Clara e Leonor são duas irmãs que perderam a mãe com dez e seis anos, respectivamente. O pai, divorciado há muito tempo da falecida mãe, já não dá tanta atenção às duas irmãs. A inesperada visita da avó Matilde, que tinha cortado relações com a mãe revela-se cheia de surpresas e decisões. As duas irmãs acabam por ir viver com a avó, para desagrado da irmã mais velha, Clara, que se sente muito protectora em relação a Leonor. Um livro cheio de carinho, que retrata a força e amizade de duas irmãs.
Maria Teresa Maia Gonzalez nasceu em Coimbra, em 1958. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Variante de Estudos Franceses e Ingleses – pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Vive em Lisboa e tem como passatempo a pintura. Foi professora de Português, Inglês e Francês, no ensino particular e público, entre 1982 e 1997, em Alverca do Ribatejo, Manique e Lisboa. Muito cedo sentiu despertar o gosto pelas histórias ouvidas e lidas em família. Por volta dos nove anos, começou a sentir o gosto pela escrita, escrevendo poemas e histórias com regularidade. Iniciou a sua carreira na escrita em 1989, quando ainda era professora. Recebeu o Prémio Verbo-Semanário, juntamente com Maria do Rosário Pedreira, pelo livro O Clube das Chaves Entra em Ação, em 1989. Da sua obra constam sobretudo romances juvenis, sendo também da sua autoria histórias infantis, fábulas, poesia, contos, crónicas, ficção para adultos e uma coleção juvenil de peças de teatro. São temáticas recorrentes nos seus livros os direitos das crianças e dos adolescentes, a espiritualidade e os problemas da adolescência, nomeadamente, a solidão, as perdas, a depressão, os conflitos familiares, as dependências químicas, a violência em meio escolar, a violência doméstica, a sexualidade e a afetividade. Vê o livro destinado aos mais novos como veículo promotor dos valores humanos, sobretudo o respeito pelo indivíduo e pela natureza, a paz, a saúde, a harmoniosa convivência entre gerações e culturas diversas, e a espiritualidade.
Um livro sobretudo triste, um pouco para o lamechas, mas que no fundo é bonito. Aconselho a jovens sentimentais e que se identifiquem de alguma forma com as personagens.
Lembro-me de ler este livro quando era mais nova, devia ter uns 15 anos, hoje, 10 anos depois, aos 25 anos, decidi voltar a lê-lo! É engraçado ter o lido com esta diferença de idade, porque o livro é escrito por uma pessoa, já mais velha, sobre a sua um infância e a da sua irmã! Ao voltar a lê-lo não fazia ideia do que me esperava, não me lembrava do que falava, apenas sabia que tinha sido uma lição de vida e que tinha chorado do início ao fim! Apesar de, desta vez, não ter chorado, não deixou de ser uma lição de vida e uma aprendizagem enorme! Este livro faz-nos refletir muito sobre sermos boas pessoas para o mundo, sobre a sorte enorme que temos ao ter uma família, sobre saber que os nossos pais ou alguém nos deu a educação que melhor souberam dar! Este livro faz-nos pensar que coisas pequenas são uma sorte muito grande! Mal posso esperar para o ler novamente daqui a 10 anos, e recordar o quão ele ensina!
O último livro, Recados da Mãe, é muito especial para mim, foi lido pela primeira vez quando tinha 10 anos. Lembro-me perfeitamente que na altura a autora foi à minha escola e a Jéssica envergonhada lá conseguiu reunir a coragem necessária para pedir um autógrafo. Já li este livro muitas vezes e chorei em todas. Resumidamente este livro conta-nos a história de duas irmãs que perdem a mãe. Centra-se na capacidade necessária que as duas meninas precisam para ultrapassarem uma situação tão difícil das suas vidas.
Este foi um livro que marcou a minha infância, iniciou a saída da ingenuidade e inocência, remetendo sempre para a empatia e pelos valores que nos vão sendo trespassados. Cada expressão, a cumplicidade entre as três, um pequeno conto de fadas envolto na crua e dolorosa realidade quebra corações e transtorna mesmo os mais frios e, por vezes chamados de insensíveis. A história poderia ter sido de cada um de nós, envolvendo-nos da trama daquilo que deverá ou não ser feito, sempre com carinho, sempre nas melhores das intenções. Adorei.
Depois de tanto tempo... Encontrei - o à venda na papelaria mesmo em frente da minha casa. Li - o pela primeira vez quando tinha 11 / 12 anos ou assim.