostei da escrita, simples mas bem elaborada, que cativa o leitor logo nas primeiras linhas.
E adorei ler sobre personagens tão reais e importantes como são Júlio de Matos, Miguel Bombarda, Asdrúbal d'Aguiar, e outros tantos.
Enquanto Lisboa é devastada pela pneumónica, Sidónio Pais é assassinado. A sua morte é envolta em contradições que não escapam a Asdrúbal d'Aguiar, proeminente médico legista da nossa história. E quando é ordenada a autópsia do Presidente, Asdrúbal confirma as suas suspeitas. Mas uma dúvida permanece: quem matou Sidónio Pais?
Na busca pela verdade sobre a morte do Presidente da República, Moita Flores vai dando ao leitor uma visão fascinante e real de como era a medicina legal em Portugal no início do século.
Mais do que um bom romance, um documento histórico!
Como curiosidade: Francisco Moita Flores foi meu professor na pós-graduação em Ciências Criminais, e ao ler este livro, conseguia ouvir a sua voz nasalada, e o seu entusiasmo, a contar todas estas "histórias" da História de Portugal, da História da Medicina Legal e das Ciências Criminais.
Prós: O conhecimento histórico transmitido ao leitor, da época e de como a medicina legal era e evoluiu. As personagens, reais, tal como os acontecimentos, fazem com que o leitor leia um documento histórico, através de um romance.
Um livro cheio de verve, que descreve tempos conturbados em Portugal: fome e crise a seguir à primeira grande guerra, a gripe espanhola, os governos que caiam que nem tordos. Mas também um tempo de progresso cientifico,de mais instrução, em que se começou a desafiar o obscurantismo e cegueira da policia e dos tribunais. 3.5 estrelas
Fantástico! Adorei a história, as personagens, o tempo e o espaço! É sem dúvida um livro muito bem conseguido que expõe a sociedade portuguesa do início do século através de um episódio singular da nossa história.
Mais ou menos. Esperava mais conexão e emoção na narrativa. Foi apenas uma versão romanceada da descrição da autópsia a Sidónio Pais, Os tempos conturbados da primeira República, a gripe espanhola e a grande guerra.
Safou-se algumas frases eruditas interessante, por vezes encaixadas na narrativa
O desvendar da morte de Sidónio Pais pelas mão de um médico legista, muito interessante, ficamos a saber um pouco sobre a nossa história de como seria feita a pericia a um assassinato. Foi o 1º livro que li de Moita Flores espero ler outros!