Considerado como um dos nomes maiores da literatura, este escritor, filósofo, pedagogo e até profeta, foi um defensor acérrimo das minorias e dos mais desfavorecidos, e um dos primeiros a insurgir-se contra a escravatura. Apesar das muitas perseguições a que foi sujeito, Tolstói encontrou na escrita um refúgio e foi de forma sábia que abordou temas tão inquietantes quanto complexos.
Entre 1865 e 1869 escreveu e publicou aquela que é talvez a sua obra-prima e uma das maiores criações literárias de Guerra e Paz. Tendo como pano de fundo um cenário de guerra, com a invasão da Rússia por parte das tropas Napoleónicas, esta novela épica apoia-se em episódios ficcionais e históricos sobre aquele país, num momento de profunda convulsão. Nesta obra grandiosa, as personagens amam, odeiam e lutam, mas acima de tudo anseiam por encontrar o sentido da vida. Tal como elas, também Tolstói se confrontou inúmeras vezes com a sua própria condição enquanto ser humano, refugiando-se a dado momento numa fé e religiosidade profundamente vincadas. Tolstói deixou-nos um valiosíssimo legado literário e o seu nome perfila ao lado de outros grandes vultos como Shakespeare ou Homero.
Lev Nikolayevich Tolstoy (Russian: Лев Николаевич Толстой; most appropriately used Liev Tolstoy; commonly Leo Tolstoy in Anglophone countries) was a Russian writer who primarily wrote novels and short stories. Later in life, he also wrote plays and essays. His two most famous works, the novels War and Peace and Anna Karenina, are acknowledged as two of the greatest novels of all time and a pinnacle of realist fiction. Many consider Tolstoy to have been one of the world's greatest novelists. Tolstoy is equally known for his complicated and paradoxical persona and for his extreme moralistic and ascetic views, which he adopted after a moral crisis and spiritual awakening in the 1870s, after which he also became noted as a moral thinker and social reformer.
His literal interpretation of the ethical teachings of Jesus, centering on the Sermon on the Mount, caused him in later life to become a fervent Christian anarchist and anarcho-pacifist. His ideas on nonviolent resistance, expressed in such works as The Kingdom of God Is Within You, were to have a profound impact on such pivotal twentieth-century figures as Mohandas Gandhi and Martin Luther King, Jr.
A spell: it's beautiful like a waltz, it's strong like a battle, it's big like Russia, it's generous and passionate like its inhabitants. And it is written with art and manner of a great, an immense, stylish, one of those of the most excellent century of one of the greatest countries of literature. Have I said enough that it was big?
Depois de um primeiro volume bastante marcado pela guerra contra Napoleão, no início do século XIX, esta segunda parte de Guerra e Paz traz ao leitor mais paz do que guerra. Os protagonistas do livro que haviam estado na frente da batalha regressam a casa; Andrei está decidido a viver uma vida mais pacata depois das agruras que passou na guerra e também devido a alguns contratempos pessoais, enquanto que Nikolai Rostov volta ao convívio da sua família, mas a vida do dia-a-dia parece não satisfazer as suas necessidades, e os problemas financeiros da família não ajudam.
O segundo volume de Guerra e Paz centra-se bastante no lado emocional das personagens, nos acontecimentos do dia-a-dia e nas aventuras e desventuras amorosas dos protagonistas da história. Os acontecimentos políticos estão lá, mas o período de acalmia no que respeita às guerras napoleónicas é aproveitado pelo autor para o desenvolvimento da sua história e da vida das suas personagens. Agora já não é tão difícil seguir o vasto leque de personagens ou os vários nomes por que cada uma delas é normalmente tratado; o leitor já se sente à vontade com quem é quem, e o enredo assume contornos muito interessantes que tornam difícil pousar o livro.
Claro que é muito difícil catalogar qualquer parte deste livro como page-turner pelos padrões atuais, até porque Tolstoi dedica boa parte do seu texto às descrições e à exploração dos sentimentos das suas personagens. Mas a leitura nunca se torna maçuda e chega mesmo a ficar viciante. Este é um livro com um pendor filosófico mais acentuado, onde as questões sobre a génese da existência humana surgem amiúde; sente-se a evolução interior das personagens quando começam a refletir sobre o que as move e os caminhos que escolhem, e isso torna tudo muito mais interessante.
Portanto, para já o balanço é muito positivo. Encontro-me a meio da leitura desta obra e contente por estar a gostar tanto. Conto ler os dois seguintes em breve e, claro, depois conto-vos como correu.
"Se o homem pudesse achar um estado em que, sendo ocioso, se sentisse útil e ciente do dever cumprido, acharia uma das facetas da felicidade primitiva."
Neste segundo volume, estamos familiarizados com a miríade de personagens, já lhes conhecemos o passado e começamos a preocupar-nos com o seu futuro. Muita coisa aconteceu ao longo dos quase sete anos (1805-1812) que o livro cobre. Os soldados russos regressam de Austerlitz para a vida em sociedade, sendo que a sua prestação no exército (e na Batalha em específico) se reflete no seu estatuto social. A humanidade de cada personalidade adensa-se. Pierre, sem qualquer ligação aos palcos de guerra, foca-se na aprendizagem e na melhoria do seu carácter, bem como numa série de questões espirituais, Andrei sofre uma reviravolta na sua vida que leva a que se isole e caia em melancolia, e depois, quando o seu destino se cruza com o de outra personagem que nos é cara, vai redescobrir o prazer de estar vivo. Nikolai Rostov, também regressado a casa de Austerlitz, é agora visto como um homem pela família, mas ainda conserva alguns trejeitos da juventude. Descobrimos nele um idealista romântico, e nem a situação de ruína eminente da família o leva a agir contra os seus princípios.
Em geral, trata-se de um segundo volume passado num período de paz, em que Napoleão forja uma aliança com o Império Russo, conseguindo assim um hiato no conflito armado. A Rússia respira de alívio, decide "manter-se fora dos conflitos Europeus", mas, em simultâneo, nasce nos russos um sentimento de si próprios. Por muito que a cultura francesa continue a ser admirada nas esferas aristocráticas, surgem indícios do que é a verdadeira essência deste povo. Há uma cena em que Natacha (uma menina criada na sociedade moscovita, que usa vestidos à la mode, penteados à grega, que fala francês e vibra com a valsa austríaca), usa um lenço tradicional russo estendido por uma criada, e dança animadamente ao ritmo da balalaica que um trabalhador rural dedilha. Essa demonstração do modo de ser russo - tão natural, tão instintiva em Natacha -, por parte de uma jovem que foi criada para os maneirismos "europeus", espanta e delicia um tio que vive à margem da sociedade, e portanto distanciado desse europeísmo que vinga na aristocracia imperial.
Neste volume, começam as emoções fortes. Desiludimo-nos fortemente com algumas personagens, deixamo-nos enternecer por outras. Acompanhamos um pouco do quotidiano, das vivências daquele povo tão à margem do resto do mundo, das suas dinâmicas sociais, ideologias e excessos, bem como da sua espiritualidade e ocasional abnegação. Neste momento a narrativa subdivide-se em vários núcleos, e todos me surgem interessantes e promissores, daí que me seja tão difícil parar de ler. Ontem, por volta da meia-noite, faltavam 90 páginas para encerrar o volume. Disse a mim mesma que terminava hoje, mas que ia "ler só mais um capítulo". Quando dei por mim, tinha avançado 30 páginas, só faltavam 60, ainda assim muitas, por isso terminava hoje. Sentei-me na cama, decidida a ir beber um último copo de água antes de dormir, e quando o fiz, com o livro no colo, iniciei a leitura de um novo capítulo e despachei mais 30 páginas. Fui beber o copo de água, voltei para a cama e olhei para o livro. Que importam as horas? Só faltavam 30 páginas, podia bem lê-las assim que abrisse os olhos, mas...
Aqui está um livro que não quero que acabe, mas cuja conclusão desejo alcançar o quanto antes. Pergunto-me porque nunca lhe tinha dedicado um pensamento sério, porque me mantive desinteressada dele até agora? Possivelmente porque julguei que não teria nada em comum com os russos, que não encontraria identificação com os seus dilemas. No entanto, a humanidade dos russos é tal e qual a nossa. Os dilemas são os mesmos transversais a cada indivíduo, a cada povo. Será que Deus existe? Será este o caminho da felicidade? Se viver apenas sem causar mal, viverei bem e serei absolvido? Terei coragem para deixar ir a pessoa que mais amo, e enfrentar a solidão após a sua partida? Um ano de afastamento será a eternidade para dois apaixonados? Devemos sacrificar os sentimentos ao bem-estar financeiro, à posição social e ao prestígio das nossas relações?
Parto para o terceiro livro com renovado entusiasmo, a torcer por estas pessoas e a desejar que cumpram os seus desejos e sejam bem-sucedidos nas suas lutas. Sempre consciente de que Napoleão irá violar a aliança a qualquer instante e marchar Rússia adentro, para destruir tudo o que sempre foi familiar a estas personagens. A Batalha de Borodino aproxima-se, e com ela há-de abrir-se uma ferida sem precedentes no orgulho russo. Aquilo que foi o maior fiasco de Napoleão, que levou à retirada mais catastrófica de um exército na história militar, e que custou a vida a 375 mil pessoas, no seu balanço final, será o absoluto desastre para os Rostov, os Bolkônski e os Bezukhov? Estas famílias atravessam-se entre Napoleão e o seu objectivo, e prevejo um final épico para os seus destinos.
Depois de um primeiro volume bastante marcado pela guerra contra Napoleão , no início do século XIX , esta segunda parte de Guerra e Paz traz ao leitor mais paz que Guerra. Os protagonistas do livro que haviam estado na frente da batalha regressam a casa. Andrei está decidido a viver uma vida mais pacata depois das agruras que passou na guerra e também devido a alguns contratempos pessoais , enquanto Nikolai Rostov volta ao convívio da sua família , mas a vida do dia a dia parece não satisfazer as suas necessidades.
O segundo volume de Guerra e Paz centra-se bastante no lado emocional das personagens , nos acontecimentos do dia a dia e nas aventuras e desventuras amorosas dos protagonistas da história.
A leitura para já não se tem tornado maçuda (que era um receio que tinha) portanto para já o balanço é bastante positivo . Estou a gostar bastante .
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Neste segundo volume comecei a vislumbrar algumas das razões pelas quais o livro se tem mantido tão relevante ao longo de tantos anos. A sede de realismo de Tolstoy fez com que este enveredasse por uma narrativa de caráter histórico, mas não se ficou por aí, enredou tudo muito bem num formato de romance, construindo assim um épico que relata os grandes eventos Europeus do início do século XIX através dos olhos de várias famílias que servem para ir ao detalhe na discussão da organização do estado, do tecido social e das ideologias políticas enquanto nos entretem com os conflitos próprios do romance.
Este segundo volume apresenta uma escrita mais elaborada, um ritmo mais rápido, também porque já conhecemos os personagens e estes agora se começam a cruzar, gerando em nós a recompensa do reconhecimento, ao mesmo tempo que nos começamos a preocupar com os destinos de cada um.
Este segundo volume consegue ser ainda mais emocionante que o anterior. Agora que conhecemos as personagens mais intimamente, é espantoso como Tolstoi consegue fazer com que o percurso delas tenha tanta importância para nós leitores. Não existindo muitos cenários de guerra neste volume, o que nos prende a atenção desde da primeira pagina são as gigantescas intrigas da alta aristocracia de S. Petersburgo. E estas intrigas são tao bem construídas, que nunca sentimos falta da ação de uma guerra. Pierre e o Príncipe Andrei, continuam a ser as minhas personagens favoritas. O desenvolvimento do seu caracter ao longo deste segundo volume é soberbo e são sem duvida as personagens com que sofro mais. Estou ansiosa por começar o terceiro volume.
A escrita de Liev Tolstoi é irrepreensível, belíssima e prazerosa, brinda-nos aqui e além com humor, mas muito bem elaborado e enquadrado nas falas e nos pensamentos dos personagens. De 1808 a 1811 foi tempo de paz, Napoleão e Alexandre I apertaram as mãos, beijaram-se, tornaram-se íntimos, fizeram regulamentações e alianças com os países vizinhos.
Na família Rostov as meninas medraram: Vera casou, Natacha e Sónia tornaram-se belas mulheres, Natacha é labareda, a paixão brota e tem que chegue para todos, Sónia é mais comedida, eternamente apaixonada pelo primo, Nicolau não decide por quem casar: o amor ou o dinheiro.
A família Bolkonski, André sofreu duas duras provas, contudo enamora-se, contrariando a família, que não vê aí um bom negócio. É admirado pela alta sociedade por ser um homem inteligentíssimo e altruísta. Maria tem dois amores, Deus e o sobrinho. O velho cada vez mais rezingão, sabe mais com um olho fechado que os outros aristocratas com os dois bem abertos, faz oposição a Alexandre.
Entretanto Boris, pelintra, procura noiva rica com palácio e muitas alminhas para trabalhar para ele, corre! Corre! atrás delas, tudo faz para entrar na alta roda.
Anatólio é um esgrouviado, boémio e mulherengo, para este aristocratazinho mulher é mulher, seja cigana, branca, rica ou pobre, bate os olhos em cima e fica de imediato apaixonado, só quer é festas e carícias….
A sua irmã, é uma mulher de rara beleza, por quem todos os homens sonham e suspiram, fazem fila para lhe beijar a mão demoradamente, enquanto espreitam para o decote do vestido. Tem verdadeiro culto pelo seu corpo, pelo que é a sua única ocupação é esbanjar o dinheiro do marido. Em contraste, Pedro é Mação e com um grande coração, foi o primeiro a criar escolas e hospitais para os seus camponeses e dar-lhe melhores condições de vida, o sofrimento alheio não lhe é indiferente, independentemente da condição social.
Espreitei o livro III, e aí vem Guerra, as tropas avançam para o Oriente sob o comando de Napoleão.
Tanta coisas que aconteceu em pouco mais de 400 páginas... Estou a adorar conhecer todas as personagens. Adoro os Rostov, os Bolkonski, o Pierre, a Natacha. Neste volume não se abordam batalhas e para mim a leitura fluiu melhor. Estou a adorar, mais uma vez, a escrita do Tolstoi. E com isto já vou a meio 🤭😁
Como Tolstói consegue levar-nos ao interior das personagens, sem ser cansativo e maçudo, não sei, mas temos um escritor que tem o dom da palavra (se dúvidas houvesse). Neste volume, estamos num período de paz e assistimos ao desenvolvimento da vida quotidiana. Muita coisa acontece, mas não me senti perdida, a familiaridade com o contexto já está alcançada. As personagens são complexas, claro que estão moldadas pelos padrões e costumes da época, mas sinto que poderiam ser pessoas reais, cheias de conflitos internos e levando o leitor ora adorando-as ora detestando-as. O que nos faz pensar sobre as nossas próprias acções e reacções. As descrições do Tolstói são maravilhosas, conseguem colocar o leitor no meio das cenas e visualizar como se tudo estivesse a acontecer em frente aos seus olhos. Tenho uma tendência para gostar de Andrei, mas penso que é Pierre o mais fácil de se enternecer por. Espero que o futuro lhe reserve coisas boas, porque penso que é o único que eu preciso que tenha um bom fim. Das mulheres, Mária, que é uma personagem demasiado certinha e que precisa claramente de aprender a defender a sua integridade, mas o seu bom fundo faz-me querer protegê-la contra qualquer mal.
Este segundo volúmen de "Guerra y paz" me ha gustado lo mismo que el primero. Se centra en su mayor parte en la conquista de Moscú por parte de las tropas napoleónicas. Los rusos tienen que abandonar la ciudad y trasladarse a la periferia y se nos muestran las consecuencias de esto para los personajes principales y sus allegados.
Como en el volúmen 1, lo que más me gusta es la parte histórica, lo referente a las batallas, la conquista de Moscú y el posterior retroceso de las tropas napoleónicas. Lo que menos, lo que trata sobre la aritocracia en San Petersburgo y sus salseos.
El epílogo tiene dos partes y en la primera se nos cuenta lo que pasa con los principales protagonistas tras la guerra. Pero en la segunda parte Tolstoi reflexiona sobre la guerra, la historia, el pueblo ruso, etc, y es un poco difícil de seguir. Para mí el libro termina en la primera parte del epílogo, lo que sigue es prescindible.
Resumiendo, el libro me ha gustado, me ha parecido interesante, pero no ha llegado a engancharme y tiene partes algo pesadas que yo habría eliminado.
Fascinante de principio a fin. La pluma es sublime, y la historia, repleta de personajes inolvidables, ofrece reflexiones profundas con una perspectiva histórica y temporal admirable. A pesar de su extensión, nunca se hace pesada: la trama es tan absorbente como significativa, entretejiendo con maestría los enredos de la alta sociedad con el drama de las guerras napoleónicas. Llena de giros inesperados y momentos memorables. Sin duda, mi mejor lectura rusa hasta ahora.
Grandiose and ambitious. As I read somewhere, this ~1,800-page long novel is an attempt to showcase the life of humans in all their manifestations: love and death, patriotism and submission, family and politics, jealousy and the vigour of the youth.
It is at times whimsical in its approach, swinging between the private lives of the large cast of characters [alert: spoilers]; the description of historical events from an omniscient point of view; and short impersonal “essays” or digressions about philosophy, the military, or the study of History itself. Each of these “bursts” can last from half a dozen pages to a hundred or more, and it's always impossible to predict what will come next: the extemporaneous critique of the ways of the aristocracy at a specific point in time in a particular Russian city, the detailed chronicle of the intimate religious struggles of Pierre Bezukhov (probably the main character), or a light-hearted description of day-to-day life for young noblemen in times of peace. This unpredictability, and the heavy subjects interspersed in the main story, make for a laborious read.
After “Ulysses” and this one, I'm starting to notice that a common denominator of great novels is the enormous empathy that the author displays for all their characters. There are angels and villains, treason and abnegation, but all characters feel real and have nuances, and the reader has to love and understand them all.
Metade do caminho. Por acaso tenho curiosidade em saber o motivo de esta edição ter quatro volumes. Não sei se há algum convénio, se tem que ver com a edição original ou se foi apenas uma decisão puramente comercial. Esta curiosidade não surge do nada. Explico:
Terminando este 2.º volume, parece-me evidente a diferença no desenvolvimento da história e o tratamento que Tolstoi deu às suas personagens. Dá a ideia que o autor faz claramente o papel de um Deus impiedoso que lhes concedeu uma primeira fase (1.º volume) para se exporem à vontade, para crescerem, alimentarem os seus sonhos (e tão fúteis alguns deles -ou todos) e depois, consciente do seu poder, pegou no martelo e começou a destruir as fracas fundações que os sustentavam. Nem falo da guerra. Na verdade houve, de entre as personagens, quem encontrasse a sua paz na guerra. Tolstoi massacra-os expondo-os ao ridículo das suas firmes mas enganadoras ideias, das suas concepções... arrebatando-lhes tudo a seu bel-prazer. Contudo é um incrível ver como alguns deles se superam, se transformam e se adaptam às vicissitudes. Elas, personagens, tão fracas e tão fortes, como nós que assistimos a tudo da plateia com mais ou menos noção do espelho que temos nas páginas.
Tudo o que possa escrever é nada comparado com o que, quem de direito e com total probidade, já escreveu. Mas a fama é justa e merecida e este 2.º volume é uma obra absolutamente avassaladora.
Neste segundo volume Tolstoy continua a levar-nos entre episódios de guerra e de sociedade. Achei mais fácil de ler, uma vez que já conheço as personagens. Este é um clássico russo bastante diferente de outros que já li. Na verdade estou a achá-lo um livro bastante divertido. Vamos lá continuar para o próximo volume.
Второй том, в отличие от первого, бОльше впечатляет. Тут и атмосфера более насыщенная, и диалоги более жизненные, и сцены войны/мира постоянно настраивают читателя на различный лад: радости, переживания, сочувствия, грусти, страха, любви.
В этой части мы видим жену Пьера со всеми её прелестями: на неё пускает слюну чуть ли не весь высший свет. Разумеется, что развратный Долохов заглядывается на прекрасную, соблазнительную жену Пьера: Пьер вызывает его на дуэль (классика). Пьер ранил Долохова, «развёлся» с женой, ищет себя и вследствие чего, вступает в масонское братство. Очень хорошо помню сцену его посвящения, ещё со школы. Интересно, откуда Толстому удалось так детально описать этот чудной обряд?
Диалог между Пьером и Князем Андреем - довольно сильный диалог: оба товарища прибывают в геометрически противоположных состояниях: вдохновлённый масонами Пьер в поисках добра, помощи людям и всемирного счастья, и угрюмый, невероятно печальный Андрей: вернувшийся раненым (под Аустерлицем) с войны в день родов своей жены, которая не пережила этих родов.
На земле, именно на этой земле (Пьер указал в поле), нет правды — всё ложь и зло; но в мире, во всем мире есть царство правды, и мы теперь дети земли, а вечно дети всего мира. - Пьер
Наташе Ростовой было 15, когда Болконский сделал ей предложение, ему - 31. В те года это было общей практикой).
Gosto tanto da maneira como em Guerra e Paz a filosofia do determinismo incutida a-dentro pela sociedade com o “Faço isto/Vivo assim porque tem de ser.” é explorada através destas mesmas personagens e da sociedade do séc XIX, pois vemos que na época, na própria situacao em que Pierre e Natasha e o resto das personagens viviam não eram permitidos sequer a ação de contemplar sobre as decisões lhes colocadas, de uma maneira coagida até. Ver as personagens a desafiar as regras impregnadas na sua classe, mas falhando a nível moral e emocional é apenas muah! chefs kiss porque metade desta gente é mesmo burra e má!!!!! holy shit!!!!! o que o dinheiro e estar enclausurada da cidade, das pessoas does to a person… mas é tão satisfatório e heart-warming vermos estas mesmas personagens a crescerem ao longo deste 15 anos— como situações tanto históricas como pessoais podem a vir mudar uma pessoa para o mal ou para o bem.
PRINCESA MÁRIA IREI TE PROTEGER PARA SEMPRE !!!! quero apenas abraçá-la e dizer que está tudo bem e que ela é a menina mais bonita do mundo com um coração de ouro que nada deste mundo terreno material equipara, de alguma maneira, de valor dele, meu deus!!! deixem-na ser feliz por favor!!!!!
During my first read, the second volume was when I started absolutely hating the novel. I'm still not sure about the reason. Perhaps, it was due to the absolute focus on the "Peace" part, with me finding the intrigues and dramas of a high-class society boring, not worthy of getting through. All I remember is me following the same pattern 3 or 4 times: dropping the book halfway through a chapter, then forcing myself to resume the reading a month later. Rinse and repeat.
I guess I grew up a bit during those years, for this time around, I found the novel to be all right. Not great, not exciting, just all right. I enjoyed the love-related sub-plots, had a good time with Andrew and Pierre dealing with their psychological problems, and sympathized with Rostovs and their money problems. In other words, it was a nice, comfy read.
Not going to lie, I'm glad to see the book I used to hate so much in the past growing up on me. I'm excited to see what comes next.
Um livro perfeito. Não conseguiria listar todos os momentos memoráveis, então recupero só um. Nele o personagem passa a sua vida inteira em revista às vésperas de um momento culminante
"E, das alturas daqueles pensamentos, tudo o que antes o atormentava e o preocupava de repente se iluminou com uma luz fria e branca, sem sombras, sem perspectivas, sem definição de contornos. Toda a sua vida lhe surgiu como se fossem imagens de uma lanterna mágica para as quais ficara olhando por muito tempo, através de um vidro e sob uma luz artificial. Agora ele via de repente sem o vidro, sob a clara luz do dia, aqueles quadros mal pintados."
Debo decir que en esta segunda parte me salté partes históricas ,ya en las últimas páginas porque ya no podía más, ciertamente, esta segunda parte es muchísimo más histórica que la primera, pero he de decir que es mi culpa, yo sabía que el libro era así... Sin embargo, wow, voy a extrañar muchísimo a los personajes y simplemente la novela como tal. Es extremadamente filosófica y eso me fascinó, de hecho, si no hubiese sido así, no la habría seguido leyendo. Ah y claramente no se la recomiendo a cualquiera porque es tremendamente larga y pesada. TEAM ANDREI POR SIEMPRE
Esta segunda parte foi muito mais bélica e muito menos intriga social, não gostei menos por isso, as descrições são soberbas e Tolstoi tem umas reflexões que são deliciosas. No entanto, principalmente na parte final (o longuíssimo Epílogo) apesar de ajudar a encerrar a história das principais personagens desenvolve uma reflexão que, apesar de interessante, peca por ser tão longa e, por vezes, até repetitiva. No geral dou à obra umas sólidas 4,5 estrelas, com a certeza de que vou querer ler mais escritores russos e mais clássicos, sendo que este ficará entre os preferidos!
už jsem si začala říkat jak je ta Nataša sympatická postava, jak jí úplně chápu ale ten KONEC?! Chci aby moje shipování nepřišlo vniveč, ale jsem úplně znechucena achjo..a ten Pierre jak fakt bobik, hrozně naivní ale pořád bobik. Ikdyz mam pocit ze skoro všechny postavy jsou naivní. No vzhledem k tomu kolik to ve mne vzbudilo emocí se mi to asi líbilo xd. Teď už postavy stoprocentně nabyly plastičnosti a tento díl mě moc bavil. Občas jsou nějaké pasáže zdlouhavejsi (proč tolik kapitol o lovu😭) ale to uz je asi taková Tolsteho záležitost ve vícero dílech (jak jsem slysela).
..." A vida é tudo. A vida é Deus. Tudo muda e se movimenta, e esse movimento é Deus. E enquanto existe vida, existe o prazer da consciência da divindade. Amar a vida é amar a Deus. O mais difícil e o mais sagrado de tudo é amar está vida em seus sofrimentos, nos sofrimentos da inocência"....
At least volume 2 is entertainment, although Leo Tolstoy is kind of cruel to his characters, less so towards Bolkonsky. Poor Natasha. Well, let’s see what’s coming up next.
I truly enjoyed this second volume (more than the first one), mostly due to the development of certain characters (like Natacha, Andrei and Pierre). Can't wait to start the next one!