Um assunto que muito mexe com minha cabeça ultimamente é a religião. Quanto mais eu leio sobre o assunto, mais eu acredito na ciência. E esse livro me ajuda a captar o quão fanáticas e insuportáveis algumas pessoas se tornam quando o assunto é a fé.
A mãe do personagem Lucas, religiosa fervorosa, quer a todo custo que ele volte a se relacionar com a ex-namorada, que conheceu na igreja. A mulher com quem ele se relaciona agora, Sara, é a paixão de sua vida, mas tanto a mãe do rapaz quando a ex-namorada insistem com a história de que Sara é uma bruxa e que o enfeitiçou.
Essas e tantas outras partes que mostram o fanatismo religioso me causam um misto de risos e nojo, pois, na minha opinião, é inaceitável ter que manter crenças e valores escritos há séculos numa sociedade que evoluiu imensamente nesse período. Considerar adúltera uma pessoa separada que se relaciona com outra é o cúmulo. Acho inaceitável ser "obrigado" a manter um relacionamento marcado por agressões e falta de sentimento, pois a Bíblia diz que "o homem não separa o que Deus uniu".
A autora explora muito bem o assunto nesse primeiro livro da trilogia, unindo amor, vingança, inveja e perseverança ao tema. Em breve inicio o segundo livro pra ver como continua essa história.