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Walter Whitman Jr. was an American poet, essayist, and journalist. He is considered one of the most influential poets in American literature. Whitman incorporated both transcendentalism and realism in his writings and is often called the father of free verse. His work was controversial in his time, particularly his 1855 poetry collection Leaves of Grass, which was described by some as obscene for its overt sensuality. Whitman was born in Huntington on Long Island, and lived in Brooklyn as a child and through much of his career. At the age of 11, he left formal schooling to go to work. He worked as a journalist, a teacher, and a government clerk. Whitman's major poetry collection, Leaves of Grass, first published in 1855, was financed with his own money and became well known. The work was an attempt to reach out to the common person with an American epic. Whitman continued expanding and revising Leaves of Grass until his death in 1892. During the American Civil War, he went to Washington, D.C., and worked in hospitals caring for the wounded. His poetry often focused on both loss and healing. On the assassination of Abraham Lincoln, whom Whitman greatly admired, he authored two poems, "O Captain! My Captain!" and "When Lilacs Last in the Dooryard Bloom'd", and gave a series of lectures on Lincoln. After suffering a stroke towards the end of his life, Whitman moved to Camden, New Jersey, where his health further declined. When he died at the age of 72, his funeral was a public event. Whitman's influence on poetry remains strong. Art historian Mary Berenson wrote, "You cannot really understand America without Walt Whitman, without Leaves of Grass... He has expressed that civilization, 'up to date,' as he would say, and no student of the philosophy of history can do without him." Modernist poet Ezra Pound called Whitman "America's poet... He is America."
Numa releitura, passados apenas quatro anos, revejo a minha classificação em alta, tendo reparado agora em dois poemas "Vi uma Azinheira que Crescia no Louisiana" e "Quando Soube ao Fim do Dia", o mais belo poema de amor gay que já li, que me tinham passado despercebidos antes. O poder de revisitarmos os livros...
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Não resisto a iniciar a recensão com as opiniões tão díspares de dois dos meus escritores preferidos sobre Walt Whitman, a prova cabal da subjectividade da literatura, se dela ainda precisássemos.
“Whitman, o único que abriu caminho. Whitman, o único pioneiro. E somente Whitman. Nenhum poeta inglês, nenhum francês. Nenhum europeu. (...) Ele foi o primeiro a fazer em fanicos a velha concepção moral de que a alma do homem é algo superior à carne, algo que está acima desta." (D.H. Lawrence, 1923)
“Encontramo-nos perante uma mescla de extravagâncias e lugares comuns. Há em cada página uma burla à arte, à moderação, à graça e ao bom sentido, sem em troca nos dar nada de positivo." (Henry James, 1865)
A minha opinião, porém, não é tão extremada, situando-se exactamente no fiel da balança. “Calámo” é um pequeno conjunto de poemas retirado de “Folhas de Erva” e versam sobre exaltação da natureza, que tanto acentua a solidão do eu como lhe serve de companheira, com um toque de homoerotismo, o possível à época.
ESTAS COISAS CANTANDO NA PRIMAVERA (...) Eis os cravos e as folhas de louro e uma mão cheia de salva, Eis o que retiro das águas ao desvendá-las, (Oh, foi aqui que pela última vez vi aquele que ternamente me ama e regressa para de mim nunca mais separar-se E isto, isto será para sempre o símbolo dos companheiros, esta raiz de cálamo, Jovens, partilhai-a entre vós! Que ninguém a recuse!) E ramos de ácer e castanhas e laranjas silvestres, E cachos de groselhas e flores de ameixieira e cedro aromático, Tudo isto que me rodeia como uma densa nuvem de espíritos, Tudo isto que ao acaso, aqui ou ali, mostro ou toco ao passar ou afasto negligentemente, A cada um indicando o que lhe é devido, a todos oferecendo alguma coisa; Porém, o que da água extraio, guardo Ainda que o venha a entregar: mas somente àqueles que amem como eu próprio sou capaz de amar.
Calamus is a common word here. It is the herb or large aromatic Juncaceae that grows in the marshy areas of the valleys, whose stem measures almost one meter in height; Commonly called sweet-flag, it abounds in all the northern and central states of the country. As used in my book, the ethereal and refined character of the term probably derives from the fact that the calamus has, among all herbs, the largest and most brutal stem, as well as a fresh, aquatic, and penetrating aroma.
Andava eu para ler Whitman desde os tempos do glorioso "Clube dos Poetas Mortos"...mais de 20 anos...VERGONHA Apesar do livro ser pequenino deu para perceber que foi dos poetas menos metafóricos que li; claro e direto, inclusive, a óbvia conotação sexual de alguns poemas, o que lhe terá acarretado fortes críticas na época.
Quando soube ao fim do dia
"Quando soube ao fim do dia que o meu nome fora aplaudido no capitólio, mesmo assim nessa noite não fui feliz, E quando me embriaguei ou quando se realizaram os meus planos, nem assim fui feliz, Porém, no dia em que me levantei cedo, de perfeita saúde, repousado, cantando e aspirando o ar fresco de outono, Quando, a oeste, vi a lua cheia empalidecer e perder-se na luz da manhã, Quando, só, errei pela praia e nu mergulhei no mar e, rindo ao sentir as águas frias, vi o sol subir, E quando pensei que o meu querido amigo, meu amante, já vinha a caminho, então fui feliz, Então era mais leve o ar que respirava, melhor o que comia, e esse belo dia acabou bem, E o dia seguinte chegou com a mesma alegria e depois, no outro, ao entardecer, veio o meu amigo, E nessa noite, quando tudo estava em silêncio, ouvi as águas invadindo lentamente a praia, Ouvi o murmúrio das ondas e da areia como se quisessem felicitar-me, Porque aquele a quem mais amo dormia a meu lado sob a mesma manta na noite fresca, Na quietude daquela lua de outono o seu rosto inclinava-se para mim, E o seu braço repousava levemente sobre o meu peito – nessa noite fui feliz."
Pleno de vida agora, concreto, visível, Eu, aos quarenta anos de idade e aos oitenta e três dos Estados Unidos, A ti que viverás dentro de um século ou vários séculos mais, A ti, que ainda não nasceste, me dirijo, procurando-te.
Quando leres isto, eu que era visível serei invisível, Agora és tu, concreto, visível, aquele que me lê, aquele que me procura, Imagino como serias feliz se eu estivesse a teu lado e fosse teu companheiro, Sê tão feliz como se eu estivesse contigo. (Não penses que não estou agora junto a ti.)
“Pleno de vida agora, concreto, visível (…) A ti que ainda não nasceste, me dirijo, procurando-te. Quando leses isto, eu que era visível, serei invisível, Agora és tu, concreto visível, aquele que me lê, aquele que me procura, Imagino como serias feliz se eu estivesse a teu lado e fosse teu companheiro, Sê tão feliz como se eu estivesse contigo. (Não penses que não estou agora junto a ti.) Walt Whitman
Una raccolta poetica bella e toccante che affronta un tema molto delicato… l’accettazione di sé e l’importanza dell’amore. Nel 1860, negli Stati Uniti, l’omosessualità era un reato. Questi versi sono evocativi proprio perché Whitman diventa un combattente dell’amore. Vuole l’amore a tutti i costi, un amore senza distinzione, o donna o uomo non ha alcuna differenza, l’importante è amare e stare bene con quella persona. Una raccolta poetica, che mi ha sorpreso perché non conoscevo questo poeta. Poesie intense che testimoniano in modo inedito la freschezza e la potenza di un sentimento che non conosce limiti, trasmettendo un messaggio rivoluzionario, prima dell’avvento del 1900.
Página 35 A base de toda a metafísica " (...) Após ter estudado o antigo e novo, o sistema grego e o germânico, Estudado e dissertado sobre Kant e Fichte, Schelling e Hegel, Exposto a sabedoria de Platão e a de Sócrates ainda maior que a de Platão, E maior que a de Sócrates a do divino Cristo à qual longamente me dediquei, Relembro hoje os sistemas grego e germânico, Observo todas as filosofias, as igrejas e as doutrinas cristãs, Mas vejo claramente sob o nome de Sócrates, vejo claramente sob o nome do divino Cristo, O terno amor do homem pelo seu companheiro, a atracção do amigo pelo amigo, Do esposo pela esposa amada, dos filhos e dos pais, De cada cidade por cada cidade, de cada terra por cada terra."
" (...) Pronunciarei as palavras que exaltem a morte, Dá-me então a tua música, ó morte, para estarmos em harmonia, Dá-te a mim porque agora sei que acima de tudo me pertences e que tu e o amor estão inseparavelmente unidos, Não permitirei que me enganes mais com isso a que chamava vida, Porque enfim compreendo que és os conteúdos essenciais, Que, por qualquer razão, te escondes nestas mutáveis formas de vida, e que elas existem sobretudo para ti, Que, para além delas, surges e permaneces, tu, realidade real, Que, sob a máscara das coisas materiais, aguardas pacientemente, não importa quanto tempo, Que, talvez um dia, tudo dominarás, Que talvez dissipes todo este imenso desfile de aparências, Que talvez seja para ti que tudo existe mas não perdura, Mas tu perdurarás."
Edição bilingue, porém exígua, de alguns poemas da, essencialmente, única, no entanto vastíssima, obra de Walt Whitman — Leaves of Grass. Por vezes não achei exacta ou justa a tradução, em relação ao que me pareceu ser o significado original de um verso, quer gramaticalmente, quer ideologicamente, no entanto, no geral, a tradução está bem conseguida. Existem também alguns erros ortográficos ocasionais (ordem de certas letras numa palavra trocadas, etc.), por lapso do editor, suponho. Cálamo é, portanto, a pena com que se escreve, a tinta, sem o papel e as palavras escritas. O junco à beira do charco, que perfuma as redondezas.
Questo testo l'ho trovato privo di interesse, anche solo per cercare di tratteggiare qualcosa della personalità di Walt Whitman. A "rincuorarmi", si fa per dire, sono le parole di Enzo Giannelli, che cura la lunga Introduzione al volume, il quale scrive, proprio alla fine: «Va detto infine che le lettere - scritte a ruota libera, piuttosto sciatte nella forma, prive di qualsiasi pregio letterario, infarcite di lessico familiare da renderle spesso poco chiare e a volte intraducibili - hanno richiesto molta interpretazione che, tuttavia, non ha minimamente forzato né le intenzioni né i contenuti delle medesime». E se così, in ultima sintesi, vengono presentate dal curatore del volume, allora...
NOTA: Qui su GR vi è un errore di "associazione": queste lettere, che in inglese hanno effettivamente il titolo di "Calamus", sono state associate alla raccolta di poesie dal titolo "Calamus", sempre di Whitman, tant'è vero che proprio il curatore summenzionato, nell'Introduzione, scrive: «Fin qui si è parlato delle poesie di Whitman. E in particolare delle poesie di Calamus. Ma Calamus è anche il titolo di un epistolario - curato da Richard Maurice Bucke e pubblicato da Laurens Maynard a Boston nel 1897 - contenente tutte le lettere rinvenute (forse una su tre di quelle realmente scritte, avverte Bucke) della corrispondenza inviata da Whitman al suo amico Peter Doyle, giovane conducente di carrozze, fra il 1868 e il 1880». Aggiungendo più oltre: «[...] le lettere - qui presentate per la prima volta al pubblico italiano e con il semplice titolo di Caro amato ragazzo per non confonderle con l'abusato Calamus [...]».
“And this, O this shall henceforth be the token of comrades, this calamus-root shall, Interchange it youths with each other! let none render it back! And twigs of maple and a bunch of wild orange and chestnut, And stems of currants and plum-blows, and the aromatic cedar, These I compass'd around by a thick cloud of spirits,”
THIS CALAMUS-ROOT SHALL! LET NONE RENDER IT BACK! VIVA HOMOSSEXUALIDADE
Stillate, lente gocce, Schiette, da me cadendo, gocciolate, gocce di sangue, Dalle ferite inferte per liberarvi da dove eravate prigioniere, Dal mio volto, dalla mia fronte e dalle mie labbra, Dal mio petto, da dentro, dove mi ero nascosto, premete e uscite, gocce purpuree, Macchiate ogni pagina, macchiate ogni canto che intono, ogni parola che dico, gocce insanguinate, Ché conoscano il vostro calore scarlatto ché brillino, Saturatele di voi, che restino vergognose e bagnate, Infiammate di tutto ciò che ho scritto e scriverò, gocce di sangue, Che tutto si riveli nella vostra luce, timide gocce.
Emotional, candid, controversial. With poetic language, we either feel an immediate connection or we feel irredeemably distanced from the text. I connected.
O que pensamos e o que sentimos são duas formas de chegarem até nós ecos de uma verdade que pressentimos existir e que por vezes conseguimos vislumbrar. O esmagador peso do tempo que passa e ao mesmo tempo a leveza da sua inexorabilidade tanto nos pode chegar ao percorrermos 13,7 Biliões de anos com o incrivelmente jovem e entusiasmante Prof. Brian Cox no seu BBC Wonders of the Universe, ou ao emergirmos nestes versos, : "Pleno de vida agora, concreto, visível / Eu, aos quarenta anos de idade e aos oitenta e três dos Estados Unidos / A ti que viverás dentro de um século ou vários séculos mais / A ti, que ainda não nasceste me dirijo, procurando-te. Quando leres isto, eu que era visível, serei invisível / Agora és tu, concreto, visível, aquele que me lê, aquele que me procura."
Este pequeníssimo livro de poemas, chamado "Cálamo" é uma muito exígua recolha de alguns poemas do livro de Walt Whitman - "Folhas de Erva" - livro esse que reúne por assim dizer toda a sua obra magnífica. Os poemas são apresentados numa edição bilingue. É difícil dizer tudo sobre este livro e sobre este autor... A única crítica justa seria deixar aqui todos os poemas que constituem o livrinho. Apesar de imperdível, a principal razão da sua valia é sem sombra de dúvida a vontade que ficará decerto de ler "Folhas de Erva".
Mh. Ero (e sono) molto interessato alla persona e allo scrittore, per cui ho subito richiesto questo libro su Bookmooch, pur non ne avendone mai sentito parlare. Ecco, non è che sia un brutto libro. È che credo possa essere interessante solo per i veri appassionati/maniaci della vita privata dello scrittore o per estrarne informazioni biografiche. In questi due casi sarete più che soddisfatti, anche grazie alle note esplicative. Ma no, non lo consiglierei in quanto "lettura amena".